Faaaaaaaaala galera!
Infelizmente, preciso voltar aqui para falar sobre um assunto que, em pleno século XXI já deveria estar ultrapassado. Porém, recebi por e-mail nesse fim de semana, mais um relato em que mais uma vez, os cegos ficaram prejudicados pela falta de acessibilidade e pelas emissoras de TV ainda não terem entendido que cegos també assistem à sua programação.
dessa Vez a antagonista da cena foi a Globo e sua novela das 6.
Bom. Falei só o sua novela das 6 porque, não sou noveleiro e não sei o nome da dita cuja. kkkkkkkkk.
Mas em fim. Segundo o relato de uma amiga, sexta-feira foi o último capítulo da tal novela.
Ela, por ter acompanhado desde o início, ficou ligada pra saber como seria o final.
Em fim.
Tudo ia se desenrolando, toda aquela coisa normal de novela, eis que na última cena......................
É isso aí.
A última cena foi muda e carente de qualquer som que não fosse o da música de fundo que tocava.
Felizmente, naquele momento a amiga estava acompanhada da mãe, que pôde descrever o que aconteceu.
No entanto, quantos cegos não estavam desacompanhados naquele momento, até mesmo alguns por morarem sozinhos e talvez, estejam até agora sem saber como foi a última cena da tal novela.
O maior agravante é que a globo não é antagonista pela primeira vez.
Há alguns anos atrás, numa outra novela, cegos se queixavam não saber que uma determinada personagem era cleptomaníaca, porque não havia nenhum som identificando as cenas onde ela roubava objetos.
A partir dessa ocasião, começaram as discussões sobre a implantação da Áudio descrição nos programas de TV.
Um recurso que com certeza ajudará, mas não resolverá por completo. É extremamente necessário sim.
No entanto, para se utilizar do mesmo é necessária uma TV com a tecla SAP e isso ainda não faz parte da realidade de um grande percentual de brasileiros, incluindo cegos.
Quando assistimos à filmes americanos, raras são as cenas que não conseguimos identificar nem que seja pelo som.
Citei à Globo aqui, por ter sido a emissora onde ocorreu o fato relatado.
Mas, na verdade, esse recado serve, não só para ela, como para o SBT, Record, Rede TV, MTV, TV Cultura, em fim: todas as que adotam essa prática e ainda pensam que uma imagem vale mais que 1000 palavras ou qualquer som.
Nem sempre é assim.
aliás, ao citar outras emissoras de TV lembrei de um fato interessante.
Nas TVS públicas, que normalmente dispõem de recursos menores para produção, dificilmente encontramos um programa que nos impossibilite entender alguma cena. Por que será?
Não lembro de nenhum onde isso ocorreu. alguém lembra?
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segunda-feira, 5 de março de 2012
terça-feira, 25 de maio de 2010
Acessibilidade na TV
Faaaaaaaala galera!
Existe uma frase antiga que diz: "Uma imagem vale mais que 1000 palavras"
Depende do ponto de vista.
A mas como já disse uma ouvinte da minha antiga web rádio: se você é cego como vai ter ponto de "vista"? rsrsrs. kkkk. Tudo bem.
Mas o que eu quero dizer é: quando se trata de um cego, não é bem assim.
Podemos ver na TV (tudo bem, é mentira e eu não vi nada) kkkk. várias situações que passam batidas.
Alguém já viu aqueles programas de venda pela tv, provavelmente:
é muito comum a pessoa apresentar o produto mais ou menos assim:
Olha como ele é resistente!
Olha o designe! Que acabamento. É super prático e leve! Olhem só!
Até aí você, cego não tem a mínima idéia sequer de que produto estão falando. Talvez o nome já tenha te dado uma intuição mas.
Daí em seguida o apresentador diz: E você pode comprar o produto pelo telefone, sem sair de casa e até mesmo pela Internet!
você vai no site e o que tem:
Imagem do produto!
Sim aí eles falam: Você pode também comprar por telefone, durante o horário comercial!
daí o cego vê uma luz no fim do túnel:
Caramba pelo nome parece ser tal coisa e eu to precisando. Eu ligo lá e confirmo.
daí você escuta: Basta ligar para o telefone que aparece em seu vídeo.......... Já era né? Esquece.
