O que você acha da minha ideia de indicar algum som que curto em cada postagem do Cotidiano Cego?

quinta-feira, 30 de março de 2017

Bizarrice tem limite?

Faaaaaaaaala galera!

Depois de muito tempo, to voltando ao Blog.
sabem qual é a sensação de tentar alguma coisa que você pensa te facilitar e dar merda?
Eu sei muito bem! aconteceu com a minha tentativa de migrar para o snapchat.
Não era prático mexer com algo quase inacessível e também, não pegou.
aí consegui uma forma acessível de postar pelo celular e to de volta aqui mesmo.

Partindo para a postagem das bizarrices, antes vou contar algumas novidades.

Deixei de ser um cara quase saudável, com 118 KG e hoje, passei a ser um cara com 82 KG e cálculo na vesícula. Kkkkk.

é isso aí. Eu achava que estava com um cálculo na vesícula, mas o médico, semana retrasada disse que isso não é verdade. Não tenho um cálculo na vesícula. Pelo que ele conseguiu ver e eu não, tenho uns 3 ou 4. É mole isso?
Participei da grande promoção:
emagreça pra ficar saudável e ganhe, inteiramente grates, umas pedrinhas na vesícula.
chega de enrolar e vamos finalmente às bizarrices.
Outro dia, estava na avenida movimentadíssima em Santos esperando meu fretado, como faço todos os dias.
Ninguém conhecido no ponto, um barulho infernal na avenida e além de não ver, o que já é rotineiro, não ouvi meu fretado encostar.
O motorista fez sinal para que um cara ao lado me ajudasse.
só que, como não vi, não tinha noção do que estava acontecendo. Só senti um empurrão do nada e minha bengala batendo na porta do ônibus.

E não pára por aí!
Pensava eu que após o susto ia subir no ônibus e embarcar normalmente, só que não. quando eu tentei subir, o cidadão simplesmente me agarrou por trás.
Opa! Assédio no ponto de ônibus?
Gente. Já falei que cegueira não define sexualidade de ninguém.
embora eu seja heterossexual, deixa eu dar um conselho que acredito ser plausível para quando você for querer chegar num cego que seja homossexual, ou até mesmo numa cega, independente da sexualidade.
Po! Bate um papo primeiro! Não sai agarrando! Isso é considerado crime. kkkkk.
e o pior: Vocês não tem noção.
Eu pedia para o cara me soltar, senão, ficaria impossível eu subir no ônibus e ele não ouvia.
Ou será que fingia?
Sei lá. Fato é que o motorista precisou descer pra me ajudar e fazer o cara me soltar.
Não sei se ele tava com um fone de ouvido e não me escutava, ou qual era a dele. Fato é que essa cena bizarra fez eu ser zuado no fretado durante uns dois dias.
Mas acho que o pior ainda está por vir.
Com essa postagem, eu to lembrando os caras e o motorista para que eles comecem a me sacanear de novo. Kkkkk.

Outro dia no metrô.
Me preparo pra desembarcar. quando comecei a caminhar em direção à porta, um cara simplesmente entra na minha frente, sem deixar o mínimo de espaço para que eu passasse.
em seguida, ele pergunta:
Vai descer onde?
Eu: Na próxima estação.
ah, então é pra esse lado aqui mesmo!
Percebendo que após dizer que era pra esse lado mesmo o cidadão continuou parado no mesmo lugar, fui obrigado a questionar:
Moço. Tudo bem que é pra esse lado. Sei disso: mas, como eu faço pra passar?
Falei isso, esperando que ele se tocasse e me desse espaço para que eu finalmente chegasse à porta.
Mas, por incrível que pareça, ele continuou parado e disse:
moço, me desculpe, mas eu não tenho ideia de como posso te ajudar.

