O que você acha da minha ideia de indicar algum som que curto em cada postagem do Cotidiano Cego?

terça-feira, 4 de abril de 2017

A palavra cego está no dicionário?

Faaaaaaaaala galera!
Essa postagem se refere à um fato ocorrido ano passado, que acabei de lembrar graças ao recurso de lembranças do Facebook. Kkkk.
Mas antes da postagem em si, tenho um toque pra te dar.
Já conhece o cabify?
É um serviço de carro particular semelhante ao Uber. esse você já conhece, com certeza.
se você não usou o Cabify ainda, experimenta! Não custa nada! até porque, se você utilizar o código promocional que eu vou te passar agora, vai ganhar R$15,00 de desconto na corrida, desde que seja a primeira vez que usa o serviço.
O código em questão é ANDREL596.
Estou te passando esse código, porque nada mais justo compartilhá-lo com você, que lê o cotidiano cego, prestigia as postagens e me dá força pra continuar escrevendo.
Mentira. Eu to te dando esse código porque cada vez que alguém usar, eu também ganho R$15,00. Kkkkkk.
Ta pensando o que? Nem relógio trabalha de graça! Kkkkkk.
Vamos então à postagem.
Depois de viajar de ônibus durante uma noite inteira até o Rio, tento localizar em todos os aplicativos conhecidos um carro para me levar ao meu destino.
Até que achei um carro no... Não. Esse eu não vou falar qual foi porque eles não tão me dando vantagem nenhuma e o último código promocional que me mandaram por e-mail eu pedi e falaram que o carro ia chegar em 35 minutos.
aí, na rodoviária, ligo para o motorista, para ratificar que sou cego e não ia ver quando ele encostasse, além de passar o local exato onde eu estava.
Moço. Sou cego e não vou ver você encostar.
vendo que em 10 minutos o cara não chegava, quando a previsão era de 5, liguei pra ele.
Moço. Onde você está?
eu to aqui!
aqui onde?
É um carro vermelho. Não tá me vendo?
Moço. Eu sou cego. Não tem como eu te ver.
ah tá..... Tá me vendo agora?
Moço. Não tem como eu te ver. sou cego.
ah tá. E agora?
Olha. Eu acho que o cara acreditava fortemente que podia fazer milagre. Não é possível. Fiquei pensando. Será que ele acha que me fez enxergar em questão de segundos?
Até que eu perdi minha paciência e falei:
moço. Onde você tá? vou ver se alguém me ajuda a te localizar.
Ele explicou e pedi ajuda para o primeiro camarada que estava ao lado e disse: Moço. Poderia me ajudar? estou tentando encontrar um motorista, num carro vermelho, que muito provavelmente não sabe o que significa a palavra cego. Tu poderia me ajudar a encontrar? O cara começou a rir e fomos na suposta direção do cara.
depois que finalmente achamos o carro, agradeci ao cara que me ajudou e finalmente embarquei.
Não! Vocês acham que a história terminou aí?
Nada disso!
Quando eu entrei no carro, o cara fechou a porta e disse:
Se tivesse dito que era deficiente visual, ficaria mais fácil!

Não!.... É demais!
Gente.
Façam um pequeno exercício:
voltem ao diálogo descrito nesse post e conte quantas vezes eu disse: "sou cego."
Kkkkkkk.

sexta-feira, 31 de março de 2017

adultos sabem o que estão fazendo. crianças não. Será?

Faaaaaaaaala galera!
Nessa postagem, pretendo mostrar comportamentos diferentes entre crianças e adultos, no tocante à ajuda.
desci do metrô um dia desses e resolvi comer uma tapioca na banquinha ali próxima, antes de trabalhar.
a senhora que ali fica, levou a afilhada, que deveria ter uns 9 anos.
quando eu cheguei, a menina logo perguntou como eu queria o café e em seguida, entregou na minha mão.
até aí, nada de excepcional. Afinal de contas, por outras vezes já havia comido tapioca ali e muito provavelmente a senhora poderia ter explicado, pensei eu.
a menina era bastante inteligente.
quando eu terminei meu café e vinha para o trabalho, ao começar a andar, a menina veio em minha direção e me guiou para o piso tátil.
Fiquei surpreso. Essa menina tinha um domínio de como lidar com cego que muitos adultos não tem.
O segundo caso, se deu quando voltava para casa.

