O que você acha da minha ideia de indicar algum som que curto em cada postagem do Cotidiano Cego?

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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

FIM DE SEMANA EM SANTOS



Faaaaaaaaala galera!

Não foi esse fim de semana que eu passei em Santos. Foi o retrasado.

Para vocês verem como eu não to atrasado, né? Kkkkk.

Sobre esse fim de semana, incluindo a festa maravilhosa na qual fui sábado e voltei no domingo, eu vou contar amanhã. Inclusive o momento onde eu tentei dançar Funk até o chão, apesar de não ser muito meu estilo.

É. Já comecei a falar demais. Kkkkkk.

Mas, amanhã eu continuo essa história.

Vamos primeiro falar do fim de semana anterior.

Quais motivos me levaram a santos?
Acho melhor abafar o caso e não dar maiores detalhes, pelo menos agora.

Cheguei na rodoviária, após uma viagem que chegou a me fazer pensar estar andando de jegue. O motorista do ônibus parecia não passar dos 20 KM/H.

Eu já sabia que isso era comum nos ônibus dentro de Santos. Mas, nos intermunicipais, nunca tinha passado por essa experiência.

Mas, tem uma explicação.

O ônibus era da Cometa e, como normalmente os cometas passam de 100 em 100 anos, eles devem estar tentando fazer com que a viagem São Paulo Santos dure esse tempo. Kkkkkk.

Finalmente cheguei.
Seria aguardado por duas amigas.

Seria, porque uma resolveu se esconder que nem bicho do mato enquanto a outra falou que ia me zuar quando eu chegasse. Kkkkkkk.
Ao chegar a casa.

Minha amiga abre gentilmente o portão e começa a saga de subir ladeira e degraus.

Sinceramente, deve ter uma média de 80 degraus até chegar dentro da casa dela.

E sua residência segue o padrão de construções adotado em Santos.

A norma lá é: Se construir escada, nunca faça todos os degraus do mesmo tamanho. Só pode.... Deve ter alguma norma indicando isso, pois é comum. Encontrei essa situação em vários lugares nos quais fui.

Ao chegar lá em cima, elas falam:

André.

Você se importa em ficar aqui enquanto a gente vai no mercado?

Imagina! Jamais eu me importaria.

Afinal, descer aquilo tudo e subir de novo depois de no máximo 20 minutos era tudo que eu não queria. Kkkkkkkk.

A única coisa que me faria descer até o mercado era que eu queria comprar cerveja. Mas, como elas disseram que levariam.....

Se fosse necessário, eu faria até a subida 5 ou 10 vezes pra comprar cerveja.

Estamos lá  conversando, rindo e, às 18 H, saboreamos um delicioso almoço. Kkkkk.

Sairíamos no domingo.

Após a análise dentre as opções disponíveis, resolvemos ir ao Guarujá.

Achei ótimo!

Nunca tinha ido lá e queria conhecer. Além disso, pensei: Vou tirar onda fazendo um checkin no Foursqware lá do Guarujá.

Fomos pra catraia.

Surpresa!

Acessibilidade total!

Um Piso tátil devidamente instalado nos dois lados, tanto em Santos como em Vicente De Carvalho.

E o piso está fazendo as sinalizações corretas, mostrando que não basta ter o piso e sim, que o mesmo deve seguir a norma e ser realmente útil.

Pegamos então um ônibus para o Guarujá.

Na parada em um dos pontos, uns gritos de uma moça que era assaltada do lado de fora, naquele momento.

Todo mundo com medo Que eles entrassem no ônibus, já que a menina fez isso após perder o celular.

Aí minhas amigas comentam:

“Acho mais seguro a gente ir para o shopping.”

E eu pensando:

“Não acredito que saí de São Paulo para ir a um shopping no Guarujá, mas, em fim...”

Passamos na praia pra tirar fotos e depois fomos ao shopping.

Na volta:

Ônibus lotado e trânsito semelhante ao da hora do rush em São Paulo.

Ou seja: Não andava.

