O que você acha da minha ideia de indicar algum som que curto em cada postagem do Cotidiano Cego?

sábado, 4 de julho de 2015

EM FIM, CASADO!

Faaaaaaaaala galera!

Em fim, de volta ao blog.

Desta vez, vim contar sobre a mais nova novela, digna do interesse dos
maiores autores. "Meu Casamento.

Tudo começou com a primeira ida no cartório. Lá, descobri que cometia
um crime desde que nasci. Ser cego. Afinal, se isso não fosse um
crime, por que me exigiram uma testemunha a mais?

Marquei nova data e voltamos com as duas testemunhas, e mais aquela
que assinaria o meu crime da cegueira. kkkkk.

Depois de mais ou menos duas horas de espera, não aceitaram a
assinatura da testemunha,só porque ela cometeu o mesmo crime. Também
era cega.

Saímos do cartório.

Na porta, um caso de polícia.

Calma! Eu e a testemunha não fomos presos por sermos cegos. kkk.

Simplesmente, o camarada foi acompanhado de uma cadela guia e, ao
pegar um táxi, o motorista cismou que não ia levar.

Chamamos a polícia, aguardamos a viatura depois de um verdadeiro barraco.

Aí, fui correr à trás de testemunhas que o cartório aceitasse.

Na terceira ida ao cartório, uma das testemunhas, quase faz com que
não conseguíssemos marcar a data mais uma vez.

Chegou Faltando um minuto para o fechamento do cartório.

Enquanto a papelada era preenchida, mais um barraco.

Um casal, que chegou ao cartório para fazer o mesmo que já estávamos
tentando pela terceira vez, começa a bater boca com o escrivão, porque
não daria tempo de serem atendidos.

Detalhe: a testemunha atrasou porque precisou ser chamada de última
hora, pois a pessoa que levei, asinou, mas o cartório não aceitou o
RG, pois a foto era de quando o sujeito era criança.

Aí eu me pergunto: Visto que o sujeito hoje tem 29 anos, será que não
teve tempo dew trocar a merda do RG?

Na hora de chamar a testemunha que se atrasou, minha esposa procura o
celular dela e....... Cadê?

Sim. ela perdeu o celular. kkkkk.

Ligamos do meu e o celular dela até hoje está num lugar incerto ew não sabido.

E mais um detalhe. Esperamos chamar um casal de amigos que veio às
preças. convivemos com a pressão do escrivão, que nos informou que só
poderia marcar a data, caso a testemunha chegasse em até 5 minutos.
Ela chegou faltando 1, como citei acima.

Depois de tudo isso, até que em fim marcamos a data.

Calma. Até agora foi só metade da novela...

Nos foi entregue um papel a ser preenchido e entregue no cartório.

Fui entregar e, ao chegar lá, a assinatura do mesmo cidadão que não
trocou o RG, não foi aceita.

Ligo para um amigo, novamente às preças, para pegar a cópia dos
documentos para que ele pudesse substituir a criança adulta.

Na véspera do casamento, combinamos de dormir em São Paulo na casa de
um amigo, para que nada desse errado.

Ledo engano.

O ônibus no qual minha esposa estava quebrou e ficou horas na estrada.

No dia 9 de maio, finalmente fomos celebrar o casamento.

Quando o Juiz falou:

"Senhorita"...... Ela já disse: Sim, Sim, Sim, Sim. kkkkkk.

Afinal, estávamos em maio, quando essa nevela na verdade, começou em
fevereiro. kkkkk.

E finalmente, nos casamos.

Na próxima postagem, contarei a novela da mudança.,

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

SEGUNDA-FEIRA



Faaaaaaaaala galera!

Hoje é segunda-feira.

Como sabemos, costuma ser o dia internacional da preguiça, além de outras coisas. Mas, uma segunda igual à anterior, nunca tive.
Começa com a vinda para o trabalho.

O ponto de ônibus estava vazio, por alguma razão a qual desconheço.

Eis que encosta um ônibus.

Aí eu pergunto:

É o aclimação?

Um cidadão chega e pergunta:

Vai pegar esse ônibus?

Eu dizia: Depende... É o aclimação?

Ele: Não. O aclimação vem atrás desse. Vou te ajudar.

E de repente o camarada começa:

“Eu tenho minhas crises também. Faço tratamento com psiquiatra.

