Faaaaaaaaaaaaaaaaala galera!
Estive afastado do blog pela correria, em seguida pelas férias, etc..
E por falar em férias, vou contar nessa postagem sobre um dos grandes
momentos da mesma. O fim de semana em Curitiba.
Tudo começou em janeiro, lá no Rio, durante várias rodadas de chopp.
Aí vocês me perguntam:
Tá, André. O que o Rio tem a ver com Curitiba?
Simplesmente porque lá a viagem começou a ser planejada, embora
praticamente todos tenham desistido ao longo do tempo.
Eu, embora não soubesse se podia esperar muito de uma cidade que
começa com Cu, levei a ideia até o fim. kkkkkkkk.
E aí fui eu e um amigo do Rio, que foi à Curitiba por motivos
altamente passionais.
Calma gente.... Eu não segurei vela para o casal, tá? kkkk.
Ao chegar em Curitiba, tive minha primeira impressão.
Embarquei no táxi. Informei o endereço do hotel para onde ia e o
motorista simplesmente partiu.
Aí pensei:
É... No Rio, somos bem extrovertidos, gostamos de papo.
Em São Paulo, a galera é mais fechada.
Curitiba é como São Paulo, com uma única diferença: pelo menos bom dia
o paulistano te dá. kkkkk.
Mas cheguei no Hotel e, felizmente, a minha primeira impressão foi apagada.
Ainda bem! Não ia aguentar isso o fim de semana inteiro.
Descansei um pouco, aquele banho para relaxar e depois parti para uma
noite que não teria fim.
Partiu Shopping!
Fui lá no Shopping estação para encontrar uma amiga e alguns
familiares. Todo mundo gente boa.
Fiquei lá batendo papo, tomando chopp, não exatamente nessa ordem.
Meu amigo do Rio, que apesar de carioca conseguiu a proeza de ser
corinthiano....... é.... ele queria matar os cariocas e os paulistanos
de raiva....... Só pode..... Bom... Mas.... Ele me chamou para ir com
a galera em um bar chamado Quintal Do Guima.
Não recomendo o lugar a ninguém.
20 minutos para o garçom aparecer e eu pedir um chopp. Mais 20 minutos
até o cara trazer..
E assim foi...
Até meu amigo ficou muito puto e já tava pensando em partir para outro bar.
E outra: Para ser bonzinho com o bar, vou dizer que o chopp era mais
ou menos..... Muito mais pra menos...
Mas, já que lá estamos, fiquemos até fechar... Isso.... Primeiro dia
em Curitiba e já praticamente fechei o primeiro bar.
Dormi que nem anjo.
Acordo e desço para o café.
Após aquele belo café da manhã de hotel, a energia elétrica acaba e eu
tenho que subir 6 andares de escada até o meu quarto.
Como não bastasse, fui vítima de uma piada inconsciente.
quando o mensageiro foi me indicar o caminho, pois o da escada não
tinha nenhuma noção de como chegar, a recepcionista pergunta para ele:
Vai precisar de uma lanterna?
Eu, que já tinha ouvido isso como piada a semana inteira aqui, por
conta da posição do Flamengo no campeonato, pensei:
Não acredito! Até aqui eu ouço essa frase? kkkkkkkk.
Claro que a situação era bem outra....
Almoço e fui para uma festa julina.
Sabem, né? Daquelas festas onde a gente compra as fichas, e depois
troca pelo que quer consumir.
Ao comprar as fichas, me deparei com algo muito interessante.
Acessibilidade.
As fichas retangulares valiam 2 reais, as redondas 1 real e as
triangulares, 50 centavos.
Atenção associações de cegos do Rio e São Paulo que as vezes organizam
festa junina!
Atenção instituições que diferenciam valores pela cor, mesmo dizendo
que promovem a acessibilidade!
Aprendam como faz.
Aliás a organizadora conseguiu fazer uma festa muito linda e legal....
Bom.... Pelo pouco que pude perceber, não era só a festa linda e
legal, mas, abafa o caso...... É melhor...... kkkkkk.
Domingão e eu tentando fazer a programação para o dia.
Fui almoçar num rodízio de espetos. A Casa Do Zé.
http://www.casadoze.com.br
Ao contrário do Quintal Do Guima, Casa Do Zé eu recomendo e muito!
Atendimento excelente e, para quem gosta de chopp e churrasco é o paraíso!
Chopp trincando e churrasco no ponto. Picanha, filé argentino, kafta,
kafta de cordeiro..... Em Fim.....
Quem for a Curitiba, vai lá.
Fica no Batel.
Zé.... Acho que eu mereço um desconto na próxima vez que for a
Curitiba, né? kkkkkk.
E pra fechar o domingo com chave de ouro, não poderia faltar ele..... claro.....
Meu amigo me liga e pergunta:
Quer ir com a gente no Bar Do Alemão?
Considerando que quando ele me ligou eu estava exatamente no site do
referido bar buscando o endereço, adivinhem minha resposta...
Fomos para lá.
Recomendo tanto quanto A Casa Do Zé.
Esse bar era inclusive o point durante os jogos da Alemanha na Copa.
Chopp trincando, tirado também da forma ideal, a salsicha
deliciosa.......... Já sei..... Vão me zuar dizendo que eu achei uma
delícia a salsicha do alemão.......... to até vendo.....
O clima maravilhoso.
Música alemã de fundo, ambiente bem rústico.
Saímos de lá com o camarada dizendo que iam fechar..... Que novidade!
E na volta, o inacreditável.
O taxista me deixa no hotel.
Desci do carro e achei tudo muito estranho.
A calçada diferente, a entrada do hotel diferente....
Logo pensei:
Pera aí. Não to tão ruim assim. Eu to no lugar errado...
Eu tava certo...... Realmente eu estava no hotel errado! kkkkkk.
A sorte que ele ainda estava lá pra consertar.
Eu dei o endereço, tudo certinho, nome do hotel, mas o cara só prestou
atenção na palavra Golden.
Isso fez com que, em vez de me deixar no hotel Goldenpark, onde estava
hospedado, me levasse para o Golden Stars, que coincidentemente era na
mesma rua. Kkkkk.
Agradeço à galera do hotel Goldenpark pelo atendimento prestado
durante aquele fim de semana, incluindo auxílio no café e no que eu
precisasse.
Também agradeço à galera dos estabelecimentos onde estive, citados ou
não, pelo atendimento e por tudo.
E agradeço aos meus amigos por terem também me apresentado pessoas bem legais.