E, como nada é tão ruim que não possa piorar, um camarada resolve tirar o sapato dentro do ônibus.

Calma. Além de tudo ele ainda estava perto de mim.

Trânsito não andava, ônibus abafado e chulé bem perto do meu nariz....... Imaginem o drama...

Uma hora depois, o cidadão finalmente desceu do ônibus.

Voltamos pra catraia, pegamos uma lotação e tem mais história.

Primeiro uma moça reclamando com um moleque que não ficava quieto de jeito nenhum. Nem durante o culto.

Ela dizia:

“João Pedro! Fica quieto!”

E o menino aprontava e dizia:
“Mãe. Te amo..”

Kkkkkk.

Minha amiga olha pra minha cara e pergunta: “Do que você ta rindo?”

E eu dizia: “acho melhor não falar agora.”

Uma hora a mulher:
“Vou ver se o pastor consegue dar um jeito em você.”

Sinceramente, acho que dar jeito naquele moleque é realmente um milagre impossível. Kkkkkk.

Uma hora ela solta:

“Pa João Pedro!  Esse moleque parece que tem um Exu mirim que fica atentando todo mundo!

E eu, colocando a mão no queixo, na boca, para tentar não mostrar que estava rindo.

Até que de repente começo a ouvir uma mulher no celular:

“Nossa! Eu vi as fotos. Não dava pra saber quem tava segurando quem.

Ainda bem que tinha um coqueiro pra ajudar!” kkkkk.

Descemos da lotação.

Minha amiga dizendo que já foi e voltou várias vezes do Guarujá e nunca tinha acontecido metade do que aconteceu na viagem comigo.

“Parece que você atrai!” disse ela.

Ah.

Eu já ia esquecer de registrar algo que não podia deixar.

Um dos filhos de uma das amigas, me viu e ficou todo envergonhado.

O moleque ficou sem ação.

Claro! Devia ser novidade pra ele.

Aí ele sai de onde eu estava, vai para o irmão e diz:

“Nossa! Tem um cara aqui com os olhos caindo!”

Kkkkkkkkkkk. Kkkkkkk.
Me lembrou uma vez que eu estava indo para o ponto de ônibus e uma criança fala para a mãe:

“Mãe! Olha lá o cara sem os olhos!”

Kkkkkkkkkk.

A mulher ficou toda sem graça e eu dando gargalhadas.

Quando a moça percebeu que eu estava rindo, começou a rir também.

E a viagem terminou com um Senhor ao meu lado gentilmente me acordando na rodoviária e eu agradecendo, pois graças a ele, não fui parar na garagem da Ultra.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

CARDÁPIO, INTERNET E ACESSIBILIDADE

Faaaaaaaaaaaaala galera!

Vocês devem estar se perguntando: o que tem a ver esse título?

Garanto que não é uma receita de salada e, ao ler a postagem, vocês entenderão o que quero dizer.

É muito comum chegarmos a um bar, lanchonete ou restaurante e não termos acesso ao cardápio.

Embora exista uma lei abusiva em São Paulo que tenta obrigar os estabelecimentos a terem cardápio em Braille, qualquer pessoa de bom senso sabe que isso é inviável.

O custo para produção dos mesmos é muito alto e, o mesmo gasto terá que ser efetuado a cada atualização que esse cardápio sofrer.

Mas, há uma luz no fim do túnel! Claro que nós, cegos, não vemos a luz, mas.... kkkkk.

O advento da tecnologia, computador Internet, smartphones, trouxe uma alternativa muito mais barata, através de um recurso que alguns estabelecimentos já utilizam. Cardápio online!

Muitos estabelecimentos já disponibilizam seu cardápio na internet.

Que tal se ele for acessível?

certamente, os donos de estabelecimentos vão perguntar: tornar meu cardápio online acessível. Quanto eu vou gastar a mais com isso?
Resposta: Absolutamente nada!

Isso mesmo. O custo já existente para colocar seu cardápio na Internet pode já deixar ele acessível, dependendo de como for elaborado.

Você pode promover inclusão e acessibilidade com um cardápio que já usa.