Respirei fundo, enquanto mentalmente xingava: Porra! Puta que pariu! Mas não é óbvio? Kkkkkkk.
Gente. que lógica possível fazia o sujeito não entender que precisava sair da frente pra eu passar? Me digam.
E, pra fechar com chave de ouro, vem a pior dos últimos tempos:
Ontem vinha para o trabalho e parei em uma das esquinas que precisava atravessar.
Vem um cara e pergunta:
quer ajuda para atravessar?
Sim, por favor.
De repente, o cara, querendo puxar papo me diz:
É difícil, né moço? deveriam colocar uns sinais luminosos aqui!.
em?...... Como?... sinais luminosos?
Mas será que os semáforos já não são?
Ou será que ele quis dizer sonoros?
Ou, pior ainda, será que ele já não tava enxergando a cor do semáforo e precisava de uma luminosidade melhor pra conseguir atravessar?
´se a resposta correta foi o último caso, olha o risco que eu corri.
Sinceramente, espero que ele tenha apenas se confundido, porque é possível que eu precise da ajuda dele de novo.
Kkkkkkk.
Olha, depois dessa, acho melhor encerrar a postagem.
Como de tudo na vida se pode extrair algo, só cheguei a uma conclusão.
Se bizarrice tem limite, eu ainda não descobri qual é.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Migrei para o Snapchat


Faaaaaaaaala galera!

Sei que estou sumido do blog.

A verdade é que manter uma regularidade nas postagens ficou difícil.

Primeiro, porque hoje minha vida está corrida. É fretado de Santos para São Paulo, ida e volta, além do que, quando chego em casa e finalmente estou com a minha esposa e filhos.... Fala sério! Tenho coisas mais importantes e interessantes para fazer do que postar em um blog, né? kkkkkkkkk.

Além disso, tem outra questão.

assim como todo mundo, praticamente não uso mais o computador, exceto para trabalho e tudo que faço é através do celular.

e convenhamos:

Digitar textos grandes no celular é um saco!

Mas, penso que ainda falta muita informação sobre os cegos, sobre como ajudar e, as histórias do Cotidiano Cego devem sim continuar sendo compartilhadas.

Por isso, resolvi então, entrar no snapchat.

Lá todo mundo pode seguir, ver algumas situações que passo e acompanhar meu cotidiano.

Afinal, em vídeos de 10 segundos eu consigo contar uma história em poucos minutos, enquanto digitar no celular.....

Sigam o @cariocacego.

Já sei. Os cegos vão reclamar que o Snapchat não é acessível, que é complicado..... Relaxa! Eu também reclamo disso!

Por isso, segue abaixo um tutorial de como um cego pode utilizar o Snapchat com leitor de telas.

Vou citar a forma que uso com o Voiceover no IOS.

e no Android?

No Android eu peço que alguém por favor nos explique, porque eu não sei. Cito a maneira do IOS porque é a que uso.

O formulário de cadastro é bem acessível e não vou me adentrar nele.

O problema é usar.

Quando abrimos o Snapchat, entramos direto na câmera.

Não tem como sair de lá com o Voiceover ligado.

Essa tela tem os seguintes botões:

Um no canto inferior direito para que você saia da tela da câmera e acesse o local onde poderá assistir aos Snaps de quem você cegue, um campo de busca para você buscar alguém para seguir e eu sugiro fortemente que você busque o cariocacego por lá, além de outras opções.

Se você der dois toques no meio da tela, alterna entre a câmera frontal e a traseira.

Quando abrimos o Snapchat ele abre por padrão a traseira.

No canto inferior da tela, porém mais para o meio, está o botão da câmera, onde se você tocar, tira foto e se tocar e mantiver pressionado, grava vídeo e aí você solta quando terminar de gravar.

como assistir aos snaps de quem sigo?

entre no aplicativo, desative o voiceover, dê um toque no canto inferior direito e em seguida, ao reativar o Voiceover, pode navegar normalmente pela tela.

Basta dar dois toques no primeiro nome de quem postou atualizações e ele vai começar a reproduzir, em ordem, os vídeos não só desta pessoa, como das demais.