Cara! É foda!

Lá eles batem a cabeça na parede, comem merda... É foda, mano!

Mas, Deus nunca dá um fardo maior do que a gente pode carregar!”

E eu respondo: É verdade.

Enquanto respondia, tentava esconder ao máximo tudo que passava pela minha cabeça naquele momento.

Coisas tipo:

Será que seria pedir demais o fato de não querer que o cidadão tivesse uma crise naquele momento? Justamente naquele momento?

Será que ele ta me colocando no ônibus certo?

Em fim:
Felizmente consegui entrar no ônibus correto e seguir rumo ao trabalho.

Na hora do almoço, percebi que não havia colocado o celular para carregar na noite anterior e, pior: Não trazia comigo, nem o celular, nem o carregador.

Fui tentar arrumar um carregador emprestado.

Um amigo do trabalho disse:
Tem um esquema aqui para carregar. Me empresta o celular.

Entreguei e nem me preocupei. Aliás, ainda estávamos na hora do almoço.

Somente depois que ele foi embora e o pessoal perto de mim estava em serviço externo, lembrei que meu celular estava carregando e o pior: Eu não fazia ideia de onde ele estava.

Pedi para que uma amiga ligasse para o meu celular a fim de, pelo som do toque, localizá-lo.

Cheguei onde ele estava pelo som, mas não encontrava.

Decidi: Vou deixar a bengala na mesa para ficar mais fácil tatear.

Aí sim, usando as duas mãos, depois de um bom tempo, descobri que ele havia colocado embaixo de alguns papéis, para que não ficasse à vista.

Quando finalmente achei o celular, começo a procurar a bengala na mesa e.... Cadê?

Não lembrava o local exato no qual pus a bengala.

Só que aí tem uma diferença:

Não existe possibilidade de ligar para a bengala e assim descobrir onde ela está. Kkkkkk.

A sorte que um camarada da outra divisória passou por mim se despedindo e eu pedi que me ajudasse a procurar a bengala.

E aí pensando:

Vou para a faculdade.

Um chamado a ser atendido e o sistema fica lento. Resultado:

Já atrasei minha saída do trabalho em 5 minutos.

Quando estou simplesmente saindo, dor de barriga.

Volto, pois seria muito arriscado ir para o metrô ou para o ponto de ônibus.

Depois de passada a tempestade, achei melhor ir para casa, porque a aula já era.

Ia chegar lá meia hora depois, perder a metade dela e achei por bem ir para casa e assistir ao vídeo no portal.

Chego no ponto de ônibus, uma moça pergunta:
Vai pegar qual ônibus?

Eu: Santana ou Lapa.

Chiii. Os dois acabaram de passar!

Eu mereço!

Daqui há pouco:

Moço! Eu to indo porque o meu ônibus já chegou.

Agradeci e disse que não tinha problema, pois pediria a outra pessoa.

Claro que isso seria bastante facilitado se houvesse outra pessoa no ponto.

Nesse momento, eu só queria uma coisa:

Que a dor de barriga não voltasse.

Felizmente, pelo menos isso ocorreu como eu esperava.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

FIM DE SEMANA EM SANTOS



Faaaaaaaaala galera!

Não foi esse fim de semana que eu passei em Santos. Foi o retrasado.

Para vocês verem como eu não to atrasado, né? Kkkkk.

Sobre esse fim de semana, incluindo a festa maravilhosa na qual fui sábado e voltei no domingo, eu vou contar amanhã. Inclusive o momento onde eu tentei dançar Funk até o chão, apesar de não ser muito meu estilo.

É. Já comecei a falar demais. Kkkkkk.

Mas, amanhã eu continuo essa história.

Vamos primeiro falar do fim de semana anterior.

Quais motivos me levaram a santos?
Acho melhor abafar o caso e não dar maiores detalhes, pelo menos agora.

Cheguei na rodoviária, após uma viagem que chegou a me fazer pensar estar andando de jegue. O motorista do ônibus parecia não passar dos 20 KM/H.

Eu já sabia que isso era comum nos ônibus dentro de Santos. Mas, nos intermunicipais, nunca tinha passado por essa experiência.

Mas, tem uma explicação.

