O que você acha da minha ideia de indicar algum som que curto em cada postagem do Cotidiano Cego?

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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Caracterizada discriminação Por Parte Da Academia



Faaaaaaaaaaaaala galera.

Terceiro capítulo da novela academia.

Eu nunca pensei que fosse suar a camisa até para tentar entrar, em!

Essa academia é boa mesmo em! Suor pré matrícula.

Kkkkkkkkkk.

Gente. Esta postagem é de teor um pouco diferente dos demais.

Devido o ocorrido ontem, a partir de agora citarei, não só o nome da academia onde toda essa sacanagem e discriminação está acontecendo, assim como o do responsável pela mesma.

Ué, André. Até o momento VOCÊ NÃO ATRIBUÍA O OCORRIDO à desinformação?

Sim.

Mas após a conversa de ontem entre meu amigo advogado com o SR. Jone Fernandes, proprietário da academia Club 109, de site http://www.club109.com.br, minha opinião mudou completamente.

Deixa eu explicar melhor:

Legalmente, as academias não podem negar a matrícula e nem sequer impor condições para realiza-la, pelo simples fato da pessoa ter alguma deficiência, pois isso caracteriza discriminação.

De posse dessas informações, que até minha última postagem não tinha, procurei um profissional. Aliás ele me ajudou nesse sentido.

Entrou em contato a fim de notificar ao estabelecimento sobre o crime que estão cometendo.

A princípio, tudo estava bem.

Até que ouve uma conversa direta com o SR Jone Fernandes, responsável pela academia Club 109. Vou citar de novo. É para não esquecer. Club 109.

Houve aquele discurso de antes e aquelas argumentações  sobre a realidade de uma pessoa com deficiência visual, bastante conhecida por meu amigo.

Afinal, além de advogado, o mesmo, assim como eu, também é cego e faz treinamento em academia há anos.

Pois é. Esse detalhe acho que a academia ainda não sabia.

Tudo foi falado. Inclusive o fato de amigos meus estarem treinando no mesmo estabelecimento.

Lá pelo meio da conversa, o SR. Jone disse: Ele tem amigos, né:

Só que dentro da minha academia, vou proibir que ele receba ajuda de qualquer amigo.

Como o SR. Sabe, Existe uma deliberação do CREF dizendo que, durante o treinamento, só é permitido acompanhamento por profissionais de educação física.

Transcrevo abaixo os artigos da lei 9696, que regulamenta a atuação dos profissionais de educação física e depois a tal deliberação que ele citou.

        Art. 1o O exercício das atividades de Educação Física e a designação de Profissional de Educação Física é prerrogativa dos profissionais regularmente registrados nos Conselhos Regionais de Educação Física.

        Art. 2o Apenas serão inscritos nos quadros dos Conselhos Regionais de Educação Física os seguintes profissionais:
        I - os possuidores de diploma obtido em curso de Educação Física, oficialmente autorizado ou reconhecido;
        II - os possuidores de diploma em Educação Física expedido por instituição de ensino superior estrangeira, revalidado na forma da legislação em vigor;
        III - os que, até a data do início da vigência desta Lei, tenham comprovadamente exercido atividades próprias dos Profissionais de Educação Física, nos termos a serem estabelecidos pelo Conselho Federal de Educação Física.
        Art. 3o Compete ao Profissional de Educação Física coordenar, planejar, programar, supervisionar, dinamizar, dirigir, organizar, avaliar e executar trabalhos, programas, planos e projetos, bem como prestar serviços de auditoria, consultoria e assessoria, realizar treinamentos especializados, participar de equipes multidisciplinares e interdisciplinares e elaborar informes técnicos, científicos e pedagógicos, todos nas áreas de atividades físicas e do desporto.

Bom. Acho que ficou bem claro.

A lei determina que, cabe ao profissional de educação física orientar, definir o treino, ETC.

Até aí, concordo.