Aos taxistas da cidade que me atenderam bem, até mesmo o que me levou
para o hotel errado. kkkk. O cara é gente boa.
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
sexta-feira, 11 de julho de 2014
A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA NO DESENVOLVIMENTO DE UMA CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA
Faaaaaaaaaala galera!
To sumido por conta da copa, mas finalmente apareci.
Gente.
Eu não vi o brasil jogar na terça.
Alguém viu? kkkkk.
Me perguntaram se eu consegui acompanhar o jogo.
Que jogo?
Eu só vi a Alemanha jogar! kkkkk.
Mas agora, vamos ao motivo dessa postagem.
Quando compartilhei esse vídeo após ver na linha do tempo de uma amiga
no Facebook, comentei que ganhei a sexta.
Não.... O vídeo não tem nenhuma garrafa de cerveja.
Me emocionou porque isso me remeteu de volta às lembranças da infância.
Assistam o vídeo abaixo e entenderão o que estou falando.
https://www.youtube.com/watch?v=btM2iLOrwNU
Graças à Deus, Miguel está numa família como a minha .
Uma família que apoiou, uma família que não o deixou em estado vegetativo.
Digo que minha família foi e ainda é, essencial para eu conseguir ser
o que sou hoje.
Ainda quero acrescentar uma coisa.
Devido algumas falas da avó, principalmente, parece se tratar de uma
família Evangélica.
Tenho também amigos seguidores de tal religião, mas, quem me acompanha
no blog, já viu relatos de vários preconceitos sofridos por mim vindo
de evangélicos.
Aproveito essa ocasião também, para mostrar que não generalizo e,
ainda bem! São de uma denominação não ignorante.
São pessoas com mente aberta o suficiente para apoiar o Miguel,
deixando com que ele viva na condição atual, em vez de ficar repetindo
aos 4 ventos que Jesus vai curá-lo, como se a cegueira fosse doença.
E, agora o mais importante de tudo.
Venho pedir um grande favor a vocês, seguidores e leitores do blog:
Compartilhem esse vídeo o máximo que puderem e incentivem seus amigos
a isso também.
Sabem por que?
Porque para o André, que hoje tem sua profissão, seu trabalho, sua
vida, pode fazer pouca diferença.
Agora, para essa nova geração de crianças cegas, vai fazer toda diferença.
Infelizmente, a quantidade de crianças cegas que tiveram a mesma
oportunidade do Miguel e do André é mínima.
Se vocês divulgarem, se esse vídeo se espalhar o máximo que puder, com
certeza chegará em muitos lares, em muitas pessoas, em muitas
famílias.
Isso pode mudar a vida de muitas crianças que nasceram cegas ou que
venham a nascer depois de tal vídeo ser compartilhado.
Sim.
Eu também compartilho piadas, vídeos engraçados e acho que todos devem fazer.
Mas, vai....
Se você pode dar um clique para compartilhar uma piada, porque não
compartilhar esse vídeo, capaz de dar uma vida digna a quem nasceu
cego e pode, por desconhecimento da família, deixar de aproveitar todo
seu potencial?
Não to pedindo esmola, caridade, nem tão pouco compaixão.
afinal, quem lê o blog sabe que eu luto duramente contra isso.
Peço, muito pelo contrário, a ajuda para que tenham a oportunidade de
não precisarem de nada disso.
E se eu pudesse hoje dizer a família do Miguel que continue apoiando,
que também fui como ele um dia e se hoje sou o que sou, foi graças à
minha família ter feito por mim o mesmo que estão fazendo por ele,
certamente o faria.
Aliás, nesse momento, é o que eu mais gostaria de fazer.
To sumido por conta da copa, mas finalmente apareci.
Gente.
Eu não vi o brasil jogar na terça.
Alguém viu? kkkkk.
Me perguntaram se eu consegui acompanhar o jogo.
Que jogo?
Eu só vi a Alemanha jogar! kkkkk.
Mas agora, vamos ao motivo dessa postagem.
Quando compartilhei esse vídeo após ver na linha do tempo de uma amiga
no Facebook, comentei que ganhei a sexta.
Não.... O vídeo não tem nenhuma garrafa de cerveja.
Me emocionou porque isso me remeteu de volta às lembranças da infância.
Assistam o vídeo abaixo e entenderão o que estou falando.
https://www.youtube.com/watch?v=btM2iLOrwNU
Graças à Deus, Miguel está numa família como a minha .
Uma família que apoiou, uma família que não o deixou em estado vegetativo.
Digo que minha família foi e ainda é, essencial para eu conseguir ser
o que sou hoje.
Ainda quero acrescentar uma coisa.
Devido algumas falas da avó, principalmente, parece se tratar de uma
família Evangélica.
Tenho também amigos seguidores de tal religião, mas, quem me acompanha
no blog, já viu relatos de vários preconceitos sofridos por mim vindo
de evangélicos.
Aproveito essa ocasião também, para mostrar que não generalizo e,
ainda bem! São de uma denominação não ignorante.
São pessoas com mente aberta o suficiente para apoiar o Miguel,
deixando com que ele viva na condição atual, em vez de ficar repetindo
aos 4 ventos que Jesus vai curá-lo, como se a cegueira fosse doença.
E, agora o mais importante de tudo.
Venho pedir um grande favor a vocês, seguidores e leitores do blog:
Compartilhem esse vídeo o máximo que puderem e incentivem seus amigos
a isso também.
Sabem por que?
Porque para o André, que hoje tem sua profissão, seu trabalho, sua
vida, pode fazer pouca diferença.
Agora, para essa nova geração de crianças cegas, vai fazer toda diferença.
Infelizmente, a quantidade de crianças cegas que tiveram a mesma
oportunidade do Miguel e do André é mínima.
Se vocês divulgarem, se esse vídeo se espalhar o máximo que puder, com
certeza chegará em muitos lares, em muitas pessoas, em muitas
famílias.
Isso pode mudar a vida de muitas crianças que nasceram cegas ou que
venham a nascer depois de tal vídeo ser compartilhado.
Sim.
Eu também compartilho piadas, vídeos engraçados e acho que todos devem fazer.
Mas, vai....
Se você pode dar um clique para compartilhar uma piada, porque não
compartilhar esse vídeo, capaz de dar uma vida digna a quem nasceu
cego e pode, por desconhecimento da família, deixar de aproveitar todo
seu potencial?
Não to pedindo esmola, caridade, nem tão pouco compaixão.
afinal, quem lê o blog sabe que eu luto duramente contra isso.
