Faaala galera!
Mais uma sexta chegou.
Essa é inacreditável!
Bom. Sabemos que nem todos tem a.informação de que a forma de guiar um cego é deixar ele segurar no seu braço. No entanto, olha o que me aconteceu hoje.
Tive de ir a um local numa região à qual não conheço bem.
Num determinado momento, parei e pedi informação.
Duas moças gentilmente disseram:
É nosso caminho! A gente te ajuda!
Agradeci e fomos.
Uma deu o braço pra eu segurar e, enquanto isso, a outra segurou no meu outro braço, que por sinal estava com a bengala.
Até aí, nenhuma novidade. Muitos fazem isso por desinformação. Mas calma! O final estaá por vir.
Expliquei todo sem jeito que precisava que ela soltasse meu braço e, felizmente ela entendeu.
Fomos conversando no caminho.
Chegou o ponto delas e a moça que me guiava me orientou:
É só virar na próxima à direita. Agradeci.
Eis que a outra diz:
Desculpa por ter pego no teu braço!
Eu: sem problemas! Você não sabia e isso é normal.
Nos despedimos e, menos de 30 segundos depois, tinha um degrau e ela... Segurou no meu braço de novo!
Kkkkk.
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sexta-feira, 16 de março de 2012
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Essa é sensacional!
Faaaaaaaaala galera!
Estive sumido do blog por alguns imprevistos, mas to aqui.
Essa história que vou contar hoje, aconteceu com um casal de amigos. rs.
A esposa com baixa visão e o marido totalmente cego.
Os 2 caminhavam pela rua, até que ela viu algo, apesar de não enxergar muito bem uma sena que a indignou.
Na correria do dia-a-dia que as pessoas nem olham por onde andam um sujeito passou e acabou empurrando uma pessoa de idade que quase caiu.
Ela, ao ver a sena, desabafou com o esposo cego, descrevendo e xingando é lógico. Reação natural quando nos indignamos com algo:
Po isso é um absurdo!
Caramba, não pode!
E começou a xingar uma série de palavrões. P Q P! Que F dP. Não respeita merda nenhuma!
Nisso, passavam 2 rapazes atrás e comentaram:
Ah! Coitada! Ela tá revoltada com ele porque ele não enxerga!
E o outro: Nossa que situação em! deve ser uma barra!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
Na mesma hora os 2 não aguentaram e começaram a rir.
E eu também, logo que li isso. kkkkkkk.
Revoltada com ele porque não enxerga foi demais! kkkkkkkkk.
Estive sumido do blog por alguns imprevistos, mas to aqui.
Essa história que vou contar hoje, aconteceu com um casal de amigos. rs.
A esposa com baixa visão e o marido totalmente cego.
Os 2 caminhavam pela rua, até que ela viu algo, apesar de não enxergar muito bem uma sena que a indignou.
Na correria do dia-a-dia que as pessoas nem olham por onde andam um sujeito passou e acabou empurrando uma pessoa de idade que quase caiu.
Ela, ao ver a sena, desabafou com o esposo cego, descrevendo e xingando é lógico. Reação natural quando nos indignamos com algo:
Po isso é um absurdo!
Caramba, não pode!
E começou a xingar uma série de palavrões. P Q P! Que F dP. Não respeita merda nenhuma!
Nisso, passavam 2 rapazes atrás e comentaram:
Ah! Coitada! Ela tá revoltada com ele porque ele não enxerga!
E o outro: Nossa que situação em! deve ser uma barra!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
Na mesma hora os 2 não aguentaram e começaram a rir.
E eu também, logo que li isso. kkkkkkk.
Revoltada com ele porque não enxerga foi demais! kkkkkkkkk.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Que papo é esse!
Faaaaaaaaala galera!
Depois de algumas cervejas no sábado, um amigo que também passa por uma tal situação que eu passo invariavelmente, me sugeriu falar sobre isso no blog.
É. Não é só o fato de eu me sentir um pastéu de feira, quando o cobrador fala todo dia:
Especial descendo pela frente!