Agora interpretar a lei e uma deliberação de forma a proibir que amigos me prestem qualquer auxílio dentro do estabelecimento, mesmo que seja me guiar de um aparelho ou outro ou até mesmo me guiar dentro do estabelecimento, é sacanagem.

Aí já partimos para a discriminação mais do que caracterizada.

Uma coisa é não se ter a informação e buscar. Outra, completamente diferente, é continuar com ela e discriminar.

Segue agora o texto da tal deliberação que ele citou.

Resolução CREF1 070/2011
Art. 1° - Que todos os Profissionais de Educação Física que atuem como “Personal Trainer externo” (Treinador Personalizado, Professor Particular  e/ou similares sem vinculo empregatício), ou seja, que não possuam vínculo trabalhista com a organização para esse fim (empresa, academias, instituição, projeto,  clubes, stúdios, associações, condomínios, programa e/ou similares) prestadora de serviço em atividades físicas, esportivas e recreativas em que atuam, tenham registro documental e cadastral e, clara discriminação e identificação visual na referida organização, pertinente ao seu tipo de atuação.
Art. 2º - Define-se como Registro Documental e Cadastral o registro atualizado, em livro exclusivo para essa finalidade, com folhas numeradas e rubricadas pela gerência da organização, contendo os seguintes dados: nome completo; endereço residencial completo (com cópia autenticada do comprovante de residência); CPF (com cópia autenticada do mesmo); número de registro no CREF1 (com cópia autenticada da Cédula de Identidade Profissional do CREF;

Se eu contratasse um personal trainer, o mesmo deveria ser regulamentado e registrado. Isso eu já sabia.

Na boa. Ou o cara quis chamar à mim e ao meu amigo de idiotas, ou, sei lá.

Olha. Cego eu sou. Mas ler, eu sei.

Deixaria para lá, estava procurando outra academia e, juro: superaria o assunto.

No entanto, como agora temos a discriminação caracterizada, tomarei as providências cabíveis.

Afinal, se as leis protegem contra ela, precisamos fazer com que sejam cumpridas.


Já chega!

Não podemos mais permitir que nos discriminem impunemente.

A questão agora não é só minha.

Se eu deixar quieto, farão no futuro o mesmo com um outro cego, cadeirante, surdo ou o que seja, quando procurar o serviço.

Chega!

Não podemos mais tolerar isso.

Termino a postagem informando que, se em algum momento houver interesse por parte da academia club 109, o direito de resposta está garantido, estando assim a área de comentários do blog e até mesmo a de postagens, abertas para esse fim.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Mais Um Capítulo Da Novela Academia



Faaaaaaaaala galera!

Vamos a mais um capítulo da novela academia.

Conforme citei em um dos comentários, o pessoal da academia me ligou, dizendo a mesma coisa que já tinham falado quando fui lá.

Treinar aqui, só com personal. Se você quiser, a gente te indica um..... Nossa!

Como eles são legais, né?

Nem dei lá grande atenção.

Na segunda à noite, encontrei online no Facebook uma amiga com a qual não conversava já há algum tempo e que havia conhecido numa choperia da região.

Já sei... Vocês vão dizer:

Pra variar! Afinal, bar, choperia, são lugares que você nunca frequenta, né? Kkkkkkk.

Bom. Estava conversando e acabei lembrando, não que eu tivesse esquecido em algum momento.... Tá... A frase ficou doida..... sim...... Mas coincidentemente ela é recepcionista em uma academia e perguntei pelo estabelecimento durante a conversa.

Aí ela disse: realmente ia te cobrar isso. Rsrsrs.

Fiquei de ir lá sábado tentar fechar um plano. Ela disse que conversaria com o professor.

Essa academia também não é tão longe da minha casa.

Com certeza, irei lá.

Ufa! Existe uma luz no fim do túnel! Não vi a luz, mas ela existe! Kkkkkk.