Adicionar alguém.

Nessa tela que aparece depois que você tocou lá no canto inferior direito, tem um campo de busca. Basta digitar ali o nome de usuário e essa tela é bastante intuitiva, com o botão adicionar depois do resultado encontrado.

Existem outras funcionalidades que podem ser exploradas mudando de página, varrendo com 3 dedos da esquerda para a direita e da direita para esquerda, mas não vou me atentar a isso agora.

Como postar no Snapchat?

Entre no aplicativo e não esqueça que ele vai abrir utilizando a câmera traseira.

Desligue o voiceover e, caso queira mudar a câmera, dê dois toques no centro da tela.

depois, no canto inferior central da tela, toque se quiser tirar foto, ou no caso de vídeo, mantenha pressionado enquanto grava e solte quando terminar.

Os vídeos não podem ter mais de 10 segundos.

quando você soltar, vai ficar ouvindo o que você falou.

toque no canto inferior direito da tela.

se o vídeo cilenciar, deu certo.

Ative o Voiceover.

Nesse momento, estará numa tela onde poderá selecionar para quem quer enviar o que gravou ou fotografou.

Se quiser publicar na sua linha do tempo, dê dois toques em minha história.

Depois, desative o Voiceover e toque no canto inferior direito novamente.

Como saber se deu certo?

Se quando você abrir a tela aparecer minha história novamente, você errou. Agora, se aparecer: Minha história, agora há pouco ou há poucos instantes, você conseguiu enviar.

Lógico que tu vai ligar o Voiceover para ver o resultado.

Se quiser enviar para alguém em privado, siga os mesmos passos, porém, em vez de selecionar minha história lá no campo de para quem enviar, escolha a pessoa.

Parece complicado, mas dá pra pegar o jeito.

Certamente, seria melhor que os desenvolvedores do snapchat o tornassem acessível. Mas, é o que tem pra hoje.

sábado, 4 de julho de 2015

EM FIM, CASADO!

Faaaaaaaaala galera!

Em fim, de volta ao blog.

Desta vez, vim contar sobre a mais nova novela, digna do interesse dos
maiores autores. "Meu Casamento.

Tudo começou com a primeira ida no cartório. Lá, descobri que cometia
um crime desde que nasci. Ser cego. Afinal, se isso não fosse um
crime, por que me exigiram uma testemunha a mais?

Marquei nova data e voltamos com as duas testemunhas, e mais aquela
que assinaria o meu crime da cegueira. kkkkk.

Depois de mais ou menos duas horas de espera, não aceitaram a
assinatura da testemunha,só porque ela cometeu o mesmo crime. Também
era cega.

Saímos do cartório.

Na porta, um caso de polícia.

Calma! Eu e a testemunha não fomos presos por sermos cegos. kkk.

Simplesmente, o camarada foi acompanhado de uma cadela guia e, ao
pegar um táxi, o motorista cismou que não ia levar.

Chamamos a polícia, aguardamos a viatura depois de um verdadeiro barraco.

Aí, fui correr à trás de testemunhas que o cartório aceitasse.

Na terceira ida ao cartório, uma das testemunhas, quase faz com que
não conseguíssemos marcar a data mais uma vez.

Chegou Faltando um minuto para o fechamento do cartório.

Enquanto a papelada era preenchida, mais um barraco.

Um casal, que chegou ao cartório para fazer o mesmo que já estávamos
tentando pela terceira vez, começa a bater boca com o escrivão, porque
não daria tempo de serem atendidos.

Detalhe: a testemunha atrasou porque precisou ser chamada de última
hora, pois a pessoa que levei, asinou, mas o cartório não aceitou o
RG, pois a foto era de quando o sujeito era criança.

Aí eu me pergunto: Visto que o sujeito hoje tem 29 anos, será que não
teve tempo dew trocar a merda do RG?

Na hora de chamar a testemunha que se atrasou, minha esposa procura o
celular dela e....... Cadê?