O ônibus era da Cometa e, como normalmente os cometas passam de 100 em 100 anos, eles devem estar tentando fazer com que a viagem São Paulo Santos dure esse tempo. Kkkkkk.

Finalmente cheguei.
Seria aguardado por duas amigas.

Seria, porque uma resolveu se esconder que nem bicho do mato enquanto a outra falou que ia me zuar quando eu chegasse. Kkkkkkk.
Ao chegar a casa.

Minha amiga abre gentilmente o portão e começa a saga de subir ladeira e degraus.

Sinceramente, deve ter uma média de 80 degraus até chegar dentro da casa dela.

E sua residência segue o padrão de construções adotado em Santos.

A norma lá é: Se construir escada, nunca faça todos os degraus do mesmo tamanho. Só pode.... Deve ter alguma norma indicando isso, pois é comum. Encontrei essa situação em vários lugares nos quais fui.

Ao chegar lá em cima, elas falam:

André.

Você se importa em ficar aqui enquanto a gente vai no mercado?

Imagina! Jamais eu me importaria.

Afinal, descer aquilo tudo e subir de novo depois de no máximo 20 minutos era tudo que eu não queria. Kkkkkkkk.

A única coisa que me faria descer até o mercado era que eu queria comprar cerveja. Mas, como elas disseram que levariam.....

Se fosse necessário, eu faria até a subida 5 ou 10 vezes pra comprar cerveja.

Estamos lá  conversando, rindo e, às 18 H, saboreamos um delicioso almoço. Kkkkk.

Sairíamos no domingo.

Após a análise dentre as opções disponíveis, resolvemos ir ao Guarujá.

Achei ótimo!

Nunca tinha ido lá e queria conhecer. Além disso, pensei: Vou tirar onda fazendo um checkin no Foursqware lá do Guarujá.

Fomos pra catraia.

Surpresa!

Acessibilidade total!

Um Piso tátil devidamente instalado nos dois lados, tanto em Santos como em Vicente De Carvalho.

E o piso está fazendo as sinalizações corretas, mostrando que não basta ter o piso e sim, que o mesmo deve seguir a norma e ser realmente útil.

Pegamos então um ônibus para o Guarujá.

Na parada em um dos pontos, uns gritos de uma moça que era assaltada do lado de fora, naquele momento.

Todo mundo com medo Que eles entrassem no ônibus, já que a menina fez isso após perder o celular.

Aí minhas amigas comentam:

“Acho mais seguro a gente ir para o shopping.”

E eu pensando:

“Não acredito que saí de São Paulo para ir a um shopping no Guarujá, mas, em fim...”

Passamos na praia pra tirar fotos e depois fomos ao shopping.

Na volta:

Ônibus lotado e trânsito semelhante ao da hora do rush em São Paulo.

Ou seja: Não andava.

E, como nada é tão ruim que não possa piorar, um camarada resolve tirar o sapato dentro do ônibus.

Calma. Além de tudo ele ainda estava perto de mim.

Trânsito não andava, ônibus abafado e chulé bem perto do meu nariz....... Imaginem o drama...

Uma hora depois, o cidadão finalmente desceu do ônibus.

Voltamos pra catraia, pegamos uma lotação e tem mais história.

Primeiro uma moça reclamando com um moleque que não ficava quieto de jeito nenhum. Nem durante o culto.

Ela dizia:

“João Pedro! Fica quieto!”

E o menino aprontava e dizia:
“Mãe. Te amo..”

Kkkkkk.

Minha amiga olha pra minha cara e pergunta: “Do que você ta rindo?”

E eu dizia: “acho melhor não falar agora.”

Uma hora a mulher:
“Vou ver se o pastor consegue dar um jeito em você.”

Sinceramente, acho que dar jeito naquele moleque é realmente um milagre impossível. Kkkkkk.

Uma hora ela solta:

“Pa João Pedro!  Esse moleque parece que tem um Exu mirim que fica atentando todo mundo!

E eu, colocando a mão no queixo, na boca, para tentar não mostrar que estava rindo.

Até que de repente começo a ouvir uma mulher no celular:

“Nossa! Eu vi as fotos. Não dava pra saber quem tava segurando quem.

Ainda bem que tinha um coqueiro pra ajudar!” kkkkk.

Descemos da lotação.