Peço, muito pelo contrário, a ajuda para que tenham a oportunidade de
não precisarem de nada disso.
E se eu pudesse hoje dizer a família do Miguel que continue apoiando,
que também fui como ele um dia e se hoje sou o que sou, foi graças à
minha família ter feito por mim o mesmo que estão fazendo por ele,
certamente o faria.
Aliás, nesse momento, é o que eu mais gostaria de fazer.
terça-feira, 17 de junho de 2014
A LUTA PELA ABERTURA LIMPINHA
Faaaaaaaaaaaaaaala galera!
É. Esse título vai gerar várias interpretações após a leitura desse texto, mas.
Abertura da Copa.
Véspera de feriado. Tudo parecia normal.
Fiz tudo como de costume nos feriados e fins de semana.
Saio do trabalho, passo em casa, tomo meu banho, me arrumo e vou......
Vocês conseguem adivinhar pra onde?
Se você respondeu para o bar, além de acertar, acabou de ganhar
convites para as melhores festas juninas do ano passado! kkkkkk.
Já não podem dizer que o Cotidiano Cego nunca premia os leitores.
Acordo no dia da abertura pensando em fazer tudo como nos demais
feriados, sábados e domingos.
Acordo, escovo os dentes, tomo meu banho, tomo café... em fim:
Acordei, escovei meus dentes e, ao tentar tomar meu banho, cadê a água?
Sério....... Não tinha água.
E aí, pensava em ir para Mogi Das cruzes em credo.... Ops... quis
dizer Mogi Das cruzes credo! Como isso é longe!
Não... Quero dizer na verdade, Mogi Das Cruzes, antes que a galera de
lá resolva me bater na próxima vez que eu pegar um trem.
Mas em fim: Um amigo perguntando se eu realmente ia e eu explicando a
situação, dizendo que antes precisaria arrumar um lugar pra tomar
banho!
Ele, muito consolador, disse:
"Opa! Vem assim mesmo! É legal que ninguém senta do seu lado no busão!
kkkkkkkkkk."
Depois de um tempo liguei para um amigo que, por muita sorte tinha
água na casa dele e, me senti até aliviado! rs.
Mas, minha preocupação não parava aí.
E amanhã?
Como eu vou fazer?
Acordo cedo pra ir trabalhar e......
Ai, meu amigo novamente consolador, diz:
"Opa! acho melhor você comprar lencinho perfumado pra amanhã!" kkkkkkkk.
Resolvido o problema para que eu tivesse uma abertura limpinha.......
Bom..... Eu me referia à abertura da copa...... mas..... bom.....
deixa pra lá.... Afinal por outro sentido, a abertura também ficou
limpinha após o banho........ Mas, vamos voltar ao texto.
E então, acordo sexta-feira naquela expectativa.
Levanto, vou ao banheiro, abro a torneira e...... Já tinha água, tá gente!
Sou capaz de apostar que muitos já pensaram que não tinha água e iam
dar mais risada da desgraça alheia, né? kkkkkk.
E com tudo isso, aprendi uma lição muito importante:
Preciso comprar um balde!
Se você é solteiro, mora sozinho ou solteira e mora sozinha e não tem
um balde em casa, vai por mim! Compre um urgentemente, porque se
faltar água no feriado tu não vai conseguir comprar na última hora.
Hoje, segundo jogo do Brasil......
Também tem água....
Já tomei meu banho e agora vou trabalhar limpinho, tá?
É. Esse título vai gerar várias interpretações após a leitura desse texto, mas.
Abertura da Copa.
Véspera de feriado. Tudo parecia normal.
Fiz tudo como de costume nos feriados e fins de semana.
Saio do trabalho, passo em casa, tomo meu banho, me arrumo e vou......
Vocês conseguem adivinhar pra onde?
Se você respondeu para o bar, além de acertar, acabou de ganhar
convites para as melhores festas juninas do ano passado! kkkkkk.
Já não podem dizer que o Cotidiano Cego nunca premia os leitores.
Acordo no dia da abertura pensando em fazer tudo como nos demais
feriados, sábados e domingos.
Acordo, escovo os dentes, tomo meu banho, tomo café... em fim:
Acordei, escovei meus dentes e, ao tentar tomar meu banho, cadê a água?
Sério....... Não tinha água.
E aí, pensava em ir para Mogi Das cruzes em credo.... Ops... quis
dizer Mogi Das cruzes credo! Como isso é longe!
Não... Quero dizer na verdade, Mogi Das Cruzes, antes que a galera de
lá resolva me bater na próxima vez que eu pegar um trem.
Mas em fim: Um amigo perguntando se eu realmente ia e eu explicando a
situação, dizendo que antes precisaria arrumar um lugar pra tomar
banho!
Ele, muito consolador, disse:
"Opa! Vem assim mesmo! É legal que ninguém senta do seu lado no busão!
kkkkkkkkkk."
Depois de um tempo liguei para um amigo que, por muita sorte tinha
água na casa dele e, me senti até aliviado! rs.
Mas, minha preocupação não parava aí.
E amanhã?
Como eu vou fazer?
Acordo cedo pra ir trabalhar e......
Ai, meu amigo novamente consolador, diz:
"Opa! acho melhor você comprar lencinho perfumado pra amanhã!" kkkkkkkk.
Resolvido o problema para que eu tivesse uma abertura limpinha.......
Bom..... Eu me referia à abertura da copa...... mas..... bom.....
deixa pra lá.... Afinal por outro sentido, a abertura também ficou
limpinha após o banho........ Mas, vamos voltar ao texto.
E então, acordo sexta-feira naquela expectativa.
Levanto, vou ao banheiro, abro a torneira e...... Já tinha água, tá gente!
Sou capaz de apostar que muitos já pensaram que não tinha água e iam
dar mais risada da desgraça alheia, né? kkkkkk.
E com tudo isso, aprendi uma lição muito importante:
Preciso comprar um balde!
Se você é solteiro, mora sozinho ou solteira e mora sozinha e não tem
um balde em casa, vai por mim! Compre um urgentemente, porque se
faltar água no feriado tu não vai conseguir comprar na última hora.
Hoje, segundo jogo do Brasil......
Também tem água....
Já tomei meu banho e agora vou trabalhar limpinho, tá?
quarta-feira, 4 de junho de 2014
A POLÍTICA PÚBLICA DA EXCLUSÃO
Faaaaaaaaaaaaaaaaala galera!