Sim. ela perdeu o celular. kkkkk.

Ligamos do meu e o celular dela até hoje está num lugar incerto ew não sabido.

E mais um detalhe. Esperamos chamar um casal de amigos que veio às
preças. convivemos com a pressão do escrivão, que nos informou que só
poderia marcar a data, caso a testemunha chegasse em até 5 minutos.
Ela chegou faltando 1, como citei acima.

Depois de tudo isso, até que em fim marcamos a data.

Calma. Até agora foi só metade da novela...

Nos foi entregue um papel a ser preenchido e entregue no cartório.

Fui entregar e, ao chegar lá, a assinatura do mesmo cidadão que não
trocou o RG, não foi aceita.

Ligo para um amigo, novamente às preças, para pegar a cópia dos
documentos para que ele pudesse substituir a criança adulta.

Na véspera do casamento, combinamos de dormir em São Paulo na casa de
um amigo, para que nada desse errado.

Ledo engano.

O ônibus no qual minha esposa estava quebrou e ficou horas na estrada.

No dia 9 de maio, finalmente fomos celebrar o casamento.

Quando o Juiz falou:

"Senhorita"...... Ela já disse: Sim, Sim, Sim, Sim. kkkkkk.

Afinal, estávamos em maio, quando essa nevela na verdade, começou em
fevereiro. kkkkk.

E finalmente, nos casamos.

Na próxima postagem, contarei a novela da mudança.,

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

SEGUNDA-FEIRA



Faaaaaaaaala galera!

Hoje é segunda-feira.

Como sabemos, costuma ser o dia internacional da preguiça, além de outras coisas. Mas, uma segunda igual à anterior, nunca tive.
Começa com a vinda para o trabalho.

O ponto de ônibus estava vazio, por alguma razão a qual desconheço.

Eis que encosta um ônibus.

Aí eu pergunto:

É o aclimação?

Um cidadão chega e pergunta:

Vai pegar esse ônibus?

Eu dizia: Depende... É o aclimação?

Ele: Não. O aclimação vem atrás desse. Vou te ajudar.

E de repente o camarada começa:

“Eu tenho minhas crises também. Faço tratamento com psiquiatra.

Cara! É foda!

Lá eles batem a cabeça na parede, comem merda... É foda, mano!

Mas, Deus nunca dá um fardo maior do que a gente pode carregar!”

E eu respondo: É verdade.

Enquanto respondia, tentava esconder ao máximo tudo que passava pela minha cabeça naquele momento.

Coisas tipo:

Será que seria pedir demais o fato de não querer que o cidadão tivesse uma crise naquele momento? Justamente naquele momento?

Será que ele ta me colocando no ônibus certo?

Em fim:
Felizmente consegui entrar no ônibus correto e seguir rumo ao trabalho.

Na hora do almoço, percebi que não havia colocado o celular para carregar na noite anterior e, pior: Não trazia comigo, nem o celular, nem o carregador.

Fui tentar arrumar um carregador emprestado.

Um amigo do trabalho disse:
Tem um esquema aqui para carregar. Me empresta o celular.

Entreguei e nem me preocupei. Aliás, ainda estávamos na hora do almoço.

Somente depois que ele foi embora e o pessoal perto de mim estava em serviço externo, lembrei que meu celular estava carregando e o pior: Eu não fazia ideia de onde ele estava.

Pedi para que uma amiga ligasse para o meu celular a fim de, pelo som do toque, localizá-lo.

Cheguei onde ele estava pelo som, mas não encontrava.

Decidi: Vou deixar a bengala na mesa para ficar mais fácil tatear.

Aí sim, usando as duas mãos, depois de um bom tempo, descobri que ele havia colocado embaixo de alguns papéis, para que não ficasse à vista.

Quando finalmente achei o celular, começo a procurar a bengala na mesa e.... Cadê?

Não lembrava o local exato no qual pus a bengala.

