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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Viajando na maionese

Faaaaaaaaala galera!

Acho que esse título é bem adequado, pois vou tentar mostrar um pouquinho da realidade e as várias reações que as tentativas de mostrar o cotidiano de um cego podem causar.

Vocês devem se lembrar da novela américa. Nela Havia o personagem Jatobá, interpretado se não me engano pelo Marcos Frota.
A, se eu errei a novela ou o autor, me desculpem Eu pra novela sou uma negação, já que não acompanho nenhuma.

Em fim. Na época que essa novela passava, minha mãe conheceu uma pessoa. Advirto que esse fato que vou contar, nem quem a escreveu esperava ou espera ser possível.

Então minha mãe comentou sobre mim.

Meu filho não enxerga, é técnico em Informática e no momento ele está viajando. Pois é, ele sai, viaja.

Eis que a senhora pergunta: Ah! Então tudo aquilo que mostra na novela com o Jatobá é verdade mesmo?

Outro fato engraçado.

Vocês lembram quando Geraldo Magela, começou a fazer parte da Escolinha do Barulho?

Tem tempo.

Eu achei uma sacada muito legal, pois temos que concordar que as pessoas começaram a ter mais noção de como nos ajudar e como proceder, vendo o Magela na televisão.
Não que já não tenha o que melhorar. Meu blog mesmo mostra o contrário ou pelo menos tenta. rs. Mas existe uma diferença entre o pré e o pós magela.

Lógico, houve a polêmica. Eu penso dessa forma. Mas também existem os cegos que não gostavam e não gostam dele, por achar palhaçada o que ele fazia ou faz e tal. Mas em fim. Assim como existem os que não gostam dele, tem os que não gostam de mim e se nem Jesus cristo conseguiu agradar a todos, não seremos nós que o faremos.

Mas voltando ao foco.

Certa vez estava assistindo ao programa. Ele apareceu. dei muitas gargalhadas pois eu me via (ué mas cego vê? rs.) várias vezes nas histórias que ele contava.

Quando o quadro terminou, minha avó que estava na sala pergunta: Ué, mas ele não é cego de verdade, é? sim, vó. Ele é.

Antes de contar a terceira história eu vou fazer uma pausa, voltando à frase que eu escrevi anteriormente.

Vocês lembram que escrevi: "Me vi várias vezes nas histórias que ele contava". Voltei a essa frase justamente para mostrar que não se deve utilizar substituição de termos para as pessoas com alguma deficiência, seja qual for.

Então, perguntas como você viu o que aconteceu? Você assistiu ao filme ontem, devem ser feitas com naturalidade, sem constrangimento, mesmo para um cego.

Isso se aplica, até mesmo, à termos como: Amanhã a gente se vê. claro que se essa afirmação for feita pra mim eu vou tirar um barato perguntando: Ah! Então amanhã acontecerá um milagre? Ou: quanto a você me ver eu acredito, agora eu te ver... kkkkkkkkkkkk.

Certa vez uma amiga também cega usou um termo desses e eu respondi. meio que nesse estilo. Não vi, sou cego. kkkkk.

Aí ela joga a frase: Não se deve substituir termos para pessoas com deficiência. eu disse: Concordo. Mas existe uma regra que está sempre acima dessa. deve-se, sempre que possível, sacanear a pessoa que está sentada na mesma mesa que a gente, mesmo que seja pela não substituição de termos. kkkkkkkkkk.

Agora, dada a explicação pretendida, vamos finalmente à última história prometida.

Perguntei no MSN para uma amiga:

Você já visitou meu blog?

Sim. Muito criativo...

Gente, isso é justamente o que meu blog não tem. criatividade. Não precisa. Tudo que eu conto aqui acontece mesmo! kkkkkkk

acabo de lembrar de mais uma história. Um amigo tinha um site. Ele se dedicava pra caramba em montar, atualizar. ele mesmo fazia o próprio site. Precisava de algumas ajudas no que diz respeito à questão visual, saber se estava da forma que ele queria e também, depoimentos de pessoas.

Se quiserem poderão conhecer em:

www.bengalalegal.com

Certa vez ele me contou que colocou no site um agradecimento às pessoas que o ajudam a manter o site. Lógico. Através de depoimentos, troca de experiências.

Dias depois, uma visitante assina o livro de visitas dizendo algo como: Diga a sua mulher que ela está de parabéns. O site está maravilhoso!

é... depois dessa, melhor parar por aqui, né?