Logicamente, não poderia jamais, começar essa postagem sem parabenizar
a equipe da CBN Rio, pela excelente reportagem e por divulgar
publicamente, o descaso do poder público conosco.
Seria, da mesma forma, uma grande injustiça se eu deixasse de citar a
repórter Diana Rogers, por ser peça chave nessa excelente cobertura e
ter falado com total conhecimento de causa, pois como ela mesma disse
em sua participação, tem um padrasto cego e já trabalhou com close
Caption para surdos.
Agora, vamos à parte lamentável da postagem.
Antônio Pedro Figueira De Mello.
Guardem bem esse nome.
Anotem na agenda, celular, porta da geladeira.... Não importa onde.
Vital é que você lembre desse cara, principalmente em épocas de eleição.
De repente esse cidadão, hoje secretário Municipal de Turismo da
cidade do Rio de Janeiro, se candidata a algo no futuro.
Vou documentar tudo para preservar sua memória.
Você que tem alguma deficiência; Você que tem algum amigo ou familiar
em tal condição; Guarde essa.
Sabemos que o Rio de Janeiro, em 2016, sediará as Olimpíadas e Paralimpíadas.
a CBN, por intermédio da repórter Diana Rogers, procurou o SECRETÁRIO
MUNICIPAL DE TURISMO, SR. ANTÔNIO, PEDRO, FIGUEIRA DE MELLO, para
saber se o legado da copa poderia ser aproveitado em 2016.
Para quem é cego, usa leitores de tela e possa não ter percebido,
coloquei tanto o cargo quanto o nome do cidadão em caixa alta.
a declaração dele foi a seguinte:
"A gente analisa muito o público que vem para um evento como esse e o
público que vem para a Copa não é este".
Opa.
Como ele tem tanta certeza?
Honestamente, gostaria muito de assistir à final da copa no Maracanã,
mas não pude adquirir o ingresso.
Olha!
Parabéns às fontes dele.
Como ele soube disso?
Afinal, um estudo a fim de descobrir que nenhum surdo, cego,
cadeirante, etc. irá à copa, precisa ser altamente minucioso!
Pensando bem, isso é praticamente óbvio.
Pra que um cego vai a um estádio se nem vai ver a bola?
E um surdo, que nem escutará o grito da galera....
Provavelmente esse cidadão partiu desse princípio.
Ele ta de sacanagem! No mínimo.
Então, na visão dele, cegos, surdos, cadeirantes, etc. não gostam de
Futebol, não vão ao estádio...
Isso vem ao encontro da postagem publicada ontem, intitulada "CEGOS DIFERENTES".
Ele exerce tão bem a função de SECRETÁRIO MUNICIPAL DE TURISMO, que
nem se deu conta de um pequeno detalhe:
Dentre os turistas recebidos pela cidade durante a Copa, algum pode
ter deficiência.
Ou ele já consultou sua querida bola de cristal e constatou que isso
não acontecerá?
Isso é a maior prova de que ignorar as questões de acessibilidade e,
por conseguinte a nós, não é apenas uma questão de desinformação.
E nesse caso, nem a justificativa de que a imprensa distorceu os fatos é válida.
Segue o link onde vocês vão poder ouvir o que foi dito pelo cidadão:
http://cbn.globoradio.globo.com/grandescoberturas/copa-2014/2014/05/28/SECRETARIO-DE-TURISMO-DO-RIO-ADMITE-QUE-NAO-HA-PLANEJAMENTO-PARA-RECEBER-DEFICIENTES-F.htm
após o texto publicado, tem um link para que você possa ouvir.
Felizmente, nos resta um fio de esperança em toda essa luta.
Além do apoio por parte da CBN, a COMISSÃO DE DEFESA DA PESSOA COM
DEFICIÊNCIA DO RIO DE JANEIRO se posicionou, não só repudiando as
declarações do Secretário, como tomando as medidas cabíveis.
Nem sempre vemos nossas instâncias representativas cumprindo seu papel
e, quando finalmente isso acontece, cabe registro.
Logicamente, não poderia jamais, começar essa postagem sem parabenizar
a equipe da CBN Rio, pela excelente reportagem e por divulgar
publicamente, o descaso do poder público conosco.
Seria, da mesma forma, uma grande injustiça se eu deixasse de citar a
repórter Diana Rogers, por ser peça chave nessa excelente cobertura e
ter falado com total conhecimento de causa, pois como ela mesma disse
em sua participação, tem um padrasto cego e já trabalhou com close
Caption para surdos.
Agora, vamos à parte lamentável da postagem.
Antônio Pedro Figueira De Mello.
Guardem bem esse nome.
Anotem na agenda, celular, porta da geladeira.... Não importa onde.
Vital é que você lembre desse cara, principalmente em épocas de eleição.
De repente esse cidadão, hoje secretário Municipal de Turismo da
cidade do Rio de Janeiro, se candidata a algo no futuro.
Vou documentar tudo para preservar sua memória.
Você que tem alguma deficiência; Você que tem algum amigo ou familiar
em tal condição; Guarde essa.
Sabemos que o Rio de Janeiro, em 2016, sediará as Olimpíadas e Paralimpíadas.
a CBN, por intermédio da repórter Diana Rogers, procurou o SECRETÁRIO
MUNICIPAL DE TURISMO, SR. ANTÔNIO, PEDRO, FIGUEIRA DE MELLO, para
saber se o legado da copa poderia ser aproveitado em 2016.
Para quem é cego, usa leitores de tela e possa não ter percebido,
coloquei tanto o cargo quanto o nome do cidadão em caixa alta.
a declaração dele foi a seguinte:
"A gente analisa muito o público que vem para um evento como esse e o
público que vem para a Copa não é este".
Opa.
Como ele tem tanta certeza?
Honestamente, gostaria muito de assistir à final da copa no Maracanã,
mas não pude adquirir o ingresso.
Olha!
Parabéns às fontes dele.
Como ele soube disso?
Afinal, um estudo a fim de descobrir que nenhum surdo, cego,
cadeirante, etc. irá à copa, precisa ser altamente minucioso!
Pensando bem, isso é praticamente óbvio.
Pra que um cego vai a um estádio se nem vai ver a bola?
E um surdo, que nem escutará o grito da galera....
Provavelmente esse cidadão partiu desse princípio.
Ele ta de sacanagem! No mínimo.
Então, na visão dele, cegos, surdos, cadeirantes, etc. não gostam de
Futebol, não vão ao estádio...