Quais são as vantagens?

1. Mobilidade
Não é necessário estar no estabelecimento para ler seu cardápio, permitindo escolher seu pedido no caminho, ou até mesmo antes de sair de casa, chegando ao estabelecimento já sabendo o que quer.
2. Praticidade.
Pra que ler todo o cardápio se já podemos ir direto na parte que nos interessa?

E antes que surja o argumento:
"Mas isso não será acessível a todos os cegos!

vou te responder: O braille também não é.

Pode parecer estranho, mas muitos cegos não sabem Braille. Principalmente os não congênitos.

Alguns, não aprendem por já serem alfabetizados. Outros, desistem do Braille com o tempo, pelo seguinte motivo:

Existe uma comissão que, para mostrar serviço, de tempos em tempos resolve modificar a grafia de alguns símbolos do sistema, como os de pontuação e os matemáticos.

Olha! aprender e reaprender a mesma coisa dá no saco!

Tal comissão ainda se diz organizadora do Braille.

Não estou, de forma alguma, defendendo a extinção do Braille. Afinal ele tem sua importância, como por exemplo, na alfabetização da criança cega.

Agora, vamos aplicá-lo onde é viável, né?

segue abaixo alguns lugares que eu frequento e que ao ler seus cardápios na Internet, descobri que são acessíveis:

http://www.linssushi.com.br

http://www.makisplace.com.br http://www.makisplace.com.br

Tem também os sites delivery:

http://www.ifood.com.br

http://www.restauranteweb.com.br

www.pedidosja.com.br

Opa... Já tava esquecendo de um restaurante que eu fui e é muito bom!

http://www.rotadoacaraje.com.br

O leitor que souber de outro restaurante com cardápio acessível, compartilhe nos comentários!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Fim da novela com o Itaú.

Faaaaaaaala galera!

Finalmente, desbloqueei meu cartão com chip enviado pelo Itaú e agora, acabaram-se os constrangimentos passados pelo meu cartão de débito não passar em algumas máquinas.

No entanto, compartilho com vocês a solução dada pelo Itaú, para mostrar que a nossa luta só começou.

em contato recebido pelo banco, me foi dito que poderia ser tomado o seguinte procedimento: Retirar minha conta do perfil deficiente visual, solicitar um novo cartão, pois assim o mesmo viria com chip e, seguidos alguns dias, a opção seria reativada.

Resumindo a história:

Para que o banco me enviasse um cartão com chip, eles teriam primeiramente que pensar que eu não sou cego e assim o mesmo seria enviado. Posteriormente, o sistema voltaria a entender que sou cego.

aceitei, por precisar solucionar o problema com urgência.

No entanto, sabemos que isso não é o ideal.

Onde está o reconhecimento de que somos cidadãos e o tratamento e respeito que merecemos como tal?

O meu problema está solucionado, no caso o do cartão.

Mas quando deciti postar aqui a solução, foi para propôr que não deixemos mais esse tipo de coisa acontecer.Isso não vale apenas para o Itaú.

Se seu banco te trata com algum tipo de prática desrespeitosa, corra atrás.

Proponho a criação de um grupo e a redação de um abaixo assinado encaminhado para a febraban, questionando e denunciando esse tipo de prática.

Não só a do envio de cartão com chip, como também a questão da redução no limite em tranzações online em troca da acessibilidade. Aliás, para mim qualquer acessibilidade que é dada em troca de algum outro recurso é pseudo-acessibilidade.

Aliás não estamos aqui vendendo o nosso direito de acesso ao banco, para aceitarmos passivamente essa história de te daremos isso, mas retiraremos aquilo.

E atenção vocês aí que pensam saber tudo sobre cegos, surdos, cadeirantes, etc.

enquanto vocês são alunos aplicados no aprendizado da lição ensinada de forma eficaz pelo sistema, com seu politicamente correto e passam a falar bonito, nos chamando de pessoas especiais..... ei... especial é aquele pastel da feira....... rsrsrs.

em fim. Enquanto vocês ficam nessa, instituições bancárias, poder público etc, continuam pisando nas nossas cabeças.

