O que você acha da minha ideia de indicar algum som que curto em cada postagem do Cotidiano Cego?

Mostrando postagens com marcador amigos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amigos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Cegos E Relacionamentos parte II


Faaaaaaaaaaala galera!

Venho novamente tocar no assunto cegos e relacionamentos.

Achei essa postagem mais apropriada para uma sexta-feira, já que é dia de azaração, paquera e tudo mais.

Ah gente. Estou só 4 dias atrasado. Kkkkkkkk.

Afinal, saí cansado do trabalho e fui seguir minha rotina de sexta. Para piorar, peguei chuva na saída. Esqueci a capa. Fiquei todo molhado. E como isso aconteceu, desci do ônibus e, devido ao receio de ficar doente, fui direto para o bar.

Lógico! Para evitar o choque térmico! Já que tinha molhado por fora, precisava molhar por dentro a fim de equilibrar. Kkkkk.

Vamos à postagem propriamente dita.

Passei a ter um maior convívio com pessoas cegas já na fase adulta.

Antes, tive convívios esporádicos em escolas, etc.

Comecei a observar e discordar de 3 atitudes muito comuns.

1.       Mania de viver em gueto.
Existem aquelas pessoas cegas que só se sentem bem vivendo, convivendo e fazendo tudo entre cegos. Cada um com seu cada qual, mas, para mim, não dá. Rs.

Hoje tenho convívio com pessoas cegas de pensamento diferente e amizade estreita inclusive.

2.       Frequentar sempre os mesmos lugares. Parece que o medo do novo se acentua não só entre cegos como em todas as minorias.
E, por último, a atitude originária desse post.

Não raro, ouvia alguns cegos sendo criticados pelos demais.

A frase era: “Fulano só namora gente que enxerga.”

Sinceramente, aquilo me soava como discriminação inversa. Na verdade, me soa assim até hoje.

Por que uma pessoa cega tem que namorar  e ou casar, necessariamente com outra pessoa cega?

É de certa forma, discriminação.

Vindo de encontro a isso, temos o pensamento de determinadas famílias achando que um cego deve namorar necessariamente com uma pessoa que enxerga, pelo pensamento de que o cego precisa de alguém para cuidar e assim, seria inviável um relacionamento entre dois cegos.

Existem várias provas vivas de que isso não é verdade. Eu mesmo conheço vários casais cegos que levam uma vida absolutamente normal.

Existem várias vertentes nas duas situações, as quais pretendo expor aqui.

Eu, particularmente sou contra a distinção entre pessoas cegas ou não, na escolha de um parceiro ou parceira. Penso que esse fator não importa.

Ambas situações podem gerar alguns problemas, normalmente causados por uma natureza humana, que infelizmente está presente na maioria das pessoas; ceder às pressões da família e da sociedade.

Muitas famílias tentam, talvez pela questão da superproteção, exercer um certo domínio sobre a pessoa cega e muitos, acabam se deixando dominar. Vários motivos podem ser causadores dessa permissão.

Dependência financeira, insegurança, falta de atitude.

Além da pressão por parte da família do cego, que nunca ocorreu comigo mas já presenciei casos, há um outro fator. Quando a pessoa independente tem um relacionamento com outra pessoa cega que não o é e acaba cedendo a tal manipulação, a tendência é perda de paciência e o choque de ideias acaba tornando a situação insustentável.

Se essa pessoa cega passa pela mesma situação mais de uma vez e nunca teve contato com outra pessoa cega independente e autônoma como ele, pode vir a pensar que a busca de um relacionamento com alguém não cego é a solução.

Já em contra partida, outras pessoas preferem se relacionar com alguém na mesma condição, por não saber lidar com a desinformação da sociedade com relação aos cegos.

Seja qual for a situação, um ponto em comum pode ser facilmente percebido. Pressão familiar.

Casal entre cegos:

Como muitas famílias tendem a superproteger e muitos não tem a mente aberta duvidando da capacidade de um cego, esta, por achar que o ideal seria que seu filho ou filha se relacionasse com alguém que enxerga, tende a colocar obstáculos.

Algumas famílias tem a mente aberta com relação a isso e dessa forma  esse problema não existirá. No entanto, é raro tal situação ocorrer dos dois lados. A luta é árdua. Rs.

Já no relacionamento entre uma pessoa cega e outra que enxerga, em muitos casos, ocorre a pressão familiar pelo lado oposto.