Hoje de manhã, acessei meu Facebook. Afinal, é um hábito meu antes de sair para trabalhar. Olhar o Face. Kkkk.

Encontrei online um dos amigos que entraram na academia a qual procurei, cuja minha língua tá coçando pra dizer o nome, mas não farei. Rs.

Aí ele perguntou se eu tinha novidades da academia e contei sobre a ligação, o que disseram... Afinal o que disseram ele já sabia.... Foi a mesma coisa........ Eu nem precisava ter o trabalho de repetir pelo chat, mas fiz assim mesmo. Kkkkkkkk.

Ficamos de conversar sobre os detalhes pessoalmente.

Me perguntou se eu cheguei a ver por quanto ficaria pagando um personal, etc.

Em primeiro lugar, sei que não sairia barato. Haja grana, né? Rs.

Em segundo, não consegui expor para ele o meu posicionamento por falta de tempo, mas é o seguinte:

Visitarei outra academia sábado, como dito acima.

Se lá, perceber que poderei treinar sem que me criem dificuldades ou pelo menos, criando algumas a menos, minha escolha está feita.

Afinal, não vou esperar que eu chegue num lugar, seja qual for e as pessoas não sejam desinformadas. No entanto, existem duas ações possíveis diante da desinformação. Buscar a informação, ou continuar com ela, praticamente descartando. Esta segunda, por ser a ação mais fácil, normalmente é a buscada e foi o caso, infelizmente, do primeiro estabelecimento visitado.

Não culpo a recepcionista. Muito pelo contrário. Ela me atendeu da melhor forma possível.

Mas que faltou boa vontade em pelo menos fazer uma experiência para então se chegar à conclusão de como seria, faltou.

Então, meu posicionamento é bem claro.

Acabei descobrindo que também conheço gente que treina lá. Rs.

Além de valores, braços abertos ao me receber conta muito pra mim.

Além do mais, tem o seguinte:

Seria ótimo treinar na primeira academia procurada. Afinal, amigos próximos estão lá, faríamos mais uma atividade juntos que seria ir para a academia.

Por outro lado, não me sentiria nada confortável em treinar em um local que, de certa forma, procurou colocar empecilhos para a minha entrada, além de achar um desaforo ainda utilizar meu dinheiro para pagar um local desses.

Bom. Vamos ver no que vai dar?

Ei..... Se alguém me achar na academia qualquer dia, me ajuda a achar algum aparelho, se precisar? Rsrsrsrsrsrs.

Olha. Eu acho que em último caso, precisando e não tendo, alguém que esperasse algo até ajudaria, né? Afinal, ajudam a gente a atravessar a rua. Rsrsrsrs.

Mas, tudo é possível, né? Afinal já recebi até comentário na primeira postagem de um leitor contando que a academia reclamou simplesmente pelo fato de o professor leva-lo de um aparelho ao outro, coisa que demorava segundos.. rsrsrsrs.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Academia. Suor E desinformação.



Faaaaaaaaaaaaala galera!

Esse fim de semana, fui finalmente fechar um pacote na academia..... Tá.... Já to até vendo as piadinhas de vocês do tipo: Por isso que o tempo mudou no fim de semana? Por isso que choveu durante a corrida!

Tá bom. Piadinhas à parte, vou contar o que aconteceu.

Tudo começou com a cerveja... Isso... Um grupo de amigos bebendo e eu e um camarada, que ainda éramos os únicos que não tínhamos entrado na academia, embora já soubéssemos que precisamos fazê-lo, decidimos e, mesmo depois que o efeito da cerveja passou, a ideia continuou viva. Kkkkkkkkk.

Sábado, animados, fomos lá cumprir nosso objetivo.

Por sinal, minha mãe esteve em são Paulo no fim de semana e, quando eu disse que no dia seguinte entraríamos na academia, ela perguntou: Do chopp?

