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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Voar. Sinônimo de liberdade, mas nem sempre de acessibilidade.



Faaaaaaaaaaala galera!

Hoje, é bem mais comum pessoas viajarem de avião.

As vezes, conseguimos passagens que tornam a viagem até mesmo mais barata do que se formos de ônibus.

Existem empresas como a Decolar, que quando você escolhe um trajeto, buscam as melhores tarifas para você.

É possível, se viajar com antecedência, encontrar descontos bem legais.

Logicamente, esta facilidade tem um custo. A decolar assim como outras empresas do gênero, cobram pelo serviço.

Mas, existe uma alternativa.

Qualquer pessoa pode pesquisar diretamente nos sites das companhias aéreas e montar seu itinerário como queira, certo?

Errado......

Para um cego essa tarefa se torna praticamente impossível.

Algumas empresas são impecáveis no auxílio para embarque e desembarque, assim como em qualquer auxílio dentro dos aeroportos. Destaco nesse sentido a Avianca, a Tam e a Azul Linhas Aéreas. No entanto, o grande desafio é chegar até esse segundo passo.

Sim... Porque é óbvio que para conseguir ser atendido e auxiliado no aeroporto eu preciso primeiro comprar a passagem, né?

O complicador está aí.

Além de pesquisar a tarifa mais barata, precisamos pesquisar em qual empresa conseguiremos comprar. Eita tarefa difícil!

Tudo começa com o aniversário do meu tio. Será na sexta, dia 8.

Ele ficou na dúvida se faria uma festa à fantasia no dia, ou uma semana antes, já que pretendia viajar.

Decidiu pela segunda opção e só me avisaram há poucos dias. Kkkkkkkkkkkkkk.

Vou eu que nem louco atrás de passagem.

Começamos pelas principais.

Avianca. Adoro viajar por essa empresa e até tenho o cartão do programa amigo. Quando o preço compensa, opto por ela.

Gostaria que essa amizade fosse recíproca na hora de comprar a passagem. Kkkkkkkkk.

A acessibilidade no site deles é digamos, terrível.
 A trancos e barrancos, consegui selecionar o voo promocional pra ir.

E a passagem de volta? Não achei... E agora.

Ah... deixa eu garantir a ida, depois eu vejo a volta... Nem que seja de busão. Rs.

Fui lá, escolhi o voo, fiz a reserva, numa dificuldade só devido aos problemas do site.

Depois de preencher tudo isso, não consegui pagar. Kkkkkkkkkkk.

Sério. Primeiro ele abriu uma tela para que eu escolhesse a bandeira do meu cartão de crédito.

Fui na sorte porque só estavam desenhadas as bandeiras, sem a descrição do que você está clicando. É. Uma imagem vale mais que mil palavras. Qualquer um vê a bandeira do cartão ali e clica. Simples, né? Não... kkkk.

Pra piorar a situação.

Em outros sites, quando você clica na loteria como é o meu caso ou clica na bandeira errada, ao digitar o número do cartão ele te alerta que é inválido.

Ali não. Rs.

Bom. Tem alguns sites de compras que tem a bandeira, e no caso de Master Card, por exemplo, colocam ao menos o nome MC associado ao botão com a bandeira para que se saiba onde clica. Será que custa? Que não fosse MC. Que fosse só máster, ou sei lá... Mas que tivesse a porra do nome que inclusive atende às normas de programação.

Todo programador e desenvolvedor aprende que se deve colocar tags nos elementos de uma página ou  objetos de um programa. Se aprendem que tem de fazer, porque não fazem? Bom...

Depois de eu passar lá os dados no escuro, sem saber se tinha clicado na bandeira certa, me abre uma outra tela da Redecard para efetuar o pagamento.

Insiro os dados e a tela se fecha.

Vou lá no meu status de reserva, já que sou cadastrado no site e leio o seguinte:

Aguardando aprovação do pagamento.

Fiquei esperando.

Afinal recebo SMS toda vez que uma compra no meu cartão é efetuada.