Só que aí tem uma diferença:

Não existe possibilidade de ligar para a bengala e assim descobrir onde ela está. Kkkkkk.

A sorte que um camarada da outra divisória passou por mim se despedindo e eu pedi que me ajudasse a procurar a bengala.

E aí pensando:

Vou para a faculdade.

Um chamado a ser atendido e o sistema fica lento. Resultado:

Já atrasei minha saída do trabalho em 5 minutos.

Quando estou simplesmente saindo, dor de barriga.

Volto, pois seria muito arriscado ir para o metrô ou para o ponto de ônibus.

Depois de passada a tempestade, achei melhor ir para casa, porque a aula já era.

Ia chegar lá meia hora depois, perder a metade dela e achei por bem ir para casa e assistir ao vídeo no portal.

Chego no ponto de ônibus, uma moça pergunta:
Vai pegar qual ônibus?

Eu: Santana ou Lapa.

Chiii. Os dois acabaram de passar!

Eu mereço!

Daqui há pouco:

Moço! Eu to indo porque o meu ônibus já chegou.

Agradeci e disse que não tinha problema, pois pediria a outra pessoa.

Claro que isso seria bastante facilitado se houvesse outra pessoa no ponto.

Nesse momento, eu só queria uma coisa:

Que a dor de barriga não voltasse.

Felizmente, pelo menos isso ocorreu como eu esperava.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

FIM DE SEMANA EM SANTOS



Faaaaaaaaala galera!

Não foi esse fim de semana que eu passei em Santos. Foi o retrasado.

Para vocês verem como eu não to atrasado, né? Kkkkk.

Sobre esse fim de semana, incluindo a festa maravilhosa na qual fui sábado e voltei no domingo, eu vou contar amanhã. Inclusive o momento onde eu tentei dançar Funk até o chão, apesar de não ser muito meu estilo.

É. Já comecei a falar demais. Kkkkkk.

Mas, amanhã eu continuo essa história.

Vamos primeiro falar do fim de semana anterior.

Quais motivos me levaram a santos?
Acho melhor abafar o caso e não dar maiores detalhes, pelo menos agora.

Cheguei na rodoviária, após uma viagem que chegou a me fazer pensar estar andando de jegue. O motorista do ônibus parecia não passar dos 20 KM/H.

Eu já sabia que isso era comum nos ônibus dentro de Santos. Mas, nos intermunicipais, nunca tinha passado por essa experiência.

Mas, tem uma explicação.

O ônibus era da Cometa e, como normalmente os cometas passam de 100 em 100 anos, eles devem estar tentando fazer com que a viagem São Paulo Santos dure esse tempo. Kkkkkk.

Finalmente cheguei.
Seria aguardado por duas amigas.

Seria, porque uma resolveu se esconder que nem bicho do mato enquanto a outra falou que ia me zuar quando eu chegasse. Kkkkkkk.
Ao chegar a casa.

Minha amiga abre gentilmente o portão e começa a saga de subir ladeira e degraus.

Sinceramente, deve ter uma média de 80 degraus até chegar dentro da casa dela.

E sua residência segue o padrão de construções adotado em Santos.

A norma lá é: Se construir escada, nunca faça todos os degraus do mesmo tamanho. Só pode.... Deve ter alguma norma indicando isso, pois é comum. Encontrei essa situação em vários lugares nos quais fui.

Ao chegar lá em cima, elas falam:

André.

Você se importa em ficar aqui enquanto a gente vai no mercado?

Imagina! Jamais eu me importaria.

Afinal, descer aquilo tudo e subir de novo depois de no máximo 20 minutos era tudo que eu não queria. Kkkkkkkk.

A única coisa que me faria descer até o mercado era que eu queria comprar cerveja. Mas, como elas disseram que levariam.....

Se fosse necessário, eu faria até a subida 5 ou 10 vezes pra comprar cerveja.

Estamos lá  conversando, rindo e, às 18 H, saboreamos um delicioso almoço. Kkkkk.