Infelizmente as pessoas no geral não tem noção do que é ser cego. Como agravante, várias gerações tiveram e tem até hoje, como única imagem de um cego, a daquele coitado que fica pedindo esmola na rua.

Muitos só tiveram esse exemplo.

O primeiro passo, não tão difícil, é fazer com que as pessoas a sua volta percebam que você é uma pessoa normal. Basta mente aberta e tudo se resolve.

Sabendo disso, havendo afinidade entre as partes, o relacionamento é a consequência mais óbvia. No entanto, quando o lado de visão da história comenta com família e amigos que está ou conheceu uma pessoa legal, mas ela é cega, normalmente a reação inicial não é das melhores.

Aquelas coisas que sempre comento aqui.

Confusão entre cegueira e deficiência física e ou mental, cego é totalmente dependente, não trabalha, etc.. Infelizmente é a visão atribuída a nós pela grande maioria.

Se ainda fosse só a família e os amigos, normal.

Eu na verdade, nunca vi isso, por motivos óbvios. Kkk. Porém, já me relataram sobre olhares estranhos por parte de pessoas, quando se deparam com um casal na rua, sendo um cego e outro não.

Se a pessoa que enxerga nesse caso tem uma mente aberta e personalidade, nada disso é problema. No entanto, muitas pessoas não conseguem lidar com tudo isso, não entendendo, inclusive, que essa primeira reação por parte da família e amigos infelizmente é normal.

Basicamente, para uma pessoa cega, independente de com quem se relacione, além de companheirismo, cumplicidade, afinidade, carinho, etc., um relacionamento bem sucedido precisa, necessariamente ter uma coisa a mais:

Ambos não se importarem com o que os outros pensam.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Relacionamento entre cegos e pessoas que enxergam

Faaaaaaaaala galera!

Minha conexão hoje parece que vai deixar eu postar. rs.

Vou falar hoje de relacionamentos entre cegos e pessoas que enxergam normalmente.

Não falo apenas de relacionamento afetivo, mas também de amizade.

Ambos são ótimos, dependendo da forma em que se dão.

Quando formados por cegos que aceitam bem a cegueira e pessoas que enxergam que consideram o cego como pessoa normal, beleza.

Agora tem as outras vertentes:

O cego que quer estar no meio de gente que enxerga apenas para mostrar que ele pode.

Aí já complica.

Quando falamos em relacionamento afetivo, também temos essas vertentes.

Cegos que aceitam bem a cegueira e que querem se relacionar com alguém legal, independente de ser cega ou não.

Outros cegos, só querem namorar cegas porque só conseguem viver em gueto.

Já outros, só querem namorar quem enxerga, porque são babacas o suficiente pra achar que isso dá algum status.

Em fim: Eu já namorei tanto pessoas cegas, como pessoas que enxergam. Minha atual namorada enxerga.... Isso aí. revelações em pleno blog. rs. Independente

O legal mesmo é o relacionamento entre pessoas. Independente de enxergar ou não.

Já entre amigos acontece uma coisa engraçada.

As vezes esquecem que sou cego! Rs.

Eu acho isso até normal. Acho legal também. É sinal que to agindo tão normal que esquecem.

Outro dia fui num bar que costumo ir sempre. O garçon, na maior naturalidade, abriu um cardápio na minha frente. kkkkkkkkkk.

Só descobri porque os outros ficaram zoando ele. Inclusive eu depois que soube. kkkkkk. Até hoje não esqueço. kkkkk.

Outra coisa legal. Cortando cabelo e no final verificando com a mão como ficou. Isso eu ainda morava no rio.

André... Caramba. Já ia pegando o espelho pra te mostrar. kkkkkkkkk.

Na casa de uma amiga. Precisava ir ao banheiro. Ella pediu para um sobrinho me levar até a porta. Ele abriu, ascendeu a luz, me mostrou tudo e saiu. quando voltamos ao grupo eu sacaneei.

Po. Ele foi super gentil... até ascendeu a luz pra mim! kkkkkkkkkk. Todo mundo riu.

Não que ele tenha agido errado. mas sabe como é né. É a regra. Se eu arrumar um motivo pra zoar eu tenho que aproveitar. kkkkkkkkkk.

Agora eu vou nessa, porque eu to ansioso. A minha namorada diz que é muito visual, mas que teve criatividade. Vamos ver o que ela aprontou. rs. E eu estou preparando ainda a surpresa. Fui.