Isso vem ao encontro da postagem publicada ontem, intitulada "CEGOS DIFERENTES".
Ele exerce tão bem a função de SECRETÁRIO MUNICIPAL DE TURISMO, que
nem se deu conta de um pequeno detalhe:
Dentre os turistas recebidos pela cidade durante a Copa, algum pode
ter deficiência.
Ou ele já consultou sua querida bola de cristal e constatou que isso
não acontecerá?
Isso é a maior prova de que ignorar as questões de acessibilidade e,
por conseguinte a nós, não é apenas uma questão de desinformação.
E nesse caso, nem a justificativa de que a imprensa distorceu os fatos é válida.
Segue o link onde vocês vão poder ouvir o que foi dito pelo cidadão:
http://cbn.globoradio.globo.com/grandescoberturas/copa-2014/2014/05/28/SECRETARIO-DE-TURISMO-DO-RIO-ADMITE-QUE-NAO-HA-PLANEJAMENTO-PARA-RECEBER-DEFICIENTES-F.htm
após o texto publicado, tem um link para que você possa ouvir.
Felizmente, nos resta um fio de esperança em toda essa luta.
Além do apoio por parte da CBN, a COMISSÃO DE DEFESA DA PESSOA COM
DEFICIÊNCIA DO RIO DE JANEIRO se posicionou, não só repudiando as
declarações do Secretário, como tomando as medidas cabíveis.
Nem sempre vemos nossas instâncias representativas cumprindo seu papel
e, quando finalmente isso acontece, cabe registro.
terça-feira, 3 de junho de 2014
CEGOS DIFERENTES
Faaaaaaaaaaaaaala galera!
Quando se fala em cegueira ou qualquer outra deficiência, é comum
usarmos a frase:
"Precisamos aprender a conviver com as diferenças."
Diferenças?
Com certeza tal termo é totalmente compatível com o padrão imposto
pela sociedade, no qual o normal é o fisicamente perfeito.
Mas, vamos analisar o termo.
Precisamos de ajuda em determinadas situações, como atravessar uma rua.
Seria isso suficiente para nos tornar diferentes?
Os semáforos sonoros resolveriam a questão, mas....
Não gosto de me citar como exemplo, mas.....
Sou técnico em TI e estudante de Análise e Desenvolvimento de sistemas.
Em que eu sou diferente dos demais profissionais do setor ou dos
colegas de turma na faculdade?
Sim. Para usar o computador eu preciso instalar um software que faz
ele falar o que aparece na tela. Mas, isso seria suficiente para
diferenciar? Ou, na verdade, me iguala, pois me possibilita trabalhar
e estudar da mesma forma que os demais.
Ah sim. Não vi o gráfico no slide e preciso que alguém me explique. Mas.....
No que seríamos diferentes de uma outra pessoa que está tomando
cerveja em um bar?
Nosso dinheiro é igual, nosso cartão é igual, a mensagem que eu vou
receber no celular quando usar o cartão para pagar também é igual e
inclusive o desfalque de dinheiro também vai ser igualzinho! kkkk.
Se for um bar desconhecido, ou até mesmo num conhecido, pela falta de
espaço, posso preferir que alguém me conduza até o banheiro para não
esbarrar nas pessoas e coisas no caminho.
Mas, esse mero detalhe me tornaria diferente?
Passou uma mulher gostosa na rua. Você, leitor do blog vai ver e eu
não.... É..... aí até pintou uma diferença. kkkkkk.
Mas, vamos voltar ao texto.
Muitos defendem com unhas e dentes a seguinte máxima: "As vezes
precisamos diferenciar para igualar."
Não vamos confundir diferenciar com adaptar.
As guias rebaixadas, são usadas para que os cadeirantes possam se
locomover melhor, tal como qualquer pessoa.
Tal iniciativa, os contempla com o direito de ir e vir, que, segundo
nossa constituição pertence a todo cidadão.
O semáforo sonoro, nos permitiria atravessar as ruas tal como quem
enxerga normalmente. Fácil perceber que isso nos igualaria nessa
questão.
Um sistema como o já implementado em São Carlos que avisa o ônibus que
está parando, nos igualaria.
O sistema de fala nos caixas eletrônicos, já implementado pelo Itaú,
Banco Do Brasil e outros, nos possibilita realizar operações bancárias
como qualquer pessoa.
Mediante ao exposto acima, pergunto:
Somos diferentes, ou as coisas não são pensadas de forma a nos igualar?
Seriam então, um usuário de óculos e uma pessoa idosa, diferentes por
precisarem de letras maiores para conseguirem ler?
Deixo essas questões para que reflitam.
Quando se fala em cegueira ou qualquer outra deficiência, é comum
usarmos a frase:
"Precisamos aprender a conviver com as diferenças."
Diferenças?
Com certeza tal termo é totalmente compatível com o padrão imposto
pela sociedade, no qual o normal é o fisicamente perfeito.
Mas, vamos analisar o termo.
Precisamos de ajuda em determinadas situações, como atravessar uma rua.
Seria isso suficiente para nos tornar diferentes?
Os semáforos sonoros resolveriam a questão, mas....
Não gosto de me citar como exemplo, mas.....
Sou técnico em TI e estudante de Análise e Desenvolvimento de sistemas.
Em que eu sou diferente dos demais profissionais do setor ou dos
colegas de turma na faculdade?
Sim. Para usar o computador eu preciso instalar um software que faz
ele falar o que aparece na tela. Mas, isso seria suficiente para
diferenciar? Ou, na verdade, me iguala, pois me possibilita trabalhar
e estudar da mesma forma que os demais.
Ah sim. Não vi o gráfico no slide e preciso que alguém me explique. Mas.....
No que seríamos diferentes de uma outra pessoa que está tomando
cerveja em um bar?
Nosso dinheiro é igual, nosso cartão é igual, a mensagem que eu vou
receber no celular quando usar o cartão para pagar também é igual e
inclusive o desfalque de dinheiro também vai ser igualzinho! kkkk.
Se for um bar desconhecido, ou até mesmo num conhecido, pela falta de
espaço, posso preferir que alguém me conduza até o banheiro para não
esbarrar nas pessoas e coisas no caminho.
Mas, esse mero detalhe me tornaria diferente?
Passou uma mulher gostosa na rua. Você, leitor do blog vai ver e eu
não.... É..... aí até pintou uma diferença. kkkkkk.
Mas, vamos voltar ao texto.
Muitos defendem com unhas e dentes a seguinte máxima: "As vezes
precisamos diferenciar para igualar."