Sairíamos no domingo.

Após a análise dentre as opções disponíveis, resolvemos ir ao Guarujá.

Achei ótimo!

Nunca tinha ido lá e queria conhecer. Além disso, pensei: Vou tirar onda fazendo um checkin no Foursqware lá do Guarujá.

Fomos pra catraia.

Surpresa!

Acessibilidade total!

Um Piso tátil devidamente instalado nos dois lados, tanto em Santos como em Vicente De Carvalho.

E o piso está fazendo as sinalizações corretas, mostrando que não basta ter o piso e sim, que o mesmo deve seguir a norma e ser realmente útil.

Pegamos então um ônibus para o Guarujá.

Na parada em um dos pontos, uns gritos de uma moça que era assaltada do lado de fora, naquele momento.

Todo mundo com medo Que eles entrassem no ônibus, já que a menina fez isso após perder o celular.

Aí minhas amigas comentam:

“Acho mais seguro a gente ir para o shopping.”

E eu pensando:

“Não acredito que saí de São Paulo para ir a um shopping no Guarujá, mas, em fim...”

Passamos na praia pra tirar fotos e depois fomos ao shopping.

Na volta:

Ônibus lotado e trânsito semelhante ao da hora do rush em São Paulo.

Ou seja: Não andava.

E, como nada é tão ruim que não possa piorar, um camarada resolve tirar o sapato dentro do ônibus.

Calma. Além de tudo ele ainda estava perto de mim.

Trânsito não andava, ônibus abafado e chulé bem perto do meu nariz....... Imaginem o drama...

Uma hora depois, o cidadão finalmente desceu do ônibus.

Voltamos pra catraia, pegamos uma lotação e tem mais história.

Primeiro uma moça reclamando com um moleque que não ficava quieto de jeito nenhum. Nem durante o culto.

Ela dizia:

“João Pedro! Fica quieto!”

E o menino aprontava e dizia:
“Mãe. Te amo..”

Kkkkkk.

Minha amiga olha pra minha cara e pergunta: “Do que você ta rindo?”

E eu dizia: “acho melhor não falar agora.”

Uma hora a mulher:
“Vou ver se o pastor consegue dar um jeito em você.”

Sinceramente, acho que dar jeito naquele moleque é realmente um milagre impossível. Kkkkkk.

Uma hora ela solta:

“Pa João Pedro!  Esse moleque parece que tem um Exu mirim que fica atentando todo mundo!

E eu, colocando a mão no queixo, na boca, para tentar não mostrar que estava rindo.

Até que de repente começo a ouvir uma mulher no celular:

“Nossa! Eu vi as fotos. Não dava pra saber quem tava segurando quem.

Ainda bem que tinha um coqueiro pra ajudar!” kkkkk.

Descemos da lotação.

Minha amiga dizendo que já foi e voltou várias vezes do Guarujá e nunca tinha acontecido metade do que aconteceu na viagem comigo.

“Parece que você atrai!” disse ela.

Ah.

Eu já ia esquecer de registrar algo que não podia deixar.

Um dos filhos de uma das amigas, me viu e ficou todo envergonhado.

O moleque ficou sem ação.

Claro! Devia ser novidade pra ele.

Aí ele sai de onde eu estava, vai para o irmão e diz:

“Nossa! Tem um cara aqui com os olhos caindo!”

Kkkkkkkkkkk. Kkkkkkk.
Me lembrou uma vez que eu estava indo para o ponto de ônibus e uma criança fala para a mãe:

“Mãe! Olha lá o cara sem os olhos!”

Kkkkkkkkkk.

A mulher ficou toda sem graça e eu dando gargalhadas.

Quando a moça percebeu que eu estava rindo, começou a rir também.

E a viagem terminou com um Senhor ao meu lado gentilmente me acordando na rodoviária e eu agradecendo, pois graças a ele, não fui parar na garagem da Ultra.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

ACESSIBILIDADE NAS FINANÇAS

Faaaaaaaaala galera!