Minha amiga dizendo que já foi e voltou várias vezes do Guarujá e nunca tinha acontecido metade do que aconteceu na viagem comigo.

“Parece que você atrai!” disse ela.

Ah.

Eu já ia esquecer de registrar algo que não podia deixar.

Um dos filhos de uma das amigas, me viu e ficou todo envergonhado.

O moleque ficou sem ação.

Claro! Devia ser novidade pra ele.

Aí ele sai de onde eu estava, vai para o irmão e diz:

“Nossa! Tem um cara aqui com os olhos caindo!”

Kkkkkkkkkkk. Kkkkkkk.
Me lembrou uma vez que eu estava indo para o ponto de ônibus e uma criança fala para a mãe:

“Mãe! Olha lá o cara sem os olhos!”

Kkkkkkkkkk.

A mulher ficou toda sem graça e eu dando gargalhadas.

Quando a moça percebeu que eu estava rindo, começou a rir também.

E a viagem terminou com um Senhor ao meu lado gentilmente me acordando na rodoviária e eu agradecendo, pois graças a ele, não fui parar na garagem da Ultra.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

ACESSIBILIDADE NAS FINANÇAS

Faaaaaaaaala galera!

Quem se lembra?

Para cegos acima dos 30, num passado não tão distante, certas situações eram corriqueiras.

Qual cego nunca saiu com uma mochila, cheia de papéis em Braille com os números de telefone de pessoas para as quais sabia que poderia precisar ligar enquanto estava na rua?

Qual cego, não pegou o celular para fazer determinada ligação e recebeu a mensagem: “Você não possui crédito suficiente para fazer essa chamada”?

Exato.

Mesmo quando o celular já havia se popularizado, não tínhamos acesso às agendas e por isso, o monte de papel.

Também não tínhamos acesso à quantidade de créditos, pois vinha numa mensagem que não podíamos ler.

Quantos de nós, ao vermos que não tínhamos crédito, não recorríamos a um orelhão, sacávamos aquele cartão de 90 unidades o qual jurávamos possuir crédito e...... adivinhem...... Pois é. Não vimos o visor depois da última ligação. Kkkk.

As contas.

Nossa. Essas, eram de amargar.

Embora já existisse o débito automático, no caso de cobrança indevida, só sabíamos quando o dinheiro saía da nossa conta.

Aliás, cobrança indevida é algo que nunca acontece nas prestadoras de serviço do Brasil, né?

Com o advento da Internet, surgiu a possibilidade de consultarmos o saldo pelo site. Mas, quem não tinha acesso.... Bom... Os bancos implementaram a possibilidade da consulta e também de outras operações por telefone.

Isso começou a nos ajudar.

Extrato bancário, significava expor sua vida financeira para alguém.

Pois é. Alguém precisava saber se estávamos duros como coco, ou quem sabe, invejar os poucos trocados que poderíamos ter a mais.

Afinal, se fôssemos ao banco pegar o extrato, alguém precisaria ler, nem que fosse a pessoa do caixa.

Com o tempo, começou a ser possível consultar extratos, tanto da conta quanto do cartão de crédito, via Internet, celular e tal.

Aliás, foi em 2006 que peguei o primeiro celular com leitor de telas.

Era caro e tive de juntar uns trocados para comprar um usado.

Instalei um programa e achei maravilhoso fazer no celular coisas que todo mundo fazia, menos eu.
Tipo: Mandar e ler torpedos, acessar a agenda, ver se ainda tinha bateria....., verificar meus créditos.

É. Nunca mais paguei mico depois desse dia. Kkk.

André. E as contas?

Sim.

As contas. Tinha me esquecido delas....

OPS. Tinha esquecido de falar! Não de pagar!... É bom explicar antes que me entendam mal.

Hoje, quase todas as prestadoras de serviço nos dão a opção de receber fatura por e-mail.

Assim era com a Sky, Net, agora claro TV.

Quando não, podemos consultar no próprio site.

Essas faturas, exceto a da Tim, são bem acessíveis.

Claro que me refiro às empresas das quais recebo faturas.

Ficou bem mais fácil. Agora podemos ler nossas contas, acessar o banco para pagar, tudo no maior conforto e praticidade.

Aliás, isso também ajuda às pessoas com maiores dificuldades de locomoção que as nossas, ou pessoas com tempo escasso.