É. Olha como já tá minha imagem. Kkkkkkkk. E olha que eu nem vi minha imagem no espelho..... Ainda bem. Kkkkk.

Fui lá fechar um pacote.

Olha. Não quero dizer que nunca me engane, mas normalmente consigo diferenciar discriminação de desinformação e, deixo bem claro acreditar cegamente..... Bom.... não dá pra acreditar de forma diferente, né?... kkkkkk. Mas.... Em fim.... Acredito cegamente se tratar da segunda hipótese.

Segundo a recepcionista, eu só poderia fechar um plano na referida academia se fosse acompanhado de um personal.

É. Ia encarecer bastante a parada.

Poderia ser regra da academia, mas...... Em fim.

Sinceramente, até agora estou tentando entender essa atitude. Desinformação é a única explicação plausível até o momento.

Bom. Eu precisaria que alguém me explicasse os exercícios e a utilização dos aparelhos, né? Sim. Até aí, acho que todos que entram numa academia e nunca fizeram exercícios precisam.

E ela dizia que não tinha como o professor estar me acompanhando o tempo inteiro.

Gente. Então....... Como penso eu funcionar uma academia.

É montado um treino. O professor te orienta, te passa a sequência e depois de orientado você chega e vai lá fazer. Será que eu to errado?

Quando eu fazia natação, por exemplo, assim era.

A professora no primeiro momento entrava na piscina comigo para ir me mostrando os movimentos, ensinando cada técnica e, quando eu já estava nadando, simplesmente me levavam até a beira da piscina, me passavam a sequência de treino e eu fazia. Pediam para que erguesse as mãos caso houvesse algum problema.

Concordo que se algum exercício for feito de forma incorreta em um aparelho de musculação, causará alguma lesão séria.

Mas sei lá....... O que pensam de cego? Não sei.

Certa vez, conversando com um camarada ele disse que eu jamais poderia fazer esteira, porque ele uma vez foi fazer de olho fechado e quase levou um tombo. Kkkkk.

Bom. Eu já fiz esteira e bicicleta também uma época e nunca caí. Rsrsrs. Rs.

Repito. Orientado eu precisarei ser, com certeza, assim como todo mundo.

Ainda tem uma coisa:

Além de eu e meus amigos pretendermos treinar no mesmo horário, com o tempo frequentando o lugar, até mesmo a localização dos aparelhos eu vou aprender. Rs.

Usei todos esses argumentos.

Ela falou que tem um problema. As vezes a disposição dos aparelhos muda.

Putz! Será uma academia de mudos? Ninguém poderia avisar caso um aparelho mude de lugar? Kkkkkkkk.

A recepcionista disse que hoje, conversará com o dono da academia e em seguida me dará retorno.

Como eu me sinto diante da situação?

Nem eu sei definir.

Compreendo, embora indignado, que em pleno século XXI ainda existe muita desinformação sobre as pessoas com algum tipo de deficiência.

Há também aquela questão da mistura entre as mesmas.

Sabemos que muitas vezes as pessoas gritam no ouvido do cego oferecendo ajuda como se ele fosse surdo, seguram pelo braço chegando as vezes até a machucar na descida de um degrau achando que a bengala do cego é porque ele tem problema na perna e falta equilíbrio. Kkkk. Parece piada, mas é assim.

Em pleno século XXI, ainda é assim.

Por outro lado, se eu disser que as situações de restrições ou, em outros casos mais graves, rejeição causadas por essa desinformação são confortáveis, serei hipócrita.

Ninguém nunca se sentirá bem ao tentar fazer algo o qual realmente seja capaz e, no mínimo se coloque empecilhos para que a pessoa faça.

Afinal, ninguém é louco.

Cegos, por exemplo, pedem ajuda para atravessar a rua, justamente por saberem que não conseguirão fazer sozinhos.

Logicamente, é chato você querer entrar numa academia, fazer exercícios onde serão usados seus braços, pernas e todo o corpo que funciona e ver que a coisa não é tão simples como deveria ser.