Tem uma situação pior:
Vira e mexe, estou numa esquina, querendo atravessar a rua, aí um cidadão chega e te pergunta:
Quer que eu te atravesse?
Oh! Que papo é esse? Por que ele não vai atravessar o capeta? rsrsrsrs.
Po me ajudar a atravessar a rua tudo bem, mas... Que papo é esse de querer me atravessar?
kkkk.
Dá até vontade de perguntar se ele não quer começar pela frente, onde tá a ponta da bengala. rsrsrs.
Pior que já virou zona.
Tem uma banca de jornal lá perto de casa que o camarada, toda vez que me vê, pergunta zoando. Aí, quer que eu te atravesse?kkk.
Pior que outro dia ele entrou na lanchonete onde eu tomo café, fez a zoação e o dono da lanchonete gostou da idéia!
E o besta aqui, resolve comentar isso lá no Rio e não tem uma vez que eu vá lá, que meus tios, primos e amigos não zoam com isso.
Um amigo, uma vez quando cheguei numa festa ainda disse:
Po andré, você chegou bem?
Tava preocupado. Fiquei aqui pensando se te atravessaram direito fiquei moó preocupado!
kkkkkk. Presta atenção meu filho!
Depois de algumas cervejas no sábado, um amigo que também passa por uma tal situação que eu passo invariavelmente, me sugeriu falar sobre isso no blog.
É. Não é só o fato de eu me sentir um pastéu de feira, quando o cobrador fala todo dia:
Especial descendo pela frente!
Tem uma situação pior:
Vira e mexe, estou numa esquina, querendo atravessar a rua, aí um cidadão chega e te pergunta:
Quer que eu te atravesse?
Oh! Que papo é esse? Por que ele não vai atravessar o capeta? rsrsrsrs.
Po me ajudar a atravessar a rua tudo bem, mas... Que papo é esse de querer me atravessar?
kkkk.
Dá até vontade de perguntar se ele não quer começar pela frente, onde tá a ponta da bengala. rsrsrs.
Pior que já virou zona.
Tem uma banca de jornal lá perto de casa que o camarada, toda vez que me vê, pergunta zoando. Aí, quer que eu te atravesse?kkk.
Pior que outro dia ele entrou na lanchonete onde eu tomo café, fez a zoação e o dono da lanchonete gostou da idéia!
E o besta aqui, resolve comentar isso lá no Rio e não tem uma vez que eu vá lá, que meus tios, primos e amigos não zoam com isso.
Um amigo, uma vez quando cheguei numa festa ainda disse:
Po andré, você chegou bem?
Tava preocupado. Fiquei aqui pensando se te atravessaram direito fiquei moó preocupado!
kkkkkk. Presta atenção meu filho!
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Olha que novidade!
Faaaaaaaaala galera!
Essa foi engraçada.
Estava eu ontem indo ao mercado, quando de repente tinha umas moças conversando na calçada.
Ouvindo as vozes, por ser um espaço que já conheço bem, passei ou procurei passar, de forma que não atropelasse.
Eis que uma tava falando e parou na hora que eu passava.
Daí uma senhora que era uma das que estava conversando, diz:
Pode deixar. Ele vê quando tem gente. kkkkkk.
Sei não, mas acho que ela tá equivocada! kkkkkkkk.
Eu vejo quando tem gente? Isso é novidade até pra mim! kkkkk.
Pior que isso é meio complicado, falando sério.
Isso pode fazer com que as pessoas tomem o hábito de não abrir caminho e aí, numa situação onde eu estivésse seguindo uma referência, lógico que eu não sairia e atropelaria. kkk.
A gente pode até passar quando percebe e isso não atrapalha o trajeto, mas lembrem-se sempre:
A responsabilidade de desviar é de quem tá vendo.
A mas não de quem ta vendo como eu vejo que tem gente na frente, tá. kkkkkk.
Essa foi engraçada.
Estava eu ontem indo ao mercado, quando de repente tinha umas moças conversando na calçada.
Ouvindo as vozes, por ser um espaço que já conheço bem, passei ou procurei passar, de forma que não atropelasse.