No período da tarde, entro no site de novo para ver o que aconteceu e, minha reserva simplesmente sumiu. Gente........ Não fui só eu que não vi... Ela sumiu mesmo! Kkkkkkkkk.

Logo pensei. Putz. Eu devo ter clicado no Visa em vez de Master. Vou lá fazer todo o processo de novo e na hora de clicar, em vez da primeira bandeira vou clicar na segunda. Aliás, deduzo que eram as bandeiras dos cartões. Meu leitor de telas só identificava que eram imagens para serem clicadas. Como se tratava de um campo para selecionar cartões, deduzi.

Entrei no site para executar o planejado. Quando faço isso, cadê a passagem?

Sério. Não tinha mais passagem no horário que eu queria e muito menos uma outra num preço que eu pudesse pagar. Kkkkkkk.

Aí continuamos a saga...

Vamos para a Tam.

No site da Tam, não consegui sequer selecionar origem, destino e data que queria viajar. Desisti e digo que muito provavelmente não comprarei passagem lá tão cedo.

Na Gol, a história se repete. E antes era tão acessível!

Me resta a Azul.

No site da Azul, uma das coisas mais acessíveis é o informe dizendo que nas compras pelo site, há isenção da taxa de emissão, sendo a mesma cobrada nas compras pelo call center e nos balcões.

A questão não é o pagamento de tal valor.

Todos sabem aqui o meu posicionamento com relação a alguns supostos benefícios, vantagens etc.

O maior problema é sermos de certa forma, obrigados a pagar tal taxa, enquanto todo mundo tem chance de não fazê-lo. Uma coisa é pagar o valor pago por todos. Outra, completamente diferente, é pagar por algo que as pessoas não pagam e eu não posso usufruir disso por falta de acessibilidade. Rs.

E é exatamente assim.

O site da Azul Linhas Aéreas tem uma mistura de inacessibilidade com instabilidade.

Hora não aparecia o campo para escolher origem e destino.

Depois de muito tempo, consegui escolher a origem.

Mesmo tendo clicado várias vezes no destino, me era exibida a mensagem: “Você precisa escolher um destino!” Porra. Já escolhi! Vou para o Rio! Ou pelo menos, pretendo.

Depois de tentar durante horas, finalmente consegui escolher os voos  de ida e volta. Falta só preencher um cadastro.

Sim. Eu acho que fiz cadastro lá há muito tempo mas não lembro usuário e senha. Nem tenho certeza que eu fiz.

Quando terminei de preencher, não consegui clicar no botão pra continuar.

Desisti e pensei na possibilidade de pedir a um amigo no trabalho pra fazer. Só que ele também não conseguiu clicar, mesmo enxergando. Kkkkkkk O botão não funcionava.

Em fim: Depois de muita luta a passagem está comprada.

Só espero que na próxima eu consiga comprar alguma passagem nas mesmas condições de todos. Acessando o site, escolhendo e comprando.

Até pouco tempo atrás eu fazia isso. Era tão bom!


Ah. Os sites de empresas de ônibus também não são muito diferentes.

A 1001 se salva nesse quesito. É uma das únicas.

É. Em último caso teria que recorrer a ela... Só que, lembrando o sufoco que passei quando tive que viajar de madrugada.... Sim.... Se eu for pela rodoviária do centro, que é a Novo Rio, tenho muita opção, mas depois o sufoco pra chegar em Bangu...... Ainda mais de madrugada...........

Aí eu teria que viajar no sábado de manhã, encarando as 6 horas de viagem e mais as duas pra chegar em Bangu....... kkkkk.

Aliás aquele 393 é um ônibus que não me dá nenhuma saudade. Kkkkkkk.

Mas para ir à rodoviária de Campo Grande, que está na zona oeste do Rio, só de madrugada ou então no sábado, uma da tarde já. Kkkkkkkkk.

Então. Lembrando da última experiência que tive viajando de madrugada, tentei evitar. Kkkk. Ela tá aqui no blog inclusive.

E por falar em madrugada, ontem não consegui dormir direito fazendo toda essa saga até as duas da manhã. Kkk.