Não vamos confundir diferenciar com adaptar.
As guias rebaixadas, são usadas para que os cadeirantes possam se
locomover melhor, tal como qualquer pessoa.
Tal iniciativa, os contempla com o direito de ir e vir, que, segundo
nossa constituição pertence a todo cidadão.
O semáforo sonoro, nos permitiria atravessar as ruas tal como quem
enxerga normalmente. Fácil perceber que isso nos igualaria nessa
questão.
Um sistema como o já implementado em São Carlos que avisa o ônibus que
está parando, nos igualaria.
O sistema de fala nos caixas eletrônicos, já implementado pelo Itaú,
Banco Do Brasil e outros, nos possibilita realizar operações bancárias
como qualquer pessoa.
Mediante ao exposto acima, pergunto:
Somos diferentes, ou as coisas não são pensadas de forma a nos igualar?
Seriam então, um usuário de óculos e uma pessoa idosa, diferentes por
precisarem de letras maiores para conseguirem ler?
Deixo essas questões para que reflitam.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
QUE MERDA DE VIAGEM!
Faaaaaaaaaaaaaaaaala galera!
Se você lê essa postagem enquanto toma café, almoça ou janta,
recomendo fortemente que você salve o link, termine e depois leia.
Sexta-feira. O dia mais aguardado da semana.
Aquele em que você não vê a hora de seu expediente terminar logo e ir
tomar umas geladas.
Saio, naquela animação e fico no ponto esperando o busão.
Ele chega, alguém me avisa, afinal, todo mundo que costuma pegar
ônibus no ponto naquele horário já me conhece.
Entro no ônibus.
Vazio, com assentos disponíveis, tudo maravilhoso. Não poderia estar melhor!
Eis que de repente, antes de colocar meus fones no ouvido, começo a
ouvir os seguintes comentários:
Provavelmente alguém pisou e trouxe aqui pra dentro!
É. se tivesse um pedaço de jornal dava pra colocar em cima.
Pior de tudo é que os comentários vinham de um local bem próximo à
porta por onde eu teria que descer.
Logo pensei:
Que merda!
Aliás, literalmente, né?
Para aumentar o desespero, escuto:
Precisava de mais jornal... Não foi o suficiente.
Como não bastasse o cheiro que exalava daquela merda de busão, senti
que viveria um grande momento de adrenalina.
Descer do ônibus.
E se eu acabar pisando?
Pisar não é nada! pior é se a minha bengala for exatamente lá.
Na hora que eu precisar dobrar..... Ai.... Dá nojo só de pensar, mas é
algo infelizmente possível.
Tive uma grande ideia.
Vou seguir o fluxo do pessoal que esteja descendo. Provavelmente terão
o cuidado de desviar e caso ninguém me avise, estarei salvo.
A ideia seria ótima, caso o ônibus não fosse esvaziando a ponto de
estar completamente vazio durante o meu desembarque.
Eu só pensava:
É agora....
Tudo bem que eu gosto de adrenalina no entanto, esse tipo eu dispenso.
Fui, com a cara e a coragem e, quando cheguei no trabalho, perguntei
se minha bengala estava ok.
Um amigo disse:
Sim. Mas, por que você está perguntando isso?
Depois eu te explico.
E assim, tive a certeza de ter chegado ileso ao trabalho.
Se você lê essa postagem enquanto toma café, almoça ou janta,
recomendo fortemente que você salve o link, termine e depois leia.
Sexta-feira. O dia mais aguardado da semana.
Aquele em que você não vê a hora de seu expediente terminar logo e ir
tomar umas geladas.
Saio, naquela animação e fico no ponto esperando o busão.
Ele chega, alguém me avisa, afinal, todo mundo que costuma pegar
ônibus no ponto naquele horário já me conhece.
Entro no ônibus.
Vazio, com assentos disponíveis, tudo maravilhoso. Não poderia estar melhor!
Eis que de repente, antes de colocar meus fones no ouvido, começo a
ouvir os seguintes comentários:
Provavelmente alguém pisou e trouxe aqui pra dentro!
É. se tivesse um pedaço de jornal dava pra colocar em cima.
Pior de tudo é que os comentários vinham de um local bem próximo à
porta por onde eu teria que descer.
Logo pensei:
Que merda!
Aliás, literalmente, né?
Para aumentar o desespero, escuto:
Precisava de mais jornal... Não foi o suficiente.
Como não bastasse o cheiro que exalava daquela merda de busão, senti
que viveria um grande momento de adrenalina.
Descer do ônibus.
E se eu acabar pisando?
Pisar não é nada! pior é se a minha bengala for exatamente lá.
Na hora que eu precisar dobrar..... Ai.... Dá nojo só de pensar, mas é
algo infelizmente possível.
Tive uma grande ideia.
Vou seguir o fluxo do pessoal que esteja descendo. Provavelmente terão
o cuidado de desviar e caso ninguém me avise, estarei salvo.
A ideia seria ótima, caso o ônibus não fosse esvaziando a ponto de
estar completamente vazio durante o meu desembarque.
Eu só pensava:
É agora....
Tudo bem que eu gosto de adrenalina no entanto, esse tipo eu dispenso.
Fui, com a cara e a coragem e, quando cheguei no trabalho, perguntei
se minha bengala estava ok.
Um amigo disse:
Sim. Mas, por que você está perguntando isso?
Depois eu te explico.
E assim, tive a certeza de ter chegado ileso ao trabalho.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
CEGOS E O ENEM
Faaaaaaaaala galera!
A correria não me tem permitido postar bastante por aqui e, lamento
que o retorno não traga uma postagem bem humorada, como a maioria.
Essa é séria.
Segue o relato do amigo Antônio Cezar.... calma.... O Antônio dele não
é de anta não...... Pelo contrário.... O cara é bacana...... É apenas
um nome..... kkkkkkkk.
Não dá.... Definitivamente ainda não é hoje..... Nunca esse blog teve
uma postagem totalmente séria e pelo visto, não será dessa vez. kkkk.
Em fim:
Ele é residente no interior de São Paulo e relatou suas dificuldades
ao tentar se inscrever para a prova do ENEM.
Segue o texto dele, seguido dos meus comentários.
***
Olá!
Bastante a contra gosto, resolvi preencher o formulário de inscrição
do ENEM com as opções disponíveis para não perder o prazo, pois o que
gostaria mesmo, era ter a possibilidade de realizar a prova com
acessibilidade digital, ou seja, responder as questões diretamente no
computador e com o auxílio de leitores de telas, tal qual já ocorre
com vários concursos públicos organizados por empresas de tradição no
ramo, como é o caso da Fundação Carlos Chagas.