No meu caso, o tempo também é escasso.

Existe o DDA, onde somos avisados por e-mail e celular quando temos um boleto a pagar.

Se mesmo assim teve um mês no qual esqueci de pagar o boleto da faculdade, imagina se não fosse isso! Kkkkkk.

Coloquei em débito automático pra sanar o problema. Afinal, eu jurava que tinha pago. Kkkkkk.

Reparem que a tecnologia e a inclusão andam lado à lado.

Penso que para os mais jovens, o processo de inclusão não será tão árduo.
Hoje, coisas do total cotidiano da molecada como redes sociais, também fazem parte da nossa.

Quando se consegue falar e agir de igual pra igual, a inclusão é mais fácil e no caso da molecada, com certeza o crescimento virá com uma mentalidade diferente.

Na próxima postagem, vou falar de livros digitais.

Abordarei como eles nos ajudam no acesso à leitura e os obstáculos que nus impede o acesso à títulos de algumas editoras. É gente.

Mais uma vez falaremos de acessibilidade.

Alguma pergunta?

A sugestão de tema?

Alguma curiosidade de sua parte?

Escreva para mailto:andre.carioca@gmail.com, ou siga @andrecarioca200 no Twitter.

Pode também procurar André Luís De Assis no Facebook.

Já meu Whatsapp.....

Esse, quem sabe depois de um relacionamento mais estreito de amizade você não consegue? Kkkkk.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

CARDÁPIO, INTERNET E ACESSIBILIDADE

Faaaaaaaaaaaaala galera!

Vocês devem estar se perguntando: o que tem a ver esse título?

Garanto que não é uma receita de salada e, ao ler a postagem, vocês entenderão o que quero dizer.

É muito comum chegarmos a um bar, lanchonete ou restaurante e não termos acesso ao cardápio.

Embora exista uma lei abusiva em São Paulo que tenta obrigar os estabelecimentos a terem cardápio em Braille, qualquer pessoa de bom senso sabe que isso é inviável.

O custo para produção dos mesmos é muito alto e, o mesmo gasto terá que ser efetuado a cada atualização que esse cardápio sofrer.

Mas, há uma luz no fim do túnel! Claro que nós, cegos, não vemos a luz, mas.... kkkkk.

O advento da tecnologia, computador Internet, smartphones, trouxe uma alternativa muito mais barata, através de um recurso que alguns estabelecimentos já utilizam. Cardápio online!

Muitos estabelecimentos já disponibilizam seu cardápio na internet.

Que tal se ele for acessível?

certamente, os donos de estabelecimentos vão perguntar: tornar meu cardápio online acessível. Quanto eu vou gastar a mais com isso?
Resposta: Absolutamente nada!

Isso mesmo. O custo já existente para colocar seu cardápio na Internet pode já deixar ele acessível, dependendo de como for elaborado.

Você pode promover inclusão e acessibilidade com um cardápio que já usa.

Quais são as vantagens?

1. Mobilidade
Não é necessário estar no estabelecimento para ler seu cardápio, permitindo escolher seu pedido no caminho, ou até mesmo antes de sair de casa, chegando ao estabelecimento já sabendo o que quer.
2. Praticidade.
Pra que ler todo o cardápio se já podemos ir direto na parte que nos interessa?

E antes que surja o argumento:
"Mas isso não será acessível a todos os cegos!

vou te responder: O braille também não é.

Pode parecer estranho, mas muitos cegos não sabem Braille. Principalmente os não congênitos.

Alguns, não aprendem por já serem alfabetizados. Outros, desistem do Braille com o tempo, pelo seguinte motivo:

Existe uma comissão que, para mostrar serviço, de tempos em tempos resolve modificar a grafia de alguns símbolos do sistema, como os de pontuação e os matemáticos.

Olha! aprender e reaprender a mesma coisa dá no saco!

Tal comissão ainda se diz organizadora do Braille.

Não estou, de forma alguma, defendendo a extinção do Braille. Afinal ele tem sua importância, como por exemplo, na alfabetização da criança cega.