Em parte do trajeto tem uma praça e uma escola.
Não raro, encontramos crianças na mureta que costumo usar como referência, brincando e conversando na calçada, entre outras coisas.
Certo dia, fui abordado e umas dessas crianças seguraram minha bengala e me puxaram por ela.
agradeci a ajuda, mas pedi que não me puxassem mais pela bengala, pois isso me atrapalhava porque eu não tinha como encostar ela no chão e não dava pra sentir a calçada e os obstáculos.
depois desse dia, as crianças, sempre que necessário, por conta delas estarem no caminho ou haverem obstáculos, continuaram me ajudando, mas não me puxaram mais pela bengala.

comportamento de adulto:
você anda, a pessoa te puxa pela bengala ou pelo braço e se você falar alguma coisa, é ingrato, metido e tudo mais, porque afinal de contas, ela está te ajudando.
de repente, eu posso estar sendo incompreensivo mesmo. vendo, por outro ângulo, se a pessoa me puxa pela bengala, não tenho como colocar ela no chão e tiver um buraco na frente, essa pessoa vai estar me ajudando a cair no buraco. Não deixa de ser uma ajuda. afinal, eu não teria coragem de fazer isso expontaneamente. se no lugar do buraco estiver um poste, eu não vou querer bater com a cara nele por livre e expontânea vontade. Só farei isso mesmo com a ajuda de alguém. kkkkkk.
A minha crítica ao comportamento adulto, assim como a comparação com o comportamento infantil, não se dá pela questão saber ou não saber como lidar com cego. aliás, esse não é o maior problema.
O preocupante no comportamento adulto descrito, está longe do não saber como lidar com cego, mas o da pessoa ter a certeza de que está ajudando, mesmo quando mostramos o contrário.
Esse é um erro que cometemos muitas vezes sem perceber.
A criança, talvez pela sua própria condição, tem o hábito de ouvir os adultos.
Nós, quando nos tornamos adultos, perdemos a capacidade de ouvir uns aos outros e nos posicionamos como seres que sempre sabem o que estão fazendo.
se a gente conseguisse manter essa atitude das crianças, mesmo enquanto adultos, acho que muitos aspectos do mundo seriam diferentes.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Bizarrice tem limite?

Faaaaaaaaala galera!

Depois de muito tempo, to voltando ao Blog.
sabem qual é a sensação de tentar alguma coisa que você pensa te facilitar e dar merda?
Eu sei muito bem! aconteceu com a minha tentativa de migrar para o snapchat.
Não era prático mexer com algo quase inacessível e também, não pegou.
aí consegui uma forma acessível de postar pelo celular e to de volta aqui mesmo.

Partindo para a postagem das bizarrices, antes vou contar algumas novidades.

Deixei de ser um cara quase saudável, com 118 KG e hoje, passei a ser um cara com 82 KG e cálculo na vesícula. Kkkkk.

é isso aí. Eu achava que estava com um cálculo na vesícula, mas o médico, semana retrasada disse que isso não é verdade. Não tenho um cálculo na vesícula. Pelo que ele conseguiu ver e eu não, tenho uns 3 ou 4. É mole isso?
Participei da grande promoção:
emagreça pra ficar saudável e ganhe, inteiramente grates, umas pedrinhas na vesícula.
chega de enrolar e vamos finalmente às bizarrices.
Outro dia, estava na avenida movimentadíssima em Santos esperando meu fretado, como faço todos os dias.
Ninguém conhecido no ponto, um barulho infernal na avenida e além de não ver, o que já é rotineiro, não ouvi meu fretado encostar.
O motorista fez sinal para que um cara ao lado me ajudasse.
só que, como não vi, não tinha noção do que estava acontecendo. Só senti um empurrão do nada e minha bengala batendo na porta do ônibus.