Minha amiga perguntou: Vocês nunca tiveram? Nem surdo, nem nada?

Responderam: não.

Aí vejo que também muitas vezes somos culpados pela desinformação.

Deveríamos procurar mais.

Muita gente, talvez por medo de passar situações como essa, deixam de procurar e alimentam a desinformação que já existe.

Se procurássemos mais, certamente as mentes se abriria, pois pensariam numa parcela de clientes que poderiam estar perdendo.

Mas não.

Eles nunca tiveram alunos cegos e sou capaz de apostar que até hoje, fui o único a tentar fechar um plano lá.

Agora é aguardar o retorno prometido pela academia e, se não der, procurar outra.

Uma coisa é certa:

Agora, mais do que nunca, entrar na academia eu vou.

Posso demorar, mas acho.

E que essa humilde postagem possa um dia, possibilitar que as academias deixem de ser estabelecimentos exclusivos para exercício do corpo e que, suas administrações também movimentem suas mentes.

Agora adianto uma coisa: Não existem aparelhos no mercado para essa finalidade.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Esporte inclusivo

Faaaaaaaaala galera!

Ontem, quando parei numa lanchonete para o café, rumo ao trabalho, assisti a uma reportagem muito interessante na TV do estabelecimento.

Ela se referia à polonesa Natalia Partyka.

aí você pergunta: Quem e´essa mulher.

Essa mulher estava disputando tênis de mesa nas paralimpíadas.

E aí?

E aí que ela, apesar de não ter parte do braço direito, também disputou as olimpíadas de Londres esse ano e, ao passar da primeira rodada, surpreendeu a muitos.

Passei a admirar Natalia Partyka, atleta a qual nunca ouvi falar por um simples motivo:

O insentivo ao esporte inclusivo.

Disputou as Paralimpíadas, mas também, sua habilidade proporcionou uma disputa, até mesmo com uma vitória, nas olimpíadas.

Só ouvi falar de caso semelhante há muitos anos, num programa do canal AXN sobre um cego que disputou uma competição de Judô, contra pessoas que enxergam normalmente e chegou em terceiro lugar. Isso nos Estados Unidos.

Isso me faz pensar:

Até onde o esporte precisa ser exclusivo como é hoje?

Lógico. O futebol, por exemplo, ficaria desleal se não separassem os cegos das pessoas que enxergam.

Agora: O Judô.... Qual seria a desvantagem de um cego contra alguém que enxerga visto que é uma luta corporal onde há contato físico o tempo todo?

Alguém já ouviu falar de um cego que tenha participado de um campeonato de Xadrez comum?

será que, com as peças adaptadas utilizadas no Xadrez para cegos não seria possível que um cara, mesmo sem ver, pudesse jogar contra alguém vendo, já que o esporte só requer raciocínio e estratégia?

Sei inclusive de cegos que jogam Xadrez online e, em alguns casos a pessoas do outro lado nem sabem que estão jogando contra um cego...... só ficam sabendo quando rola chat... Eu sou um dos que joga. kkkk.

E por que raios se fica nessa de campeonato de Xadrez para cegos, campeonato de Judô para cegos, campeonato de Natação para cegos....... po.

Daqui há pouco vão querer criar um campeonato de olhe-se no espelho para cegos. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

Ou então vão querer criar um concurso de Miss cega. kkkk.
Oh, mas pera aí.... Os jurados também serão cegos?

Ah... Então eu quero ir lá ver as candidatas. kkkkkkk.

Que isso sirva para que os professores de Educação física vejam, no caso de turmas inclusivas, onde realmente é necessário excluir o camarada com alguma deficiência da atividade ou, separá-los em outros grupos.

Porque infelizmente é o que vem acontecendo.

Notem.

Ou o camarada é excluído da aula ou é separado em outra turma, coisa que na minha época de escola criei polêmica por não aceitar.