Pessoas especiais não.

somos cidadãos que em muitos casos trabalhamos, contribuindo para o governo assim como para instituições bancárias com nosso dinheiro, fruto do nosso salário.

se o PIB de nosso país sobe, contribuímos para tal.

Nosso dinheiro também está no meio de toda aquela arrecadação de impostos que o governo recebe todo ano.

Vamos parar com essa história de aceitar como esmola tudo que nos é feito.

Merecemos todos os recursos necessários para vivermos dignamente, não por sermos cegos, cadeirantes, surdos ou seja lá o que for, mas sim por sermos cidadãos.

Muitas vezes políticas de acesibilidade não são executadas, por causa desse pensamento retrógado de que cegos, surdos, cadeirantes são pessoas que devem ser tuteladas.

Já chega. somos cidadãos e se o Governo precisa prover todas as necessidades básicas do cidadão, nada mais justo que prover acessibilidade, uma vez que também contribuímos para o país nas formas citadas acima.

e voltando ao banco, a nossa acessibilidade aos caixas eletrônicos e ao site dos bancos que hoje é dada por alguns, não deveria ser considerada um favor, como muitos pensam.

deveria sim ser encarado como acesso necessário e obrigatório para cidadãos que tem seu dinheiro ali e necessitam.

Favor é sim. quando por exemplo pedimos ajuda a uma pessoa para algo, como atravessar a rua, parar um ônibus por exemplo.

essa sim não tem obrigação de fazê-lo, mas está nos auxiliando. Isso é só um dos exemplos.

Tudo bem que essa necessidade surge por causa da acessibilidade que não nos é provida. Em fim....

agora, governo, bancos etc nos encararem como cidadãos, não é favor coisa nenhuma.

Pensem comigo:

Na hora de votar, somos cidadãos.

Gastaram grana, criaram urnas eletrônicas com transcrições em braille, nossa!

Na hora de atravessarmos uma rua não temos semáforos sonoros, cadeirantes não tem guias rebaixadas em vários lugares, o acesso deles a transporte público não tem sequer metade da acessibilidade que necessitam, mas garanto que para chegar ao local de votação eles, assim como nós, tem toda estrutura para tal.

Quem sabe um dia esse país seja menos hipócrita.

e repito mais uma vez:

"Especial é aquele pastel da feira. Somos cidadãos, porra!"

segunda-feira, 5 de março de 2012

"Globo. A GENTE SE LIGA EM VOCÊ E NA FALTA DE ACESSIBILIDADE.

Faaaaaaaaala galera!

Infelizmente, preciso voltar aqui para falar sobre um assunto que, em pleno século XXI já deveria estar ultrapassado. Porém, recebi por e-mail nesse fim de semana, mais um relato em que mais uma vez, os cegos ficaram prejudicados pela falta de acessibilidade e pelas emissoras de TV ainda não terem entendido que cegos també assistem à sua programação.

dessa Vez a antagonista da cena foi a Globo e sua novela das 6.

Bom. Falei só o sua novela das 6 porque, não sou noveleiro e não sei o nome da dita cuja. kkkkkkkkk.

Mas em fim. Segundo o relato de uma amiga, sexta-feira foi o último capítulo da tal novela.

Ela, por ter acompanhado desde o início, ficou ligada pra saber como seria o final.
Em fim.

Tudo ia se desenrolando, toda aquela coisa normal de novela, eis que na última cena......................

É isso aí.

A última cena foi muda e carente de qualquer som que não fosse o da música de fundo que tocava.

Felizmente, naquele momento a amiga estava acompanhada da mãe, que pôde descrever o que aconteceu.

No entanto, quantos cegos não estavam desacompanhados naquele momento, até mesmo alguns por morarem sozinhos e talvez, estejam até agora sem saber como foi a última cena da tal novela.

O maior agravante é que a globo não é antagonista pela primeira vez.

Há alguns anos atrás, numa outra novela, cegos se queixavam não saber que uma determinada personagem era cleptomaníaca, porque não havia nenhum som identificando as cenas onde ela roubava objetos.