Agora, vamos aplicá-lo onde é viável, né?

segue abaixo alguns lugares que eu frequento e que ao ler seus cardápios na Internet, descobri que são acessíveis:

http://www.linssushi.com.br

http://www.makisplace.com.br http://www.makisplace.com.br

Tem também os sites delivery:

http://www.ifood.com.br

http://www.restauranteweb.com.br

www.pedidosja.com.br

Opa... Já tava esquecendo de um restaurante que eu fui e é muito bom!

http://www.rotadoacaraje.com.br

O leitor que souber de outro restaurante com cardápio acessível, compartilhe nos comentários!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

CONSUMO INACESSÍVEL

Faaaaaaaaaaaaala galera!

Segunda-feira e a preguiça domina?

Passei por isso antes de levantar.

Esse som aqui me ajudou a acordar e espero que te ajude também.

https://www.youtube.com/watch?v=TNKttMFgaf0

Já bati várias vezes nessa tecla.

A cultura de nossa sociedade com relação aos cegos faz com que até
hoje, não sejamos vistos como consumidores.

Semana retrasada, me aconteceu mais um fato que ilustra essa infeliz realidade.

Quinta retrasada, entrou em cartaz nos cinemas o filme Guardiões Da Galáxia.

Ouvi falar muito do filme e decidi assistir. Minha vontade ficou bem
maior após assistir ao trailer do filme. aliás, acho que os trailers
são divulgados exatamente com essa intenção, certo?

Primeira semana, procura grande e, para não correr o risco de ir ao
cinema e bater com a cara na porta por não haver mais seções
disponíveis, como aconteceu comigo na estreia do filme 2012, resolvi
comprar online através do Ingresso.com.

Já cabe uma correção aqui. Tentar comprar seria o termo correto a ser
utilizado nesse caso.

Primeiro fui ao aplicativo para celular.

Achei o cinema próximo à minha casa e o escolhi.

Abriu a tela para escolher o tipo de seção.

Aí, meu problema começou.

Não tinha nada que indicasse a seção na qual estava clicando.

Se era legendada, dublada ou 3D.

Resolvi então desistir, abrir meu Notebook e ir pelo site.

Lá, achei o cinema mas jamais, de uma forma acessível, o botão para
comprar o ingresso.

Talvez, existisse alguma imagem indicando onde eu deveria clicar, mas,
por motivos óbvios, não vi.

Custa colocar um link ou um botão chamado comprar na porra do site?

vVendo que não tive sucesso na tentativa,...... Pera aí...... De
repente eu deveria escrever: Não vendo que não tive sucesso na
tentativa.... Mas pera aí....... O não ficaria redundante..... Em
fim..... kkkkkkkk.

Mas, vendo que não teria sucesso na tentativa, retornei ao aplicativo
e escolhi uma das salas disponíveis na sorte.

Exatamente. Mesmo sem saber qual seção assistiria, cliquei naquela
sala mesmo. Exato. escolhi a do número mais simpático.

Ei.... Nem venham me zuar. Esse filme não passava na sala 24, tá? Só a
título de informação. kkkkk.

Escolhi o número e tentei avançar.

Próxima tela e me deparo com o que?

Mapa de assentos.

Escolha seu assento e clique em próximo.

Puta que pariu!

Como é que eu vou clicar na merda do assento agora?

Tive uma ideia brilhante:

Vou clicar em qualquer ponto da tela e avançar. Afinal de contas, não
vou ver a imagem mesmo e aí qualquer lugar ta bom.

O detalhe é que ele não deixava avançar se não escolhesse o lugar.

Cliquei em qualquer ponto da tela e fui avançar. Recebi a seguinte mensagem:

"Esse assento é reservado para pessoas com cadeira de rodas. confirma a compra?"

Ta de sacanagem.

Por que, além do assento e o botão de avançar, não tem a opção: "Se
você é cego clica aqui?"

Ta. Eu sei que eu sentaria no lugar que sobrou. Mas, desde que não
fosse no colo de um outro cara, eu aceitaria numa boa!

Tentei tocar num outro ponto da tela, mas, pior:

Tinha que dar a sorte de clicar em um assento não ocupado.

Depois de meia hora tentando ver se clicava em algum assento
desocupado por sorte, fechei o aplicativo, sendo assim, obrigado a
desistir da compra.

O que me restou?

Esperar algumas semanas e, contando com uma menor procura, tentar
comprar o ingresso na bilheteria e assistir ao filme.

Já sei. Vocês vão me dar a ideia genial: Compre pelo telefone!