De certo que talvez não pudesse exercer algumas atividades. Jogar vôlei seria uma dessas. Não tem bola que faça barulho no ar.. kkkkkkk.

Mas, atividades que tenham a ver com corrida, exercício eram possíveis. E ainda são.

É imprescindível, se queremos inclusão na educação, não excluir a Educação Física e prática de esportes, pois o fato do cidadão ser cego, cadeirante, ou seja lá o que for, não tira a necessidade da saúde física.

Exercício é bom. Pra todo mundo.

Então.... Vão pelo que eu digo e não pelo que eu faço.

Eu deveria tomar vergonha na cara e entrar na academia pela minha saúde física, mas..... Preguiça, preguiça e preguiça... Mas..... Bom..... rs..

Dado o recado.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Exercícios físicos. algo curioso.

Faaaaaaaaaaala galera!

Os exercícios físicos dos quais vou falar hoje não são os meus esportes favoritos. No caso o alterocopismo e o alterogarfismo. kkkkk.

Seguinte: Resolvi frequentar a academia.

Não. Não é aquele bar chamado academia da cerveja que eu conheci certa época. kkkk.

Academia mesmo.

cheguei à conclusão de que preciso fazer exercícios físicos. não tanto pela questão de ser gordo em si, mas pelo fato de que, trabalho o dia inteiro sentado numa cadeira, pratico alterocopismo e alterogarfismo numa grande bateria de exercícios e, juntando esses esportes com uma vida sedentária, a coisa não vai ficar legal.

Já percebo perda de fôlego ao subir uma ladeira, em fim.... Perda muito acentuada.

Então vou encarar academia, nem que seja só pra fazer esteira e bicicleta ergométrica. rs. Preparo físico é tudo. kkkk.

Agora o fato curioso ao qual eu me refiro.

Certa vez no bar conversando com um amigo ele disse:

esteira não dá pra você fazer, né?

Eu: Como não?

Uma vez eu tava na esteira, fechei os olhos por um tempinho e quando abri, vi que quase tomei um tombo da esteira..... Pera....

to sem entender até agora.

como o cidadão conseguiu quase tomar um tombo da esteira só porque não tava vendo.

Há um tempo atrás, quando eu fazia esteira com frequência, nunca aconteceu e sinceramente eu não to conseguindo ver possibilidade de se tomar tombo de uma esteira por não estar vendo.... Como assim?

a própria esteira pelo que você sente nos pés determina a velocidade e até onde precisamos pisar.... Pera aí.... Sinceramente até agora não to conseguindo entender.

E um agravante:

Conversando com um amigo no trabalho ele disse que ralou o joelho porque tomou um capote da esteira depois que fechou os olhos.

Gente! Não é possível! como?

Tão zoando com a minha cara, n dá pra crer diferente. kkkkk.

Com isso concluí o seguinte:

da mesma forma que quem enxerga muitas vezes não consegue compreender como o cego consegue fazer certas coisas, eu, cego, não consigo também, entender como as pessoas que enxergam conseguem fazer certas coisas, como por exemplo cair da esteira de olhos fechados. kkkkkkk.

Eu acho que voltamos àquele lance dos sentidos postado por mim há um tempo atrás.

O fato de não utilizar alguns sentidos por não precisar.

talvez o caso da esteira seja mais um exemplo.

Por estar vendo, uma pessoa não calcula e nem tem a noção de espaço de uma esteira, pra saber seus limites. Afinal, a visão tá ali e ficam olhando pra esteira o tempo todo enquanto caminha.

Nesse caso, fechou o olho, fodeu! kkkkk.

engraçado isso.

comecei a postagem sem entender a causa dos tombos em uma esteira e termino ele descobrindo uma suposta explicação.

gente, acabo de ter mais ainda a certeza de que o blog cotidiano cego também é cultura! kkkkkk.