E não pára por aí!
Pensava eu que após o susto ia subir no ônibus e embarcar normalmente, só que não. quando eu tentei subir, o cidadão simplesmente me agarrou por trás.
Opa! Assédio no ponto de ônibus?
Gente. Já falei que cegueira não define sexualidade de ninguém.
embora eu seja heterossexual, deixa eu dar um conselho que acredito ser plausível para quando você for querer chegar num cego que seja homossexual, ou até mesmo numa cega, independente da sexualidade.
Po! Bate um papo primeiro! Não sai agarrando! Isso é considerado crime. kkkkk.
e o pior: Vocês não tem noção.
Eu pedia para o cara me soltar, senão, ficaria impossível eu subir no ônibus e ele não ouvia.
Ou será que fingia?
Sei lá. Fato é que o motorista precisou descer pra me ajudar e fazer o cara me soltar.
Não sei se ele tava com um fone de ouvido e não me escutava, ou qual era a dele. Fato é que essa cena bizarra fez eu ser zuado no fretado durante uns dois dias.
Mas acho que o pior ainda está por vir.
Com essa postagem, eu to lembrando os caras e o motorista para que eles comecem a me sacanear de novo. Kkkkk.

Outro dia no metrô.
Me preparo pra desembarcar. quando comecei a caminhar em direção à porta, um cara simplesmente entra na minha frente, sem deixar o mínimo de espaço para que eu passasse.
em seguida, ele pergunta:
Vai descer onde?
Eu: Na próxima estação.
ah, então é pra esse lado aqui mesmo!
Percebendo que após dizer que era pra esse lado mesmo o cidadão continuou parado no mesmo lugar, fui obrigado a questionar:
Moço. Tudo bem que é pra esse lado. Sei disso: mas, como eu faço pra passar?
Falei isso, esperando que ele se tocasse e me desse espaço para que eu finalmente chegasse à porta.
Mas, por incrível que pareça, ele continuou parado e disse:
moço, me desculpe, mas eu não tenho ideia de como posso te ajudar.

Respirei fundo, enquanto mentalmente xingava: Porra! Puta que pariu! Mas não é óbvio? Kkkkkkk.
Gente. que lógica possível fazia o sujeito não entender que precisava sair da frente pra eu passar? Me digam.
E, pra fechar com chave de ouro, vem a pior dos últimos tempos:
Ontem vinha para o trabalho e parei em uma das esquinas que precisava atravessar.
Vem um cara e pergunta:
quer ajuda para atravessar?
Sim, por favor.
De repente, o cara, querendo puxar papo me diz:
É difícil, né moço? deveriam colocar uns sinais luminosos aqui!.
em?...... Como?... sinais luminosos?
Mas será que os semáforos já não são?
Ou será que ele quis dizer sonoros?
Ou, pior ainda, será que ele já não tava enxergando a cor do semáforo e precisava de uma luminosidade melhor pra conseguir atravessar?
´se a resposta correta foi o último caso, olha o risco que eu corri.
Sinceramente, espero que ele tenha apenas se confundido, porque é possível que eu precise da ajuda dele de novo.
Kkkkkkk.
Olha, depois dessa, acho melhor encerrar a postagem.
Como de tudo na vida se pode extrair algo, só cheguei a uma conclusão.
Se bizarrice tem limite, eu ainda não descobri qual é.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Migrei para o Snapchat


Faaaaaaaaala galera!

Sei que estou sumido do blog.

A verdade é que manter uma regularidade nas postagens ficou difícil.

Primeiro, porque hoje minha vida está corrida. É fretado de Santos para São Paulo, ida e volta, além do que, quando chego em casa e finalmente estou com a minha esposa e filhos.... Fala sério! Tenho coisas mais importantes e interessantes para fazer do que postar em um blog, né? kkkkkkkkk.

Além disso, tem outra questão.

assim como todo mundo, praticamente não uso mais o computador, exceto para trabalho e tudo que faço é através do celular.

e convenhamos:

Digitar textos grandes no celular é um saco!

Mas, penso que ainda falta muita informação sobre os cegos, sobre como ajudar e, as histórias do Cotidiano Cego devem sim continuar sendo compartilhadas.

Por isso, resolvi então, entrar no snapchat.

Lá todo mundo pode seguir, ver algumas situações que passo e acompanhar meu cotidiano.

Afinal, em vídeos de 10 segundos eu consigo contar uma história em poucos minutos, enquanto digitar no celular.....

Sigam o @cariocacego.

Já sei. Os cegos vão reclamar que o Snapchat não é acessível, que é complicado..... Relaxa! Eu também reclamo disso!

Por isso, segue abaixo um tutorial de como um cego pode utilizar o Snapchat com leitor de telas.