Se existe a facilidade de comprar online, gastando com isso menos
tempo, porque não posso usar?

Além disso, se eu conseguisse comprar pelo aplicativo, poderia receber
o ingresso por ele e ao entrar, simplesmente mostrar a tela do meu
celular.

Ou seja: Comodidade e praticidade não faz mal a ninguém e para nós, é
menos uma fila para enfrentar.

E se você disser que por ser cego tenho prioridade em filas, vou te xingar.

E sabe por que isso ainda acontece?

Sabe por que a acessibilidade ainda é ignorada nesses casos.

Porque infelizmente ainda não passa pela cabeça de muitas pessoas que
cegos acessam a Internet, que usam celular e juro!

Já me perguntaram:

O que você faz no cinema? Não vê filme nenhum!

Infelizmente, em pleno século XXI ainda tem gente que pensa assim.

Poucas são as empresas que realmente nos enxergam como consumidores e
se preocupam com a acessibilidade na aquisição, atendimento...

Só falta agora, para finalizar a compra, termos que clicar no desenho
da bandeira do cartão, sem haver um nome associado ao botão de opção
com o mesmo.

Aliás, isso tem sido bastante comum hoje em dia.

Uma vez tive esse problema com o site da Avianca.

Agora, vou citar também o lado positivo.

Sites onde conseguimos comprar na boa.

Americanas, Auto Viação 1001, Viação Cometa, Submarino, Pão De Açúcar
Delivery, etc..

Fico por aqui, na esperança de conseguir assistir ao filme amanhã, até
porque vou pagar meia entrada.

Todo mundo sabe o porquê do desconto, né?

Lógico! Todos lembram que sou estudante universitário e, cliente Itaú,
tendo o direito pelo segundo motivo em alguns cinemas e pelo primeiro
em grande parte deles, senão todos.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

fim de semana em curitiba

Faaaaaaaaaaaaaaaaala galera!

Estive afastado do blog pela correria, em seguida pelas férias, etc..

E por falar em férias, vou contar nessa postagem sobre um dos grandes
momentos da mesma. O fim de semana em Curitiba.

Tudo começou em janeiro, lá no Rio, durante várias rodadas de chopp.

Aí vocês me perguntam:

Tá, André. O que o Rio tem a ver com Curitiba?

Simplesmente porque lá a viagem começou a ser planejada, embora
praticamente todos tenham desistido ao longo do tempo.

Eu, embora não soubesse se podia esperar muito de uma cidade que
começa com Cu, levei a ideia até o fim. kkkkkkkk.

E aí fui eu e um amigo do Rio, que foi à Curitiba por motivos
altamente passionais.

Calma gente.... Eu não segurei vela para o casal, tá? kkkk.

Ao chegar em Curitiba, tive minha primeira impressão.

Embarquei no táxi. Informei o endereço do hotel para onde ia e o
motorista simplesmente partiu.

Aí pensei:

É... No Rio, somos bem extrovertidos, gostamos de papo.

Em São Paulo, a galera é mais fechada.

Curitiba é como São Paulo, com uma única diferença: pelo menos bom dia
o paulistano te dá. kkkkk.

Mas cheguei no Hotel e, felizmente, a minha primeira impressão foi apagada.

Ainda bem! Não ia aguentar isso o fim de semana inteiro.

Descansei um pouco, aquele banho para relaxar e depois parti para uma
noite que não teria fim.

Partiu Shopping!

Fui lá no Shopping estação para encontrar uma amiga e alguns
familiares. Todo mundo gente boa.

Fiquei lá batendo papo, tomando chopp, não exatamente nessa ordem.

Meu amigo do Rio, que apesar de carioca conseguiu a proeza de ser
corinthiano....... é.... ele queria matar os cariocas e os paulistanos
de raiva....... Só pode..... Bom... Mas.... Ele me chamou para ir com
a galera em um bar chamado Quintal Do Guima.

Não recomendo o lugar a ninguém.

20 minutos para o garçom aparecer e eu pedir um chopp. Mais 20 minutos
até o cara trazer..

E assim foi...

Até meu amigo ficou muito puto e já tava pensando em partir para outro bar.

E outra: Para ser bonzinho com o bar, vou dizer que o chopp era mais
ou menos..... Muito mais pra menos...