A partir dessa ocasião, começaram as discussões sobre a implantação da Áudio descrição nos programas de TV.

Um recurso que com certeza ajudará, mas não resolverá por completo. É extremamente necessário sim.

No entanto, para se utilizar do mesmo é necessária uma TV com a tecla SAP e isso ainda não faz parte da realidade de um grande percentual de brasileiros, incluindo cegos.

Quando assistimos à filmes americanos, raras são as cenas que não conseguimos identificar nem que seja pelo som.

Citei à Globo aqui, por ter sido a emissora onde ocorreu o fato relatado.

Mas, na verdade, esse recado serve, não só para ela, como para o SBT, Record, Rede TV, MTV, TV Cultura, em fim: todas as que adotam essa prática e ainda pensam que uma imagem vale mais que 1000 palavras ou qualquer som.

Nem sempre é assim.

aliás, ao citar outras emissoras de TV lembrei de um fato interessante.

Nas TVS públicas, que normalmente dispõem de recursos menores para produção, dificilmente encontramos um programa que nos impossibilite entender alguma cena. Por que será?

Não lembro de nenhum onde isso ocorreu. alguém lembra?

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Absurdos que acontecem

Faaaaaaaaala galera!

Tá eu sei que o blog ficou abandonado por um tempo..... Mas, tamo aqui novamente.

Hoje eu vou falar de um absurdo que por incrível que pareça, aconteceu certa vez.

Quando trabalhava no Rio como instrutor de Informática, fui convidado por algumas alunas para uma festa junina na instituição de cegos a qual elas faziam parte.

Bom, não sou chegado a esse lance de frequentar instituições, associações, por motivos que agora não vem ao caso comentar, mas não curto.

Mas mesmo assim fui.

Tá legal. Chegando lá, aquela muvuca pra comprar fichas.

Um lugar lotado de gente e aquela muvuca de compra ficha num lugar, pega bebida no outro e comida em cada barraca, dependendo do que você quer....

Muito prático pra locomoção de cegos, começando por aí.

Fui eu comprar minhas tais fichas.

Peguei fichas de bebida e de comida.

Me entregaram e não vi diferença nenhuma nas tais.

Então indaguei: Ué, mas as fichas são iguais!

Não não são..... As fichas de bebida e de comida são diferenciadas pela cor....

Porra! Não acredito.

Numa instituição de cegos o pessoal vem diferenciar ficha pela cor?

É o fim da picada né? kkkkk.

Tá, tudo bem que era uma festa onde as pessoas do bairro iam, não tinha só cego mas.... se uma instituição de cegos não pensa na acessibilidade, então fodeu. Quem vai pensar?

Olha isso foi lá pra 2003. Espero que já tenham se tocado e mudado o esquema, entendendo talvez que ser uma instituição de freiras que abriga meninas cegas, não requer apenas caridade e sim, pensamento total em acessibilidade.

Bom, já entenderam bem de quem eu falei. rs.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Algumas coisas começam a acontecer!

Faaaaaaaaala galera!

Vamos há mais um capítulo da novela! Rs.

Meu celular, finalmente chegou no sábado!

Abri a caixa, tirei as coisas que vieram e tal, separando tudo....

Eis que pego o celular e não consigo identificar onde abre a tampa da bateria..... rs.


Ligo para um amigo que tem o celular igual..

Não acho.... Até que ontem eu fui mostrar para um amigo e ele... Achou.. rsrsrs.

O cara também é cego e achou em 1 minuto o que eu não achei em meia hora.. rs.

Mas aí com calma, foi achado o posicionamento do chip...

A... Achei o carregador... O carregador não tem fio..... E agora, como funciona?

Daí mais calmo, passei a mão e encontrei uma entrada USB.

a tá... acredito que uma ponta do cabo aqui e outra no celular, resolve o problema....

Bingo. Eu tava certo.

Agora é só plugar na tomada....

sim o pino do carregador era maior que a tomada e eu tive que desenterrar... rs. uma régua que eu tinha e não usava faz tempo, pra plugar o carregador nela e ela na tomada.