Quem se lembra?

Para cegos acima dos 30, num passado não tão distante, certas situações eram corriqueiras.

Qual cego nunca saiu com uma mochila, cheia de papéis em Braille com os números de telefone de pessoas para as quais sabia que poderia precisar ligar enquanto estava na rua?

Qual cego, não pegou o celular para fazer determinada ligação e recebeu a mensagem: “Você não possui crédito suficiente para fazer essa chamada”?

Exato.

Mesmo quando o celular já havia se popularizado, não tínhamos acesso às agendas e por isso, o monte de papel.

Também não tínhamos acesso à quantidade de créditos, pois vinha numa mensagem que não podíamos ler.

Quantos de nós, ao vermos que não tínhamos crédito, não recorríamos a um orelhão, sacávamos aquele cartão de 90 unidades o qual jurávamos possuir crédito e...... adivinhem...... Pois é. Não vimos o visor depois da última ligação. Kkkk.

As contas.

Nossa. Essas, eram de amargar.

Embora já existisse o débito automático, no caso de cobrança indevida, só sabíamos quando o dinheiro saía da nossa conta.

Aliás, cobrança indevida é algo que nunca acontece nas prestadoras de serviço do Brasil, né?

Com o advento da Internet, surgiu a possibilidade de consultarmos o saldo pelo site. Mas, quem não tinha acesso.... Bom... Os bancos implementaram a possibilidade da consulta e também de outras operações por telefone.

Isso começou a nos ajudar.

Extrato bancário, significava expor sua vida financeira para alguém.

Pois é. Alguém precisava saber se estávamos duros como coco, ou quem sabe, invejar os poucos trocados que poderíamos ter a mais.

Afinal, se fôssemos ao banco pegar o extrato, alguém precisaria ler, nem que fosse a pessoa do caixa.

Com o tempo, começou a ser possível consultar extratos, tanto da conta quanto do cartão de crédito, via Internet, celular e tal.

Aliás, foi em 2006 que peguei o primeiro celular com leitor de telas.

Era caro e tive de juntar uns trocados para comprar um usado.

Instalei um programa e achei maravilhoso fazer no celular coisas que todo mundo fazia, menos eu.
Tipo: Mandar e ler torpedos, acessar a agenda, ver se ainda tinha bateria....., verificar meus créditos.

É. Nunca mais paguei mico depois desse dia. Kkk.

André. E as contas?

Sim.

As contas. Tinha me esquecido delas....

OPS. Tinha esquecido de falar! Não de pagar!... É bom explicar antes que me entendam mal.

Hoje, quase todas as prestadoras de serviço nos dão a opção de receber fatura por e-mail.

Assim era com a Sky, Net, agora claro TV.

Quando não, podemos consultar no próprio site.

Essas faturas, exceto a da Tim, são bem acessíveis.

Claro que me refiro às empresas das quais recebo faturas.

Ficou bem mais fácil. Agora podemos ler nossas contas, acessar o banco para pagar, tudo no maior conforto e praticidade.

Aliás, isso também ajuda às pessoas com maiores dificuldades de locomoção que as nossas, ou pessoas com tempo escasso.

No meu caso, o tempo também é escasso.

Existe o DDA, onde somos avisados por e-mail e celular quando temos um boleto a pagar.

Se mesmo assim teve um mês no qual esqueci de pagar o boleto da faculdade, imagina se não fosse isso! Kkkkkk.

Coloquei em débito automático pra sanar o problema. Afinal, eu jurava que tinha pago. Kkkkkk.

Reparem que a tecnologia e a inclusão andam lado à lado.

Penso que para os mais jovens, o processo de inclusão não será tão árduo.
Hoje, coisas do total cotidiano da molecada como redes sociais, também fazem parte da nossa.

Quando se consegue falar e agir de igual pra igual, a inclusão é mais fácil e no caso da molecada, com certeza o crescimento virá com uma mentalidade diferente.