Eis que uma tava falando e parou na hora que eu passava.
Daí uma senhora que era uma das que estava conversando, diz:
Pode deixar. Ele vê quando tem gente. kkkkkk.
Sei não, mas acho que ela tá equivocada! kkkkkkkk.
Eu vejo quando tem gente? Isso é novidade até pra mim! kkkkk.
Pior que isso é meio complicado, falando sério.
Isso pode fazer com que as pessoas tomem o hábito de não abrir caminho e aí, numa situação onde eu estivésse seguindo uma referência, lógico que eu não sairia e atropelaria. kkk.
A gente pode até passar quando percebe e isso não atrapalha o trajeto, mas lembrem-se sempre:
A responsabilidade de desviar é de quem tá vendo.
A mas não de quem ta vendo como eu vejo que tem gente na frente, tá. kkkkkk.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Ignorãncia Cega
Faaaaaaaaala galera!
Por vezes, quando passo na rua, escuto um relato bastante comum.
Hoje por exemplo, foi um desses dias.
Tentando atravessar uma rua, um cidadão me ofereceu ajuda, ao que prontamente aceitei.
daí ele se queixou que, outro dia, ofereceu ajuda a uma pessoa cega e ela o tratou mal.
Infelizmente é uma coisa que acontece.
Cegos que por não se aceitarem, acabam tratando com ignorância as pessoas, chegando ao ponto das mesmas não quererem oferecer ajuda a outro cego, por medo de serem tratadas de forma grosseira.
E infelizmente, perdi a conta de quantas vezes ouvi fato semelhante. Realmente o camarada não ia me oferecer ajuda. Daí conversei com ele.
Po gente.
A pessoa está com boa intenção e assim sendo, penso que mesmo não necessitando da ajuda naquele momento, deve-se saber falar isso.
Claro que tem vezes que não dá tempo de uma reação que não seja brusca. Tipo: vamos sair da condução ou decer um degrau e alguém tenta segurar o braço. Por defesa temos que tirar o braço para não perder a referência. Aí não tem jeito. rs.
Mas tem também o outro lado.
Até contei para o senhor que estava me ajudando sobre isso e tentei esclarecer para que ele não deixasse de oferecer ajuda e tal. Acabamos conversamos bastante pois o farol demorou a fechar. rs.
Uma situação que, infelizmente também é comum, é o orgulho de quem ajuda, por não aceitar que você tente explicar a forma correta de ajudar, os procedimentos que se deva ter.
Ontem inclusive aconteceu a mudança de lado da ignorância.
Saí do trabalho, correndo contra o tempo para fazer ainda várias coisas. Tipo ir ao mercado, pagar o aluguel, etc.
Estou andando pela rua, normalmente, quando derrepente sinto um puxão no braço com tudo, sem entender o que acontecia.
Olha a situação. O cego anda na rua e de repente um puxão no braço sem mais nem menos..... rs.
Pode passar um monte de coisa pela cabeça.... Até rpa quem enxerga... Pensem... Vocês andando e levam um puxão pelo braço.. Talvez assalto seja o primeiro pensamento... rsrsrs.
Eu imediatamente parei o corpo e o cidadão me explica:
É o lixo aí na frente.
Daí conversei com ele.
Amigo, valeu pela ajuda. Mas, procura não abordar dessa forma.
Puxando o braço como você fez, além de dar um tremendo susto na gente, tira a referência.
Eis que ele responde:
Ah, você queria bater no carrinho e virar com tudo?
Amigo, na verdade não. A única coisa que eu queria, era te orientar sobre a forma correta de ajudar. Mas como você quer entender mal, tudo bem.
Continuei meu caminho e ele deve ter continuado o dele. ainda bem que eu não vi a cara que ele fez! kkkk.
Por vezes, quando passo na rua, escuto um relato bastante comum.
Hoje por exemplo, foi um desses dias.
Tentando atravessar uma rua, um cidadão me ofereceu ajuda, ao que prontamente aceitei.
daí ele se queixou que, outro dia, ofereceu ajuda a uma pessoa cega e ela o tratou mal.