Vou citar a forma que uso com o Voiceover no IOS.

e no Android?

No Android eu peço que alguém por favor nos explique, porque eu não sei. Cito a maneira do IOS porque é a que uso.

O formulário de cadastro é bem acessível e não vou me adentrar nele.

O problema é usar.

Quando abrimos o Snapchat, entramos direto na câmera.

Não tem como sair de lá com o Voiceover ligado.

Essa tela tem os seguintes botões:

Um no canto inferior direito para que você saia da tela da câmera e acesse o local onde poderá assistir aos Snaps de quem você cegue, um campo de busca para você buscar alguém para seguir e eu sugiro fortemente que você busque o cariocacego por lá, além de outras opções.

Se você der dois toques no meio da tela, alterna entre a câmera frontal e a traseira.

Quando abrimos o Snapchat ele abre por padrão a traseira.

No canto inferior da tela, porém mais para o meio, está o botão da câmera, onde se você tocar, tira foto e se tocar e mantiver pressionado, grava vídeo e aí você solta quando terminar de gravar.

como assistir aos snaps de quem sigo?

entre no aplicativo, desative o voiceover, dê um toque no canto inferior direito e em seguida, ao reativar o Voiceover, pode navegar normalmente pela tela.

Basta dar dois toques no primeiro nome de quem postou atualizações e ele vai começar a reproduzir, em ordem, os vídeos não só desta pessoa, como das demais.

Adicionar alguém.

Nessa tela que aparece depois que você tocou lá no canto inferior direito, tem um campo de busca. Basta digitar ali o nome de usuário e essa tela é bastante intuitiva, com o botão adicionar depois do resultado encontrado.

Existem outras funcionalidades que podem ser exploradas mudando de página, varrendo com 3 dedos da esquerda para a direita e da direita para esquerda, mas não vou me atentar a isso agora.

Como postar no Snapchat?

Entre no aplicativo e não esqueça que ele vai abrir utilizando a câmera traseira.

Desligue o voiceover e, caso queira mudar a câmera, dê dois toques no centro da tela.

depois, no canto inferior central da tela, toque se quiser tirar foto, ou no caso de vídeo, mantenha pressionado enquanto grava e solte quando terminar.

Os vídeos não podem ter mais de 10 segundos.

quando você soltar, vai ficar ouvindo o que você falou.

toque no canto inferior direito da tela.

se o vídeo cilenciar, deu certo.

Ative o Voiceover.

Nesse momento, estará numa tela onde poderá selecionar para quem quer enviar o que gravou ou fotografou.

Se quiser publicar na sua linha do tempo, dê dois toques em minha história.

Depois, desative o Voiceover e toque no canto inferior direito novamente.

Como saber se deu certo?

Se quando você abrir a tela aparecer minha história novamente, você errou. Agora, se aparecer: Minha história, agora há pouco ou há poucos instantes, você conseguiu enviar.

Lógico que tu vai ligar o Voiceover para ver o resultado.

Se quiser enviar para alguém em privado, siga os mesmos passos, porém, em vez de selecionar minha história lá no campo de para quem enviar, escolha a pessoa.

Parece complicado, mas dá pra pegar o jeito.

Certamente, seria melhor que os desenvolvedores do snapchat o tornassem acessível. Mas, é o que tem pra hoje.

sábado, 4 de julho de 2015

EM FIM, CASADO!

Faaaaaaaaala galera!

Em fim, de volta ao blog.

Desta vez, vim contar sobre a mais nova novela, digna do interesse dos
maiores autores. "Meu Casamento.

Tudo começou com a primeira ida no cartório. Lá, descobri que cometia
um crime desde que nasci. Ser cego. Afinal, se isso não fosse um
crime, por que me exigiram uma testemunha a mais?

Marquei nova data e voltamos com as duas testemunhas, e mais aquela
que assinaria o meu crime da cegueira. kkkkk.

Depois de mais ou menos duas horas de espera, não aceitaram a
assinatura da testemunha,só porque ela cometeu o mesmo crime. Também
era cega.

Saímos do cartório.

Na porta, um caso de polícia.

Calma! Eu e a testemunha não fomos presos por sermos cegos. kkk.

Simplesmente, o camarada foi acompanhado de uma cadela guia e, ao
pegar um táxi, o motorista cismou que não ia levar.