Beleza.

coloquei o celular pra carregar.

Agora, onde liga?

Esse selular é todo tela, meu amigo fala.

daí, peguei ele na mão e encontrei um botãozinho escondido perto da entrada de fone de ouvido...

A deve ser aqui.

Apertei o botão, mantendo pressionado por alguns segundos e soltei. depois de um tempo sinto ele vibrar na minha mão... Isso, era esse mesmo!

Ligado o aparelho pensei.

Agora preciso de alguém que enxerga pra me ajudar a achar a acessibilidade e ativar. Afinal tem um software no sistema que faz o celular falar o que aparece na tela.

No meu outro antigo, eu tinha que baixar e instalar.

Aí, o menu que aparece no tutorial não tá no meu celular.

Vou eu tentar atualizar o sistema pra resolver. Mas pelo menos o celular chegou e nele o 3G tá funcionando!

Ufa!

A, voltando ao capítulo anterior. A formatação do meu micro correu bem. rs.[Com calma, em casa, desliguei meu telefone fixo para que não tocasse e eu não saísse do foco e em 20 minutos, tudo prontinho!

rs.

Depois coloquei meu HD esterno pra copiar as músicas de volta e pronto. rs.

Parece que as coisas estão começando a dar um pouco certo! rsrsrs.

Até a próxima, galera!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Acessibilidade na TV

Faaaaaaaala galera!

Existe uma frase antiga que diz: "Uma imagem vale mais que 1000 palavras"

Depende do ponto de vista.

A mas como já disse uma ouvinte da minha antiga web rádio: se você é cego como vai ter ponto de "vista"? rsrsrs. kkkk. Tudo bem.

Mas o que eu quero dizer é: quando se trata de um cego, não é bem assim.

Podemos ver na TV (tudo bem, é mentira e eu não vi nada) kkkk. várias situações que passam batidas.

Alguém já viu aqueles programas de venda pela tv, provavelmente:

é muito comum a pessoa apresentar o produto mais ou menos assim:

Olha como ele é resistente!

Olha o designe! Que acabamento. É super prático e leve! Olhem só!

Até aí você, cego não tem a mínima idéia sequer de que produto estão falando. Talvez o nome já tenha te dado uma intuição mas.

Daí em seguida o apresentador diz: E você pode comprar o produto pelo telefone, sem sair de casa e até mesmo pela Internet!

você vai no site e o que tem:

Imagem do produto!

Sim aí eles falam: Você pode também comprar por telefone, durante o horário comercial!

daí o cego vê uma luz no fim do túnel:

Caramba pelo nome parece ser tal coisa e eu to precisando. Eu ligo lá e confirmo.

daí você escuta: Basta ligar para o telefone que aparece em seu vídeo.......... Já era né? Esquece.

Isso acontece com mais frequência que se imagina! Podem reparar.

Como se pode perceber, a acessibilidade na TV pode ser provida com atitudes simples: Descreva o produto enquanto mostra.

Outro dia li em um blog um radialista fazendo uma certa crítica sobre um repórter estar fazendo isso: Tipo descrevendo como era o local que desabou. Onde estava o resgate, tipo em que posicionamento e ele criticava dizendo algo como: a informação é redundante. eu já estava vendo. Estavam agindo como se eu fosse cego!

Por entender que aquilo foi por desconhecimento e não discriminação (ficar atento com isso as vezes), comentei no próprio blog, perguntando se ele já havia parado e pensado que alguns dos espectadores da reportagem poderiam ser realmente cegos. rs.

E mostrei a ele que tinha um cego lendo o blog! rs. ele respondeu, agradecendo por eu ter mostrado o outro lado. Bom. Minhas suspeitas estavam certas. Desconhecimento. rs.

Mas agora vou contar duas experiências, no relógio cronológico.

Uma aconteceu quando eu era adolescente.

Sabemos que nessa época a sexualidade aflora e muito.

Escuto de um colega:

Po as duas da manhã tem um programa muito bom!