Isso acontece com mais frequência que se imagina! Podem reparar.
Como se pode perceber, a acessibilidade na TV pode ser provida com atitudes simples: Descreva o produto enquanto mostra.
Outro dia li em um blog um radialista fazendo uma certa crítica sobre um repórter estar fazendo isso: Tipo descrevendo como era o local que desabou. Onde estava o resgate, tipo em que posicionamento e ele criticava dizendo algo como: a informação é redundante. eu já estava vendo. Estavam agindo como se eu fosse cego!
Por entender que aquilo foi por desconhecimento e não discriminação (ficar atento com isso as vezes), comentei no próprio blog, perguntando se ele já havia parado e pensado que alguns dos espectadores da reportagem poderiam ser realmente cegos. rs.
E mostrei a ele que tinha um cego lendo o blog! rs. ele respondeu, agradecendo por eu ter mostrado o outro lado. Bom. Minhas suspeitas estavam certas. Desconhecimento. rs.
Mas agora vou contar duas experiências, no relógio cronológico.
Uma aconteceu quando eu era adolescente.
Sabemos que nessa época a sexualidade aflora e muito.
Escuto de um colega:
Po as duas da manhã tem um programa muito bom!
Cara eu assisto de boa no meu quarto é muito da hora!
Duas da manhã... qual canal? Beleza. Pegando todas as informações, sexta-feira, nada pra fazer no sábado e pensei: Po vou conferir o tal programa! Pro horário..... Putz não vou perder.
5 pras duas, ligo a TV no canal indicado.
Ouço o anúncio. Parece legal.
Daqui há pouco estou eu escutando uma musiquinha e nada mais.... Vou escutando a música e nada....
Acaba a música... Um anúncio e outra música...
Eu não entendendo merda nenhuma.
depois que terminou a terceira música eu perdi a paciência e fui dormir.
No dia seguinte, fui perguntar a ele:
Que merda de programa é esse que você me indicou que só fica tocando musiquinha?
Não andré, é o seguinte: Enquanto a música toca, fica uma menina dançando e tirando a roupa. Troca a menina de acordo com a música.
Ai que ódio!
Ele me faz ficar acordado pra isso!
Nossa mas xinguei ele muito. Até que ele responde: Ué cara. Eu falei que o programa é bom. Não falei que servia pra você.... Mas que vontade de matar o cara!
kkkkkkkkkkkkkkkkk.
A outra já na minha fase adulta, mas de uma forma diferente:
Gostava de assistir ao canal aXN.
Tinha algumas séries legais no início dos anos 2000 que não vou me atrever a escrever os nomes porque não lembro a grafia, mas beleza.
Mas eu tinha um problema sério com aquele canal.
eles mostravam a série, dia, mas jogavam o horário na tela!
Aí eu tinha que: Ou chamar alguém que enxerga (nessa época não morava sozinho) pra vir correndo durante o anúncio para me falar, ou ir no site do canal na Internet depois e pesquisar.
Aí eu pensava: E quem não tem computador e mora sozinho?
Vou mandar e-mail pra eles.
escrevir, contei toda a situação, bla, bla, bla.
Na semana seguinte noto que começaram a falar os horários.
Pensei: independente de terem lido meu e-mail ou não, tá legal! Agora acabou a dificuldade!
duas semanas depois começa a veicular um anúncio:
A partir de tal dia, as séries do canal passarão a ser legendadas, preservando o audio original! kkkkkkkkkkk. Adiantou muito!
No próximo post eu vou contar sobre uma saga que começou anos depois disso, quando comecei a praticar inglês e por questões de treino, comecei a optar por assistir no cinema a alguns filmes legendados.
Mas sinceramente eu não esperava que daria tanta confusão! kkkkk.
Amanhã eu conto.
Mas não poderia terminar esse post antes de demonstrar minha felicidade, como apaixonado por esporte e lógico, mostrar o que é uma narração acessível!
Já que no post domingo de futebol na tV eu falei das dificuldades com as narrações de sílvio Luiz, nada mais justo do que agora elogiar um cara que faz uma narração perfeita, no que dis respeito à acessibilidade.
dica: As 500 milhas de Indianapolis domingo será uma corrida narrada por ele!