Chamamos a polícia, aguardamos a viatura depois de um verdadeiro barraco.

Aí, fui correr à trás de testemunhas que o cartório aceitasse.

Na terceira ida ao cartório, uma das testemunhas, quase faz com que
não conseguíssemos marcar a data mais uma vez.

Chegou Faltando um minuto para o fechamento do cartório.

Enquanto a papelada era preenchida, mais um barraco.

Um casal, que chegou ao cartório para fazer o mesmo que já estávamos
tentando pela terceira vez, começa a bater boca com o escrivão, porque
não daria tempo de serem atendidos.

Detalhe: a testemunha atrasou porque precisou ser chamada de última
hora, pois a pessoa que levei, asinou, mas o cartório não aceitou o
RG, pois a foto era de quando o sujeito era criança.

Aí eu me pergunto: Visto que o sujeito hoje tem 29 anos, será que não
teve tempo dew trocar a merda do RG?

Na hora de chamar a testemunha que se atrasou, minha esposa procura o
celular dela e....... Cadê?

Sim. ela perdeu o celular. kkkkk.

Ligamos do meu e o celular dela até hoje está num lugar incerto ew não sabido.

E mais um detalhe. Esperamos chamar um casal de amigos que veio às
preças. convivemos com a pressão do escrivão, que nos informou que só
poderia marcar a data, caso a testemunha chegasse em até 5 minutos.
Ela chegou faltando 1, como citei acima.

Depois de tudo isso, até que em fim marcamos a data.

Calma. Até agora foi só metade da novela...

Nos foi entregue um papel a ser preenchido e entregue no cartório.

Fui entregar e, ao chegar lá, a assinatura do mesmo cidadão que não
trocou o RG, não foi aceita.

Ligo para um amigo, novamente às preças, para pegar a cópia dos
documentos para que ele pudesse substituir a criança adulta.

Na véspera do casamento, combinamos de dormir em São Paulo na casa de
um amigo, para que nada desse errado.

Ledo engano.

O ônibus no qual minha esposa estava quebrou e ficou horas na estrada.

No dia 9 de maio, finalmente fomos celebrar o casamento.

Quando o Juiz falou:

"Senhorita"...... Ela já disse: Sim, Sim, Sim, Sim. kkkkkk.

Afinal, estávamos em maio, quando essa nevela na verdade, começou em
fevereiro. kkkkk.

E finalmente, nos casamos.

Na próxima postagem, contarei a novela da mudança.,

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

SEGUNDA-FEIRA



Faaaaaaaaala galera!

Hoje é segunda-feira.

Como sabemos, costuma ser o dia internacional da preguiça, além de outras coisas. Mas, uma segunda igual à anterior, nunca tive.
Começa com a vinda para o trabalho.

O ponto de ônibus estava vazio, por alguma razão a qual desconheço.

Eis que encosta um ônibus.

Aí eu pergunto:

É o aclimação?

Um cidadão chega e pergunta:

Vai pegar esse ônibus?

Eu dizia: Depende... É o aclimação?

Ele: Não. O aclimação vem atrás desse. Vou te ajudar.

E de repente o camarada começa:

“Eu tenho minhas crises também. Faço tratamento com psiquiatra.

Cara! É foda!

Lá eles batem a cabeça na parede, comem merda... É foda, mano!

Mas, Deus nunca dá um fardo maior do que a gente pode carregar!”

E eu respondo: É verdade.

Enquanto respondia, tentava esconder ao máximo tudo que passava pela minha cabeça naquele momento.

Coisas tipo:

Será que seria pedir demais o fato de não querer que o cidadão tivesse uma crise naquele momento? Justamente naquele momento?

Será que ele ta me colocando no ônibus certo?

Em fim:
Felizmente consegui entrar no ônibus correto e seguir rumo ao trabalho.

Na hora do almoço, percebi que não havia colocado o celular para carregar na noite anterior e, pior: Não trazia comigo, nem o celular, nem o carregador.

Fui tentar arrumar um carregador emprestado.

Um amigo do trabalho disse:
Tem um esquema aqui para carregar. Me empresta o celular.

Entreguei e nem me preocupei. Aliás, ainda estávamos na hora do almoço.