Usando um leitor de telas chamado Jaws, a experiência de usabilidade
no preenchimento da inscrição foi terrível, tanto no Internet Explorer
11, quanto no Firefox mais atual (e nem tentei com o Chrome por já
conhecer de outros carnavais a usabilidade de cegos e seus leitores de
telas com esse navegador), pois a cada caixa de verificação que se
marcava ou desmarcava, o foco era perdido, e havia a necessidade de se
localizar novamente para tentar continuar, pelo menos até a parte do
processo que completei usando esse leitor de telas.
Usando o NVDA, que é um outro leitor de telas para cegos e que é de
código aberto, no Internet Explorer 11, a coisa não foi menos fácil, e
até pode ser considerada bastante mais difícil, pois o NVDA não
consegue ler por alguma técnica mais avançada os campos que não
estejam devidamente rotulados, o que pode se tornar uma verdadeira
tortura para um grande número de opções a serem completadas. Já nas
caixas de verificação, o NVDA no IE11 lia uma porção de sujeiras de
javascript quando se tentava andar com as setas, na esperança de
contornar o problema da rotulagem inapropriada.
A opção então, foi a tentativa de uso do leitor de telas para cegos
NVDA com o Firefox, pois nesse navegador, o NVDA consegue administrar
melhor os campos com problemas de rotulagem.
Falo das várias tentativas que tive de fazer, pois o formulário é
muito mal construído na ordem de tabulação, e faço questão de frisar
essa falta de ordem de tabulação, enquanto cego e conhecedor de algum
fragmento de HTML, visto que não tive qualquer pessoa "enxergante" por
perto, que pudesse me falar da construção visual do tal formulário.
E foi exatamente essa ordem de tabulação considerada por mim, usuário
como inapropriada, que me impediu de prosseguir por várias vezes no
preenchimento do formulário, pois andando com a tecla de tabulação,
depois que marcava sim para atendimento especial, encontrava as caixas
de verificação para dizer da minha deficiência, aquelas mesmas que
perdiam o foco com o leitor de telas Jaws, quando da alteração de seu
status e que tinham problemas de rotulagem com o leitor de telas NVDA
no IE11;
No meio do caminho, havia uma opção falando de atendimento específico,
que era seguido de opções para atendimento hospitalar, guardadores de
sábados, para depois sim, se escolher os recursos especiais de apoio
para deficientes, como prova em braille, etc... Já que esse
atendimento específico estava ali, no meio do caminho, andando com o a
tecla de tabulação e sem acesso visual ao formulário, minha 1ª
suposição enquanto cego, era que o Braille, etc, fazia parte desse
atendimento específico, o que descobri não ser verdade, depois de
inúmeras tentativas, pois sempre recebia um erro e não conseguia
prosseguir, até ao ponto de quase que desistir da inscrição, porque
cheguei mesmo a tentar completar o formulário, tendo uma atendente do
0800 do Ministério da Cultura no telefone, e ela não soube ou não
estava devidamente preparada para me ajudar tal qual ocorreria se
fosse num outro caso, pelas experiências que já tive em outros
serviços de atendimento que já usei na minha vida.
Enfim, quando já estava mesmo a ponto de desistir, por um estalo
qualquer, consegui descobrir que os tais atendimentos específicos
estavam ali naquela ordem de tabulação, apenas pelo despreparo de quem
desenvolveu o formulário, e que deveriam ser ignorados por mim, que
ainda não estou num hospital e nem guardo sábados por motivos
religiosos.
A verdade é que usabilidade e acessibilidade não passa por apenas se
dar a opção de trocar as imagens por contas matemáticas, muito embora
sempre se tenha de louvar esse tipo de iniciativa.
Me desculpem pelo longo testemunho, mas isso já pode dar uma idéia do
que um cego pode esperar encontrar pela frente durante a prova do
ENEM: e se a coisa for mesmo por esse caminho, será mesmo necessária
muita perseverança extra, para além da normal preocupação de qualquer
candidato com a preparação pedagógica e psicológica para um exame de
tal envergadura que, se para mim, pode servir para conclusão do ensino
médio, para outros, pode mesmo abrir portas de universidades,
inclusive para além-mar, em terras portuguesas.
OBs: Leitor de telas é um software usado por cegos para converter em
palavras sintetizadas quase que tudo o que esteja na tela de um
computador ou celular, facilitando o uso desse tipo de equipamentos
por pessoas que não possam enxergar.
***
Quanto a questão acessibilidade digital, embora seja um facilitador na
realização das provas por parte de cegos, não concordo.
Se aos demais candidatos não é dada a possibilidade de realizar as
provas via computador, por que seria dado a nós? Trata-se ao meu ver,
de tratamento diferenciado e isso não é nada bom para quem busca
inclusão.
Agora, o pessoal do INEP, assim como algumas organizadoras de
concursos precisam entender que, não basta dar condições para que uma
pessoa cega faça a prova. Tão necessário quanto, é possibilitar a
inscrição.
Afinal, como realizar uma prova, se não conseguimos nos inscrever para tal?
E não adianta alguém querer me dizer: Nossa! Você precisa entender a
atitude louvável deles em disponibilizar condições para a realização
da prova, como ledor, Braille etc..
Atitude louvável coisa nenhuma! Estão apenas cumprindo uma lei. Lei
importante, claro, pois se não fosse por ela, nada nos garantiria
participar de certames, vestibulares em igualdade de condições.
E como se não bastasse a falta de acessibilidade na inscrição para a
prova, o amigo ainda se deparou com uma atendente despreparada.
É lindo quando a Presidente Dilma e demais governantes falam e inclusão.
Tão lindo quanto, é ouvirmos falar da Educação inclusiva, a qual
defendo arduamente por ter vindo dela. Mas é preciso entender que
inclusão se faz por inteiro e não pela metade.
A correria não me tem permitido postar bastante por aqui e, lamento
que o retorno não traga uma postagem bem humorada, como a maioria.
Essa é séria.
Segue o relato do amigo Antônio Cezar.... calma.... O Antônio dele não
é de anta não...... Pelo contrário.... O cara é bacana...... É apenas
um nome..... kkkkkkkk.
Não dá.... Definitivamente ainda não é hoje..... Nunca esse blog teve
uma postagem totalmente séria e pelo visto, não será dessa vez. kkkk.