Teo José!
Desde a época da rede Manchete eu o admiro. A narração dele dá total noção para um cego do que acontece em todos os esportes que narra.
Automobilismo, por exemplo tudo começa com a volta pelo circuito onde um carro é seguido pela câmera. Ele daí vai descrevendo todo o circuito.
O cego a essa altura já sabe como é a pista em questão.
Na hora de narrar a corrida, seja tentativas, ultrapassagens a narração dele além de emocionante é descritiva.
Na hora de um replay de um acidente ou ultrapassagem, novamente ele descreve com detalhes.
Se eu tivesse que dizer algo a ele nesse momento diria:
Cara! Sua narração dá total noção até mesmo para um cego do que acontece.
Parabens!
Não sei se faz isso intencionalmente ou não, mas de qualquer forma, continue!
É isso que eu diria. Já postei isso no Twitter uma vez e já tentei mandar 2 e-mails dizendo isso a ele mas voltou. Um dia eu consigo! rs.
Então é isso galera! Amanhã eu conto sobre as legendas no cinema.
Existe uma frase antiga que diz: "Uma imagem vale mais que 1000 palavras"
Depende do ponto de vista.
A mas como já disse uma ouvinte da minha antiga web rádio: se você é cego como vai ter ponto de "vista"? rsrsrs. kkkk. Tudo bem.
Mas o que eu quero dizer é: quando se trata de um cego, não é bem assim.
Podemos ver na TV (tudo bem, é mentira e eu não vi nada) kkkk. várias situações que passam batidas.
Alguém já viu aqueles programas de venda pela tv, provavelmente:
é muito comum a pessoa apresentar o produto mais ou menos assim:
Olha como ele é resistente!
Olha o designe! Que acabamento. É super prático e leve! Olhem só!
Até aí você, cego não tem a mínima idéia sequer de que produto estão falando. Talvez o nome já tenha te dado uma intuição mas.
Daí em seguida o apresentador diz: E você pode comprar o produto pelo telefone, sem sair de casa e até mesmo pela Internet!
você vai no site e o que tem:
Imagem do produto!
Sim aí eles falam: Você pode também comprar por telefone, durante o horário comercial!
daí o cego vê uma luz no fim do túnel:
Caramba pelo nome parece ser tal coisa e eu to precisando. Eu ligo lá e confirmo.
daí você escuta: Basta ligar para o telefone que aparece em seu vídeo.......... Já era né? Esquece.
Isso acontece com mais frequência que se imagina! Podem reparar.
Como se pode perceber, a acessibilidade na TV pode ser provida com atitudes simples: Descreva o produto enquanto mostra.
Outro dia li em um blog um radialista fazendo uma certa crítica sobre um repórter estar fazendo isso: Tipo descrevendo como era o local que desabou. Onde estava o resgate, tipo em que posicionamento e ele criticava dizendo algo como: a informação é redundante. eu já estava vendo. Estavam agindo como se eu fosse cego!
Por entender que aquilo foi por desconhecimento e não discriminação (ficar atento com isso as vezes), comentei no próprio blog, perguntando se ele já havia parado e pensado que alguns dos espectadores da reportagem poderiam ser realmente cegos. rs.
E mostrei a ele que tinha um cego lendo o blog! rs. ele respondeu, agradecendo por eu ter mostrado o outro lado. Bom. Minhas suspeitas estavam certas. Desconhecimento. rs.
Mas agora vou contar duas experiências, no relógio cronológico.
Uma aconteceu quando eu era adolescente.
Sabemos que nessa época a sexualidade aflora e muito.
Escuto de um colega:
Po as duas da manhã tem um programa muito bom!
Cara eu assisto de boa no meu quarto é muito da hora!
Duas da manhã... qual canal? Beleza. Pegando todas as informações, sexta-feira, nada pra fazer no sábado e pensei: Po vou conferir o tal programa! Pro horário..... Putz não vou perder.
5 pras duas, ligo a TV no canal indicado.
Ouço o anúncio. Parece legal.
Daqui há pouco estou eu escutando uma musiquinha e nada mais.... Vou escutando a música e nada....