Mas em fim, tudo resolvido.

Estarei eu sábado, se tudo correr bem, no busão gratuito da Azul que vai ao Aeroporto e, no domingo, serei trazido ao meu bairro pelo mesmo busão e, lógico, não deixando de encher a cara em comemoração ao aniversário do meu tio. Kkkkk.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Adaptação com exclusão. Discriminação camuflada.

Faaaaaaaaala galera!

Estou aqui para mais uma postagem.

Sei que essa semana estou sumido daqui. É a correria.

Mas, to ligado no que acontece.

Ontem rolou a abertura das Paralimpíadas.

Olha........ O futebol de cegos provavelmente vai jogar.. E olha.... Eles tem uma grande vantagem sobre a seleção que jogou as últimas olimpíadas.

Se perderem, poderão dizer que literalmente, nem viram a cor da bola! kkkkkkkkk. Aí... Já tem a desculpa pronta.

Mas não é disso que venho falar hoje.

Felizmente, vensurgindo novas possibilidades para que proporcionam acessibilidade em eventos culturais.

Isso, desde acessibilidade no acesso aos locais por parte de cadeirantes, adaptações para que cegos percebam tatilmente o que está exposto. Ainda está longe da quantidade ideal, mas já é uma realidade.

Aqui em São Paulo, destaco uma exposição no Museu Do Futebol, outra no Cinesesc representando em alto-relevo cenas de clássicos do cinema nacional e a Pinacoteca.

Aliás, quem vier a São Paulo não pode deixar de visitar a Pinacoteca. rs.

E porque destaco esses 3 lugares?

Os dois últimos, porque estive lá. rs.

O primeiro, porque adoro futebol, mas infelizmente não pude comparecer no período da mesma.

Só posso parabenizar tais iniciativas, pois dão acesso à cultura para todos, sem excluir.

Aliás, estamos vendo a mesma exposição que vocês, visitantes não cegos. rs.

Não fiquei maluco... Calma..... kkkkkkkk.

É isso mesmo... Estamos vendo a mesma exposição.

E porque eu insisto em dizer que vi, se não vejo pora nenhuma?

Seria para exercitar meu lado Forrest Gump? não. kkkkkkk.

É pra tocar num ponto interessante.

Muitas pessoas se constrangem e acham terríve soltar a frase, mesmo que sem querer:

Você viu tal filme? Viu o jogo ontem?

É........ Isso nada mais é do que, mesmo que inconsciente, preconceito por parte de quem falou. Daí fica querendo corrigir depois como se tivesse cometido o maior pecado do mundo.

Já disse aqui.... Não se usa substituição de termos para pessoas cegas, nem com pessoas com qualquer outro defeito de fabricação. kkkkkkkkk.

Tem gente que nasce sem coisas funcionando.....

Ou nasce cega, surda, aleijada ou sabe lá o que for e não tem qualquer possibilidade de recall. kkkkkk. e daí?

E aquelas que não nasceram mas ficaram depois, já era.... Perdeu a garantia........ kkkkkk. Não tem troca, devolução do item com defeito, nem nada.......... Se vira. kkkkk.

Se não há substituição de termos, eu vi a mesma exposição que você e não me enche o saco! kkkkkkkk.

Mas em vim:

Pode ser até que estejamos na tal exposição ao mesmo tempo.

Isso é legal... Além da acessibilidade, há inclusão.

Então..... ei........ Ajuda o ceguinho a atravessar a rua perto da exposição, tá? kkkkkkkkkk.

Agora existem situações..... Rs.

Muito se fala em turismo adaptado.

O conceito é interessante.

Muitas vezes em viagens, os locais turísticos não oferecem acessibilidade, seja por barreiras geográficas ou por qualquer outra coisa.

Lembro-me de uma vez na qual quase me queimei no chuveiro de um hotel, porque havia um papel com a instrução de que se deveria, das duas torneiras, abrir primeiro a fria e depois a quente.

Sim. E qual sinalização havia para diferenciá-las? Nenhuma.