Em fim:
Ele é residente no interior de São Paulo e relatou suas dificuldades
ao tentar se inscrever para a prova do ENEM.
Segue o texto dele, seguido dos meus comentários.
***
Olá!
Bastante a contra gosto, resolvi preencher o formulário de inscrição
do ENEM com as opções disponíveis para não perder o prazo, pois o que
gostaria mesmo, era ter a possibilidade de realizar a prova com
acessibilidade digital, ou seja, responder as questões diretamente no
computador e com o auxílio de leitores de telas, tal qual já ocorre
com vários concursos públicos organizados por empresas de tradição no
ramo, como é o caso da Fundação Carlos Chagas.
Usando um leitor de telas chamado Jaws, a experiência de usabilidade
no preenchimento da inscrição foi terrível, tanto no Internet Explorer
11, quanto no Firefox mais atual (e nem tentei com o Chrome por já
conhecer de outros carnavais a usabilidade de cegos e seus leitores de
telas com esse navegador), pois a cada caixa de verificação que se
marcava ou desmarcava, o foco era perdido, e havia a necessidade de se
localizar novamente para tentar continuar, pelo menos até a parte do
processo que completei usando esse leitor de telas.
Usando o NVDA, que é um outro leitor de telas para cegos e que é de
código aberto, no Internet Explorer 11, a coisa não foi menos fácil, e
até pode ser considerada bastante mais difícil, pois o NVDA não
consegue ler por alguma técnica mais avançada os campos que não
estejam devidamente rotulados, o que pode se tornar uma verdadeira
tortura para um grande número de opções a serem completadas. Já nas
caixas de verificação, o NVDA no IE11 lia uma porção de sujeiras de
javascript quando se tentava andar com as setas, na esperança de
contornar o problema da rotulagem inapropriada.
A opção então, foi a tentativa de uso do leitor de telas para cegos
NVDA com o Firefox, pois nesse navegador, o NVDA consegue administrar
melhor os campos com problemas de rotulagem.
Falo das várias tentativas que tive de fazer, pois o formulário é
muito mal construído na ordem de tabulação, e faço questão de frisar
essa falta de ordem de tabulação, enquanto cego e conhecedor de algum
fragmento de HTML, visto que não tive qualquer pessoa "enxergante" por
perto, que pudesse me falar da construção visual do tal formulário.
E foi exatamente essa ordem de tabulação considerada por mim, usuário
como inapropriada, que me impediu de prosseguir por várias vezes no
preenchimento do formulário, pois andando com a tecla de tabulação,
depois que marcava sim para atendimento especial, encontrava as caixas
de verificação para dizer da minha deficiência, aquelas mesmas que
perdiam o foco com o leitor de telas Jaws, quando da alteração de seu
status e que tinham problemas de rotulagem com o leitor de telas NVDA
no IE11;
No meio do caminho, havia uma opção falando de atendimento específico,
que era seguido de opções para atendimento hospitalar, guardadores de
sábados, para depois sim, se escolher os recursos especiais de apoio
para deficientes, como prova em braille, etc... Já que esse
atendimento específico estava ali, no meio do caminho, andando com o a
tecla de tabulação e sem acesso visual ao formulário, minha 1ª
suposição enquanto cego, era que o Braille, etc, fazia parte desse
atendimento específico, o que descobri não ser verdade, depois de
inúmeras tentativas, pois sempre recebia um erro e não conseguia
prosseguir, até ao ponto de quase que desistir da inscrição, porque
cheguei mesmo a tentar completar o formulário, tendo uma atendente do
0800 do Ministério da Cultura no telefone, e ela não soube ou não
estava devidamente preparada para me ajudar tal qual ocorreria se
fosse num outro caso, pelas experiências que já tive em outros
serviços de atendimento que já usei na minha vida.
Enfim, quando já estava mesmo a ponto de desistir, por um estalo
qualquer, consegui descobrir que os tais atendimentos específicos
estavam ali naquela ordem de tabulação, apenas pelo despreparo de quem
desenvolveu o formulário, e que deveriam ser ignorados por mim, que
ainda não estou num hospital e nem guardo sábados por motivos
religiosos.
A verdade é que usabilidade e acessibilidade não passa por apenas se
dar a opção de trocar as imagens por contas matemáticas, muito embora
sempre se tenha de louvar esse tipo de iniciativa.
Me desculpem pelo longo testemunho, mas isso já pode dar uma idéia do
que um cego pode esperar encontrar pela frente durante a prova do
ENEM: e se a coisa for mesmo por esse caminho, será mesmo necessária
muita perseverança extra, para além da normal preocupação de qualquer
candidato com a preparação pedagógica e psicológica para um exame de
tal envergadura que, se para mim, pode servir para conclusão do ensino
médio, para outros, pode mesmo abrir portas de universidades,
inclusive para além-mar, em terras portuguesas.
OBs: Leitor de telas é um software usado por cegos para converter em
palavras sintetizadas quase que tudo o que esteja na tela de um
computador ou celular, facilitando o uso desse tipo de equipamentos
por pessoas que não possam enxergar.
***
Quanto a questão acessibilidade digital, embora seja um facilitador na
realização das provas por parte de cegos, não concordo.
Se aos demais candidatos não é dada a possibilidade de realizar as
provas via computador, por que seria dado a nós? Trata-se ao meu ver,
de tratamento diferenciado e isso não é nada bom para quem busca
inclusão.
Agora, o pessoal do INEP, assim como algumas organizadoras de
concursos precisam entender que, não basta dar condições para que uma
pessoa cega faça a prova. Tão necessário quanto, é possibilitar a
inscrição.
Afinal, como realizar uma prova, se não conseguimos nos inscrever para tal?
E não adianta alguém querer me dizer: Nossa! Você precisa entender a
atitude louvável deles em disponibilizar condições para a realização
da prova, como ledor, Braille etc..
Atitude louvável coisa nenhuma! Estão apenas cumprindo uma lei. Lei
importante, claro, pois se não fosse por ela, nada nos garantiria
participar de certames, vestibulares em igualdade de condições.
E como se não bastasse a falta de acessibilidade na inscrição para a
prova, o amigo ainda se deparou com uma atendente despreparada.
É lindo quando a Presidente Dilma e demais governantes falam e inclusão.
Tão lindo quanto, é ouvirmos falar da Educação inclusiva, a qual
defendo arduamente por ter vindo dela. Mas é preciso entender que
inclusão se faz por inteiro e não pela metade.
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