Acaba a música... Um anúncio e outra música...
Eu não entendendo merda nenhuma.
depois que terminou a terceira música eu perdi a paciência e fui dormir.
No dia seguinte, fui perguntar a ele:
Que merda de programa é esse que você me indicou que só fica tocando musiquinha?
Não andré, é o seguinte: Enquanto a música toca, fica uma menina dançando e tirando a roupa. Troca a menina de acordo com a música.
Ai que ódio!
Ele me faz ficar acordado pra isso!
Nossa mas xinguei ele muito. Até que ele responde: Ué cara. Eu falei que o programa é bom. Não falei que servia pra você.... Mas que vontade de matar o cara!
kkkkkkkkkkkkkkkkk.
A outra já na minha fase adulta, mas de uma forma diferente:
Gostava de assistir ao canal aXN.
Tinha algumas séries legais no início dos anos 2000 que não vou me atrever a escrever os nomes porque não lembro a grafia, mas beleza.
Mas eu tinha um problema sério com aquele canal.
eles mostravam a série, dia, mas jogavam o horário na tela!
Aí eu tinha que: Ou chamar alguém que enxerga (nessa época não morava sozinho) pra vir correndo durante o anúncio para me falar, ou ir no site do canal na Internet depois e pesquisar.
Aí eu pensava: E quem não tem computador e mora sozinho?
Vou mandar e-mail pra eles.
escrevir, contei toda a situação, bla, bla, bla.
Na semana seguinte noto que começaram a falar os horários.
Pensei: independente de terem lido meu e-mail ou não, tá legal! Agora acabou a dificuldade!
duas semanas depois começa a veicular um anúncio:
A partir de tal dia, as séries do canal passarão a ser legendadas, preservando o audio original! kkkkkkkkkkk. Adiantou muito!
No próximo post eu vou contar sobre uma saga que começou anos depois disso, quando comecei a praticar inglês e por questões de treino, comecei a optar por assistir no cinema a alguns filmes legendados.
Mas sinceramente eu não esperava que daria tanta confusão! kkkkk.
Amanhã eu conto.
Mas não poderia terminar esse post antes de demonstrar minha felicidade, como apaixonado por esporte e lógico, mostrar o que é uma narração acessível!
Já que no post domingo de futebol na tV eu falei das dificuldades com as narrações de sílvio Luiz, nada mais justo do que agora elogiar um cara que faz uma narração perfeita, no que dis respeito à acessibilidade.
dica: As 500 milhas de Indianapolis domingo será uma corrida narrada por ele!
Teo José!
Desde a época da rede Manchete eu o admiro. A narração dele dá total noção para um cego do que acontece em todos os esportes que narra.
Automobilismo, por exemplo tudo começa com a volta pelo circuito onde um carro é seguido pela câmera. Ele daí vai descrevendo todo o circuito.
O cego a essa altura já sabe como é a pista em questão.
Na hora de narrar a corrida, seja tentativas, ultrapassagens a narração dele além de emocionante é descritiva.
Na hora de um replay de um acidente ou ultrapassagem, novamente ele descreve com detalhes.
Se eu tivesse que dizer algo a ele nesse momento diria:
Cara! Sua narração dá total noção até mesmo para um cego do que acontece.
Parabens!
Não sei se faz isso intencionalmente ou não, mas de qualquer forma, continue!
É isso que eu diria. Já postei isso no Twitter uma vez e já tentei mandar 2 e-mails dizendo isso a ele mas voltou. Um dia eu consigo! rs.
Então é isso galera! Amanhã eu conto sobre as legendas no cinema.
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quarta-feira, 28 de abril de 2010
Viajando na maionese
Faaaaaaaaala galera!
Acho que esse título é bem adequado, pois vou tentar mostrar um pouquinho da realidade e as várias reações que as tentativas de mostrar o cotidiano de um cego podem causar.
Vocês devem se lembrar da novela américa. Nela Havia o personagem Jatobá, interpretado se não me engano pelo Marcos Frota.
A, se eu errei a novela ou o autor, me desculpem Eu pra novela sou uma negação, já que não acompanho nenhuma.