Mas, já que lá estamos, fiquemos até fechar... Isso.... Primeiro dia
em Curitiba e já praticamente fechei o primeiro bar.

Dormi que nem anjo.

Acordo e desço para o café.

Após aquele belo café da manhã de hotel, a energia elétrica acaba e eu
tenho que subir 6 andares de escada até o meu quarto.

Como não bastasse, fui vítima de uma piada inconsciente.

quando o mensageiro foi me indicar o caminho, pois o da escada não
tinha nenhuma noção de como chegar, a recepcionista pergunta para ele:

Vai precisar de uma lanterna?

Eu, que já tinha ouvido isso como piada a semana inteira aqui, por
conta da posição do Flamengo no campeonato, pensei:

Não acredito! Até aqui eu ouço essa frase? kkkkkkkk.

Claro que a situação era bem outra....

Almoço e fui para uma festa julina.

Sabem, né? Daquelas festas onde a gente compra as fichas, e depois
troca pelo que quer consumir.

Ao comprar as fichas, me deparei com algo muito interessante.

Acessibilidade.

As fichas retangulares valiam 2 reais, as redondas 1 real e as
triangulares, 50 centavos.

Atenção associações de cegos do Rio e São Paulo que as vezes organizam
festa junina!

Atenção instituições que diferenciam valores pela cor, mesmo dizendo
que promovem a acessibilidade!

Aprendam como faz.

Aliás a organizadora conseguiu fazer uma festa muito linda e legal....
Bom.... Pelo pouco que pude perceber, não era só a festa linda e
legal, mas, abafa o caso...... É melhor...... kkkkkk.

Domingão e eu tentando fazer a programação para o dia.

Fui almoçar num rodízio de espetos. A Casa Do Zé.

http://www.casadoze.com.br

Ao contrário do Quintal Do Guima, Casa Do Zé eu recomendo e muito!

Atendimento excelente e, para quem gosta de chopp e churrasco é o paraíso!

Chopp trincando e churrasco no ponto. Picanha, filé argentino, kafta,
kafta de cordeiro..... Em Fim.....

Quem for a Curitiba, vai lá.

Fica no Batel.

Zé.... Acho que eu mereço um desconto na próxima vez que for a
Curitiba, né? kkkkkk.

E pra fechar o domingo com chave de ouro, não poderia faltar ele..... claro.....

Meu amigo me liga e pergunta:

Quer ir com a gente no Bar Do Alemão?

Considerando que quando ele me ligou eu estava exatamente no site do
referido bar buscando o endereço, adivinhem minha resposta...

Fomos para lá.

Recomendo tanto quanto A Casa Do Zé.

Esse bar era inclusive o point durante os jogos da Alemanha na Copa.

Chopp trincando, tirado também da forma ideal, a salsicha
deliciosa.......... Já sei..... Vão me zuar dizendo que eu achei uma
delícia a salsicha do alemão.......... to até vendo.....

O clima maravilhoso.

Música alemã de fundo, ambiente bem rústico.

Saímos de lá com o camarada dizendo que iam fechar..... Que novidade!

E na volta, o inacreditável.

O taxista me deixa no hotel.

Desci do carro e achei tudo muito estranho.

A calçada diferente, a entrada do hotel diferente....

Logo pensei:

Pera aí. Não to tão ruim assim. Eu to no lugar errado...

Eu tava certo...... Realmente eu estava no hotel errado! kkkkkk.

A sorte que ele ainda estava lá pra consertar.

Eu dei o endereço, tudo certinho, nome do hotel, mas o cara só prestou
atenção na palavra Golden.

Isso fez com que, em vez de me deixar no hotel Goldenpark, onde estava
hospedado, me levasse para o Golden Stars, que coincidentemente era na
mesma rua. Kkkkk.

Agradeço à galera do hotel Goldenpark pelo atendimento prestado
durante aquele fim de semana, incluindo auxílio no café e no que eu
precisasse.

Também agradeço à galera dos estabelecimentos onde estive, citados ou
não, pelo atendimento e por tudo.

E agradeço aos meus amigos por terem também me apresentado pessoas bem legais.

Aos taxistas da cidade que me atenderam bem, até mesmo o que me levou
para o hotel errado. kkkk. O cara é gente boa.