Somente depois que ele foi embora e o pessoal perto de mim estava em serviço externo, lembrei que meu celular estava carregando e o pior: Eu não fazia ideia de onde ele estava.

Pedi para que uma amiga ligasse para o meu celular a fim de, pelo som do toque, localizá-lo.

Cheguei onde ele estava pelo som, mas não encontrava.

Decidi: Vou deixar a bengala na mesa para ficar mais fácil tatear.

Aí sim, usando as duas mãos, depois de um bom tempo, descobri que ele havia colocado embaixo de alguns papéis, para que não ficasse à vista.

Quando finalmente achei o celular, começo a procurar a bengala na mesa e.... Cadê?

Não lembrava o local exato no qual pus a bengala.

Só que aí tem uma diferença:

Não existe possibilidade de ligar para a bengala e assim descobrir onde ela está. Kkkkkk.

A sorte que um camarada da outra divisória passou por mim se despedindo e eu pedi que me ajudasse a procurar a bengala.

E aí pensando:

Vou para a faculdade.

Um chamado a ser atendido e o sistema fica lento. Resultado:

Já atrasei minha saída do trabalho em 5 minutos.

Quando estou simplesmente saindo, dor de barriga.

Volto, pois seria muito arriscado ir para o metrô ou para o ponto de ônibus.

Depois de passada a tempestade, achei melhor ir para casa, porque a aula já era.

Ia chegar lá meia hora depois, perder a metade dela e achei por bem ir para casa e assistir ao vídeo no portal.

Chego no ponto de ônibus, uma moça pergunta:
Vai pegar qual ônibus?

Eu: Santana ou Lapa.

Chiii. Os dois acabaram de passar!

Eu mereço!

Daqui há pouco:

Moço! Eu to indo porque o meu ônibus já chegou.

Agradeci e disse que não tinha problema, pois pediria a outra pessoa.

Claro que isso seria bastante facilitado se houvesse outra pessoa no ponto.

Nesse momento, eu só queria uma coisa:

Que a dor de barriga não voltasse.

Felizmente, pelo menos isso ocorreu como eu esperava.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

FIM DE SEMANA EM SANTOS



Faaaaaaaaala galera!

Não foi esse fim de semana que eu passei em Santos. Foi o retrasado.

Para vocês verem como eu não to atrasado, né? Kkkkk.

Sobre esse fim de semana, incluindo a festa maravilhosa na qual fui sábado e voltei no domingo, eu vou contar amanhã. Inclusive o momento onde eu tentei dançar Funk até o chão, apesar de não ser muito meu estilo.

É. Já comecei a falar demais. Kkkkkk.

Mas, amanhã eu continuo essa história.

Vamos primeiro falar do fim de semana anterior.

Quais motivos me levaram a santos?
Acho melhor abafar o caso e não dar maiores detalhes, pelo menos agora.

Cheguei na rodoviária, após uma viagem que chegou a me fazer pensar estar andando de jegue. O motorista do ônibus parecia não passar dos 20 KM/H.

Eu já sabia que isso era comum nos ônibus dentro de Santos. Mas, nos intermunicipais, nunca tinha passado por essa experiência.

Mas, tem uma explicação.

O ônibus era da Cometa e, como normalmente os cometas passam de 100 em 100 anos, eles devem estar tentando fazer com que a viagem São Paulo Santos dure esse tempo. Kkkkkk.

Finalmente cheguei.
Seria aguardado por duas amigas.

Seria, porque uma resolveu se esconder que nem bicho do mato enquanto a outra falou que ia me zuar quando eu chegasse. Kkkkkkk.
Ao chegar a casa.

Minha amiga abre gentilmente o portão e começa a saga de subir ladeira e degraus.

Sinceramente, deve ter uma média de 80 degraus até chegar dentro da casa dela.

E sua residência segue o padrão de construções adotado em Santos.

A norma lá é: Se construir escada, nunca faça todos os degraus do mesmo tamanho. Só pode.... Deve ter alguma norma indicando isso, pois é comum. Encontrei essa situação em vários lugares nos quais fui.

Ao chegar lá em cima, elas falam:

André.

Você se importa em ficar aqui enquanto a gente vai no mercado?

Imagina! Jamais eu me importaria.