Em fim. Na época que essa novela passava, minha mãe conheceu uma pessoa. Advirto que esse fato que vou contar, nem quem a escreveu esperava ou espera ser possível.
Então minha mãe comentou sobre mim.
Meu filho não enxerga, é técnico em Informática e no momento ele está viajando. Pois é, ele sai, viaja.
Eis que a senhora pergunta: Ah! Então tudo aquilo que mostra na novela com o Jatobá é verdade mesmo?
Outro fato engraçado.
Vocês lembram quando Geraldo Magela, começou a fazer parte da Escolinha do Barulho?
Tem tempo.
Eu achei uma sacada muito legal, pois temos que concordar que as pessoas começaram a ter mais noção de como nos ajudar e como proceder, vendo o Magela na televisão.
Não que já não tenha o que melhorar. Meu blog mesmo mostra o contrário ou pelo menos tenta. rs. Mas existe uma diferença entre o pré e o pós magela.
Lógico, houve a polêmica. Eu penso dessa forma. Mas também existem os cegos que não gostavam e não gostam dele, por achar palhaçada o que ele fazia ou faz e tal. Mas em fim. Assim como existem os que não gostam dele, tem os que não gostam de mim e se nem Jesus cristo conseguiu agradar a todos, não seremos nós que o faremos.
Mas voltando ao foco.
Certa vez estava assistindo ao programa. Ele apareceu. dei muitas gargalhadas pois eu me via (ué mas cego vê? rs.) várias vezes nas histórias que ele contava.
Quando o quadro terminou, minha avó que estava na sala pergunta: Ué, mas ele não é cego de verdade, é? sim, vó. Ele é.
Antes de contar a terceira história eu vou fazer uma pausa, voltando à frase que eu escrevi anteriormente.
Vocês lembram que escrevi: "Me vi várias vezes nas histórias que ele contava". Voltei a essa frase justamente para mostrar que não se deve utilizar substituição de termos para as pessoas com alguma deficiência, seja qual for.
Então, perguntas como você viu o que aconteceu? Você assistiu ao filme ontem, devem ser feitas com naturalidade, sem constrangimento, mesmo para um cego.
Isso se aplica, até mesmo, à termos como: Amanhã a gente se vê. claro que se essa afirmação for feita pra mim eu vou tirar um barato perguntando: Ah! Então amanhã acontecerá um milagre? Ou: quanto a você me ver eu acredito, agora eu te ver... kkkkkkkkkkkk.
Certa vez uma amiga também cega usou um termo desses e eu respondi. meio que nesse estilo. Não vi, sou cego. kkkkk.
Aí ela joga a frase: Não se deve substituir termos para pessoas com deficiência. eu disse: Concordo. Mas existe uma regra que está sempre acima dessa. deve-se, sempre que possível, sacanear a pessoa que está sentada na mesma mesa que a gente, mesmo que seja pela não substituição de termos. kkkkkkkkkk.
Agora, dada a explicação pretendida, vamos finalmente à última história prometida.
Perguntei no MSN para uma amiga:
Você já visitou meu blog?
Sim. Muito criativo...
Gente, isso é justamente o que meu blog não tem. criatividade. Não precisa. Tudo que eu conto aqui acontece mesmo! kkkkkkk
acabo de lembrar de mais uma história. Um amigo tinha um site. Ele se dedicava pra caramba em montar, atualizar. ele mesmo fazia o próprio site. Precisava de algumas ajudas no que diz respeito à questão visual, saber se estava da forma que ele queria e também, depoimentos de pessoas.
Se quiserem poderão conhecer em:
www.bengalalegal.com
Certa vez ele me contou que colocou no site um agradecimento às pessoas que o ajudam a manter o site. Lógico. Através de depoimentos, troca de experiências.
Dias depois, uma visitante assina o livro de visitas dizendo algo como: Diga a sua mulher que ela está de parabéns. O site está maravilhoso!
é... depois dessa, melhor parar por aqui, né?
Acho que esse título é bem adequado, pois vou tentar mostrar um pouquinho da realidade e as várias reações que as tentativas de mostrar o cotidiano de um cego podem causar.