Como estou acostumado a viajar e, prevendo que isso poderia acontecer, abri o chuveiro, mantendo meu corpo bem afastado de onde o jato cairia e só senti o vapor decendo. kkkkkkkkkk.

Detalhe. Eu não li tal papel por motivos óbvios e logicamente, nenhum funcionário foi comigo ao quarto para mostrar algo de tamanha periculosidade. rs.

Mas, o grande problema do tal turismo acessível é quando o acessível vira antônimo de inclusivo.

Existe uma agência de turismo em São Paulo chamada Econotour, a qual eu espero, sinceramente estar enganado com relação a ela.

A impressão passada não é nada legal.... Pelo menos para mim.... Sei lá.

Vieram com umas tais de viagens acessíveis e criaram, inclusive, um site exclusivo para isso.

conheça o site viagens acessíveis.

Nota-se facilmente que esse não é o site oficial da empresa.

conheça o site oficial da Econotour.

Se acessarmos os 2 sites e fizermos uma comparação, até cego vai ver o seguinte: rs.

1. O site oficial não é acessível.

Aí já ocorre a primeira exclusão.

O site que o cego vai acessar é diferente do oficial da empresa. Mas, isso não é tão agravante quanto o segundo ponto que vou abordar.

2. Acessando o site Viagens Acessíveis, não encontramos todos os pacotes de viagens disponibilizados no site oficial da empresa.

Descobri isso quando acessei o tal site procurando uma promoção de pacote que recebi por e-mail e não encontrei.

A impressão que eu tenho, infelizmente e espero claramente estar errado, é que existe uma divisão.

Os tais passeios acessíveis, que dão a entender serem voltados para um grupo específico.

Gostaria inclusive de saber se esse tal grupo, pelo menos contempla a todos que precisem de algum auxílio como cegos, cadeirantes em alguns casos, etc, ou apenas a um desses grupos.

Outra bola fora caso a segunda opção seja a afirmativa correta. fora inclusive do estádio. Passou muito mais longe.. kkkk.

E do que você está reclamando?

Podem me perguntar nesse momento:

De nada!

Afinal nada posso afirmar. Apenas exponho as impressões que me são passadas, que, sinceramente, me desanimam em comprar qualquer pacote que seja.

O que eu acho ser ideal?

Poder comprar qualquer pacote oferecido pela empresa e que, no caso de atendimento por um funcionário da agência de turismo, ser atendido primeiramente como cliente e, em seguida, quando necessário, prestado o auxílio decorrente do fato de eu ser cego.

Vamos citar algumas companhias aéreas.

avianca.... Show de bola!

Todas as vezes que viajei pela Avianca fui bem atendido, primeiramente como cliente, não fiquei na mão e como sabemos, ninguém compra passagens aéreas exclusivas para cegos ou para qualquer outro tipo de deficiência.

Se compra a passagem, avisa sobre o auxílio para embarque que precisará, um funcionário te auxilia mas em primeiro lugar como um cliente de qualquer vôo.

Não existe diferenciação quanto ao lugar na sala de embarque, quanto a nada. Em todos os momentos, nos sentimos como passageiros comuns, tendo o atendimento necessário.

Espero sinceramente estar enganado e que a Econotour, assim como outras empresas que prestem ou pensem em prestar os serviços de turismo acessível, sigam esse exemplo e, porque não, aperfeiçoem cada vez mais a idéia.

Sinceramente, uma empresa que me sugira passeios específicos, formando provavelmente guetos entre cegos ou entre qualquer minoria, nunca fará com que eu me sinta cliente dela.

Volto a afirmar. Não acuso a Econotour de exclusão e de preconceito camuflado e inconsciente. Mas infelizmente, é a impressão que me passa e disso, não tenho como fugir, pelo menos por hora. rs.

Sim. Podem haver cegos que não dão a mínima para a inclusão, que não ligam para isso, até gostam e provavelmente vou tomar porrada como já tomei ao citar atividades não inclusivas aqui.

só lhes digo o seguinte: "Posso não concordar com nada do que diz. Mas defenderei até a morte o direito que tens de dizer."