Cara eu assisto de boa no meu quarto é muito da hora!

Duas da manhã... qual canal? Beleza. Pegando todas as informações, sexta-feira, nada pra fazer no sábado e pensei: Po vou conferir o tal programa! Pro horário..... Putz não vou perder.

5 pras duas, ligo a TV no canal indicado.

Ouço o anúncio. Parece legal.

Daqui há pouco estou eu escutando uma musiquinha e nada mais.... Vou escutando a música e nada....

Acaba a música... Um anúncio e outra música...

Eu não entendendo merda nenhuma.

depois que terminou a terceira música eu perdi a paciência e fui dormir.

No dia seguinte, fui perguntar a ele:

Que merda de programa é esse que você me indicou que só fica tocando musiquinha?

Não andré, é o seguinte: Enquanto a música toca, fica uma menina dançando e tirando a roupa. Troca a menina de acordo com a música.

Ai que ódio!

Ele me faz ficar acordado pra isso!

Nossa mas xinguei ele muito. Até que ele responde: Ué cara. Eu falei que o programa é bom. Não falei que servia pra você.... Mas que vontade de matar o cara!

kkkkkkkkkkkkkkkkk.

A outra já na minha fase adulta, mas de uma forma diferente:

Gostava de assistir ao canal aXN.

Tinha algumas séries legais no início dos anos 2000 que não vou me atrever a escrever os nomes porque não lembro a grafia, mas beleza.

Mas eu tinha um problema sério com aquele canal.

eles mostravam a série, dia, mas jogavam o horário na tela!

Aí eu tinha que: Ou chamar alguém que enxerga (nessa época não morava sozinho) pra vir correndo durante o anúncio para me falar, ou ir no site do canal na Internet depois e pesquisar.

Aí eu pensava: E quem não tem computador e mora sozinho?

Vou mandar e-mail pra eles.

escrevir, contei toda a situação, bla, bla, bla.

Na semana seguinte noto que começaram a falar os horários.

Pensei: independente de terem lido meu e-mail ou não, tá legal! Agora acabou a dificuldade!

duas semanas depois começa a veicular um anúncio:

A partir de tal dia, as séries do canal passarão a ser legendadas, preservando o audio original! kkkkkkkkkkk. Adiantou muito!

No próximo post eu vou contar sobre uma saga que começou anos depois disso, quando comecei a praticar inglês e por questões de treino, comecei a optar por assistir no cinema a alguns filmes legendados.

Mas sinceramente eu não esperava que daria tanta confusão! kkkkk.

Amanhã eu conto.

Mas não poderia terminar esse post antes de demonstrar minha felicidade, como apaixonado por esporte e lógico, mostrar o que é uma narração acessível!

Já que no post domingo de futebol na tV eu falei das dificuldades com as narrações de sílvio Luiz, nada mais justo do que agora elogiar um cara que faz uma narração perfeita, no que dis respeito à acessibilidade.

dica: As 500 milhas de Indianapolis domingo será uma corrida narrada por ele!

Teo José!

Desde a época da rede Manchete eu o admiro. A narração dele dá total noção para um cego do que acontece em todos os esportes que narra.

Automobilismo, por exemplo tudo começa com a volta pelo circuito onde um carro é seguido pela câmera. Ele daí vai descrevendo todo o circuito.

O cego a essa altura já sabe como é a pista em questão.

Na hora de narrar a corrida, seja tentativas, ultrapassagens a narração dele além de emocionante é descritiva.

Na hora de um replay de um acidente ou ultrapassagem, novamente ele descreve com detalhes.

Se eu tivesse que dizer algo a ele nesse momento diria:

Cara! Sua narração dá total noção até mesmo para um cego do que acontece.

Parabens!

Não sei se faz isso intencionalmente ou não, mas de qualquer forma, continue!

É isso que eu diria. Já postei isso no Twitter uma vez e já tentei mandar 2 e-mails dizendo isso a ele mas voltou. Um dia eu consigo! rs.

Então é isso galera! Amanhã eu conto sobre as legendas no cinema.