Afinal, descer aquilo tudo e subir de novo depois de no máximo 20 minutos era tudo que eu não queria. Kkkkkkkk.

A única coisa que me faria descer até o mercado era que eu queria comprar cerveja. Mas, como elas disseram que levariam.....

Se fosse necessário, eu faria até a subida 5 ou 10 vezes pra comprar cerveja.

Estamos lá  conversando, rindo e, às 18 H, saboreamos um delicioso almoço. Kkkkk.

Sairíamos no domingo.

Após a análise dentre as opções disponíveis, resolvemos ir ao Guarujá.

Achei ótimo!

Nunca tinha ido lá e queria conhecer. Além disso, pensei: Vou tirar onda fazendo um checkin no Foursqware lá do Guarujá.

Fomos pra catraia.

Surpresa!

Acessibilidade total!

Um Piso tátil devidamente instalado nos dois lados, tanto em Santos como em Vicente De Carvalho.

E o piso está fazendo as sinalizações corretas, mostrando que não basta ter o piso e sim, que o mesmo deve seguir a norma e ser realmente útil.

Pegamos então um ônibus para o Guarujá.

Na parada em um dos pontos, uns gritos de uma moça que era assaltada do lado de fora, naquele momento.

Todo mundo com medo Que eles entrassem no ônibus, já que a menina fez isso após perder o celular.

Aí minhas amigas comentam:

“Acho mais seguro a gente ir para o shopping.”

E eu pensando:

“Não acredito que saí de São Paulo para ir a um shopping no Guarujá, mas, em fim...”

Passamos na praia pra tirar fotos e depois fomos ao shopping.

Na volta:

Ônibus lotado e trânsito semelhante ao da hora do rush em São Paulo.

Ou seja: Não andava.

E, como nada é tão ruim que não possa piorar, um camarada resolve tirar o sapato dentro do ônibus.

Calma. Além de tudo ele ainda estava perto de mim.

Trânsito não andava, ônibus abafado e chulé bem perto do meu nariz....... Imaginem o drama...

Uma hora depois, o cidadão finalmente desceu do ônibus.

Voltamos pra catraia, pegamos uma lotação e tem mais história.

Primeiro uma moça reclamando com um moleque que não ficava quieto de jeito nenhum. Nem durante o culto.

Ela dizia:

“João Pedro! Fica quieto!”

E o menino aprontava e dizia:
“Mãe. Te amo..”

Kkkkkk.

Minha amiga olha pra minha cara e pergunta: “Do que você ta rindo?”

E eu dizia: “acho melhor não falar agora.”

Uma hora a mulher:
“Vou ver se o pastor consegue dar um jeito em você.”

Sinceramente, acho que dar jeito naquele moleque é realmente um milagre impossível. Kkkkkk.

Uma hora ela solta:

“Pa João Pedro!  Esse moleque parece que tem um Exu mirim que fica atentando todo mundo!

E eu, colocando a mão no queixo, na boca, para tentar não mostrar que estava rindo.

Até que de repente começo a ouvir uma mulher no celular:

“Nossa! Eu vi as fotos. Não dava pra saber quem tava segurando quem.

Ainda bem que tinha um coqueiro pra ajudar!” kkkkk.

Descemos da lotação.

Minha amiga dizendo que já foi e voltou várias vezes do Guarujá e nunca tinha acontecido metade do que aconteceu na viagem comigo.

“Parece que você atrai!” disse ela.

Ah.

Eu já ia esquecer de registrar algo que não podia deixar.

Um dos filhos de uma das amigas, me viu e ficou todo envergonhado.

O moleque ficou sem ação.

Claro! Devia ser novidade pra ele.

Aí ele sai de onde eu estava, vai para o irmão e diz:

“Nossa! Tem um cara aqui com os olhos caindo!”

Kkkkkkkkkkk. Kkkkkkk.
Me lembrou uma vez que eu estava indo para o ponto de ônibus e uma criança fala para a mãe:

“Mãe! Olha lá o cara sem os olhos!”

Kkkkkkkkkk.

A mulher ficou toda sem graça e eu dando gargalhadas.

Quando a moça percebeu que eu estava rindo, começou a rir também.

E a viagem terminou com um Senhor ao meu lado gentilmente me acordando na rodoviária e eu agradecendo, pois graças a ele, não fui parar na garagem da Ultra.