Vocês devem se lembrar da novela américa. Nela Havia o personagem Jatobá, interpretado se não me engano pelo Marcos Frota.
A, se eu errei a novela ou o autor, me desculpem Eu pra novela sou uma negação, já que não acompanho nenhuma.
Em fim. Na época que essa novela passava, minha mãe conheceu uma pessoa. Advirto que esse fato que vou contar, nem quem a escreveu esperava ou espera ser possível.
Então minha mãe comentou sobre mim.
Meu filho não enxerga, é técnico em Informática e no momento ele está viajando. Pois é, ele sai, viaja.
Eis que a senhora pergunta: Ah! Então tudo aquilo que mostra na novela com o Jatobá é verdade mesmo?
Outro fato engraçado.
Vocês lembram quando Geraldo Magela, começou a fazer parte da Escolinha do Barulho?
Tem tempo.
Eu achei uma sacada muito legal, pois temos que concordar que as pessoas começaram a ter mais noção de como nos ajudar e como proceder, vendo o Magela na televisão.
Não que já não tenha o que melhorar. Meu blog mesmo mostra o contrário ou pelo menos tenta. rs. Mas existe uma diferença entre o pré e o pós magela.
Lógico, houve a polêmica. Eu penso dessa forma. Mas também existem os cegos que não gostavam e não gostam dele, por achar palhaçada o que ele fazia ou faz e tal. Mas em fim. Assim como existem os que não gostam dele, tem os que não gostam de mim e se nem Jesus cristo conseguiu agradar a todos, não seremos nós que o faremos.
Mas voltando ao foco.
Certa vez estava assistindo ao programa. Ele apareceu. dei muitas gargalhadas pois eu me via (ué mas cego vê? rs.) várias vezes nas histórias que ele contava.
Quando o quadro terminou, minha avó que estava na sala pergunta: Ué, mas ele não é cego de verdade, é? sim, vó. Ele é.
Antes de contar a terceira história eu vou fazer uma pausa, voltando à frase que eu escrevi anteriormente.
Vocês lembram que escrevi: "Me vi várias vezes nas histórias que ele contava". Voltei a essa frase justamente para mostrar que não se deve utilizar substituição de termos para as pessoas com alguma deficiência, seja qual for.
Então, perguntas como você viu o que aconteceu? Você assistiu ao filme ontem, devem ser feitas com naturalidade, sem constrangimento, mesmo para um cego.
Isso se aplica, até mesmo, à termos como: Amanhã a gente se vê. claro que se essa afirmação for feita pra mim eu vou tirar um barato perguntando: Ah! Então amanhã acontecerá um milagre? Ou: quanto a você me ver eu acredito, agora eu te ver... kkkkkkkkkkkk.
Certa vez uma amiga também cega usou um termo desses e eu respondi. meio que nesse estilo. Não vi, sou cego. kkkkk.
Aí ela joga a frase: Não se deve substituir termos para pessoas com deficiência. eu disse: Concordo. Mas existe uma regra que está sempre acima dessa. deve-se, sempre que possível, sacanear a pessoa que está sentada na mesma mesa que a gente, mesmo que seja pela não substituição de termos. kkkkkkkkkk.
Agora, dada a explicação pretendida, vamos finalmente à última história prometida.
Perguntei no MSN para uma amiga:
Você já visitou meu blog?
Sim. Muito criativo...
Gente, isso é justamente o que meu blog não tem. criatividade. Não precisa. Tudo que eu conto aqui acontece mesmo! kkkkkkk
acabo de lembrar de mais uma história. Um amigo tinha um site. Ele se dedicava pra caramba em montar, atualizar. ele mesmo fazia o próprio site. Precisava de algumas ajudas no que diz respeito à questão visual, saber se estava da forma que ele queria e também, depoimentos de pessoas.
Se quiserem poderão conhecer em:
www.bengalalegal.com
Certa vez ele me contou que colocou no site um agradecimento às pessoas que o ajudam a manter o site. Lógico. Através de depoimentos, troca de experiências.
Dias depois, uma visitante assina o livro de visitas dizendo algo como: Diga a sua mulher que ela está de parabéns. O site está maravilhoso!
é... depois dessa, melhor parar por aqui, né?
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