Na próxima postagem, vou falar de livros digitais.

Abordarei como eles nos ajudam no acesso à leitura e os obstáculos que nus impede o acesso à títulos de algumas editoras. É gente.

Mais uma vez falaremos de acessibilidade.

Alguma pergunta?

A sugestão de tema?

Alguma curiosidade de sua parte?

Escreva para mailto:andre.carioca@gmail.com, ou siga @andrecarioca200 no Twitter.

Pode também procurar André Luís De Assis no Facebook.

Já meu Whatsapp.....

Esse, quem sabe depois de um relacionamento mais estreito de amizade você não consegue? Kkkkk.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

CARDÁPIO, INTERNET E ACESSIBILIDADE

Faaaaaaaaaaaaala galera!

Vocês devem estar se perguntando: o que tem a ver esse título?

Garanto que não é uma receita de salada e, ao ler a postagem, vocês entenderão o que quero dizer.

É muito comum chegarmos a um bar, lanchonete ou restaurante e não termos acesso ao cardápio.

Embora exista uma lei abusiva em São Paulo que tenta obrigar os estabelecimentos a terem cardápio em Braille, qualquer pessoa de bom senso sabe que isso é inviável.

O custo para produção dos mesmos é muito alto e, o mesmo gasto terá que ser efetuado a cada atualização que esse cardápio sofrer.

Mas, há uma luz no fim do túnel! Claro que nós, cegos, não vemos a luz, mas.... kkkkk.

O advento da tecnologia, computador Internet, smartphones, trouxe uma alternativa muito mais barata, através de um recurso que alguns estabelecimentos já utilizam. Cardápio online!

Muitos estabelecimentos já disponibilizam seu cardápio na internet.

Que tal se ele for acessível?

certamente, os donos de estabelecimentos vão perguntar: tornar meu cardápio online acessível. Quanto eu vou gastar a mais com isso?
Resposta: Absolutamente nada!

Isso mesmo. O custo já existente para colocar seu cardápio na Internet pode já deixar ele acessível, dependendo de como for elaborado.

Você pode promover inclusão e acessibilidade com um cardápio que já usa.

Quais são as vantagens?

1. Mobilidade
Não é necessário estar no estabelecimento para ler seu cardápio, permitindo escolher seu pedido no caminho, ou até mesmo antes de sair de casa, chegando ao estabelecimento já sabendo o que quer.
2. Praticidade.
Pra que ler todo o cardápio se já podemos ir direto na parte que nos interessa?

E antes que surja o argumento:
"Mas isso não será acessível a todos os cegos!

vou te responder: O braille também não é.

Pode parecer estranho, mas muitos cegos não sabem Braille. Principalmente os não congênitos.

Alguns, não aprendem por já serem alfabetizados. Outros, desistem do Braille com o tempo, pelo seguinte motivo:

Existe uma comissão que, para mostrar serviço, de tempos em tempos resolve modificar a grafia de alguns símbolos do sistema, como os de pontuação e os matemáticos.

Olha! aprender e reaprender a mesma coisa dá no saco!

Tal comissão ainda se diz organizadora do Braille.

Não estou, de forma alguma, defendendo a extinção do Braille. Afinal ele tem sua importância, como por exemplo, na alfabetização da criança cega.

Agora, vamos aplicá-lo onde é viável, né?

segue abaixo alguns lugares que eu frequento e que ao ler seus cardápios na Internet, descobri que são acessíveis:

http://www.linssushi.com.br

http://www.makisplace.com.br http://www.makisplace.com.br

Tem também os sites delivery:

http://www.ifood.com.br

http://www.restauranteweb.com.br

www.pedidosja.com.br

Opa... Já tava esquecendo de um restaurante que eu fui e é muito bom!

http://www.rotadoacaraje.com.br

O leitor que souber de outro restaurante com cardápio acessível, compartilhe nos comentários!