Infelizmente é uma coisa que acontece.
Cegos que por não se aceitarem, acabam tratando com ignorância as pessoas, chegando ao ponto das mesmas não quererem oferecer ajuda a outro cego, por medo de serem tratadas de forma grosseira.
E infelizmente, perdi a conta de quantas vezes ouvi fato semelhante. Realmente o camarada não ia me oferecer ajuda. Daí conversei com ele.
Po gente.
A pessoa está com boa intenção e assim sendo, penso que mesmo não necessitando da ajuda naquele momento, deve-se saber falar isso.
Claro que tem vezes que não dá tempo de uma reação que não seja brusca. Tipo: vamos sair da condução ou decer um degrau e alguém tenta segurar o braço. Por defesa temos que tirar o braço para não perder a referência. Aí não tem jeito. rs.
Mas tem também o outro lado.
Até contei para o senhor que estava me ajudando sobre isso e tentei esclarecer para que ele não deixasse de oferecer ajuda e tal. Acabamos conversamos bastante pois o farol demorou a fechar. rs.
Uma situação que, infelizmente também é comum, é o orgulho de quem ajuda, por não aceitar que você tente explicar a forma correta de ajudar, os procedimentos que se deva ter.
Ontem inclusive aconteceu a mudança de lado da ignorância.
Saí do trabalho, correndo contra o tempo para fazer ainda várias coisas. Tipo ir ao mercado, pagar o aluguel, etc.
Estou andando pela rua, normalmente, quando derrepente sinto um puxão no braço com tudo, sem entender o que acontecia.
Olha a situação. O cego anda na rua e de repente um puxão no braço sem mais nem menos..... rs.
Pode passar um monte de coisa pela cabeça.... Até rpa quem enxerga... Pensem... Vocês andando e levam um puxão pelo braço.. Talvez assalto seja o primeiro pensamento... rsrsrs.
Eu imediatamente parei o corpo e o cidadão me explica:
É o lixo aí na frente.
Daí conversei com ele.
Amigo, valeu pela ajuda. Mas, procura não abordar dessa forma.
Puxando o braço como você fez, além de dar um tremendo susto na gente, tira a referência.
Eis que ele responde:
Ah, você queria bater no carrinho e virar com tudo?
Amigo, na verdade não. A única coisa que eu queria, era te orientar sobre a forma correta de ajudar. Mas como você quer entender mal, tudo bem.
Continuei meu caminho e ele deve ter continuado o dele. ainda bem que eu não vi a cara que ele fez! kkkk.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Cegos e cães
Faaaaaaaaala galera!
Depois de um fim de semana com Churrasco, churrasco, churrasco.... e cerveja, cerveja, cerveja, cerveja e mais cerveja, to aqui de volta ao blog.
Hoje para falar, não de cão-guia, como muitos devem estar imaginando.
Mas da relação entre cegos e cães.
Vou relatar aqui algumas experiências minhas e também, a de um amigo que inclusive me sugeriu esse post.
Primeiro a experiência dele.
Cão nãoa tace cego.
Exatamente.
Ele poderá atacar a princípio, por se assustar com a bengala, achandoq ue será usada pra bater nele.
Meu amigo relata que outro dia, ele vinha com a bengala e o cachorro rosnou pra ele.
Ele imediatamente parou.
Quando ele parou e recolheu a bengala o cachorro ficou quieto, o dono apareceu e retirou ele de boa....
Agora duas experiências que aconteceram comigo com relação a cães.
Eles tem uma inteligência fenomenal.
Uma vez eu estava na rua.... Tá... Não vão me chamar de louco mas eu converso com cachoro, tá?
Tudo bem....
Eu estava na rua eis que um cachorro rosnou pra mim. Deveria ser de rua... Eu calmamente, recolhi a bengala e disse:
Calma amigo.... Eu só quero passar.
E não venham me dizer que eles não entendem.
todo mundo parou.... Deveriam estar olhando pra minha cara por eu estar falando com um cachorro de rua, mas beleza.
Mas o fato é que ele se levantou, começou a andar na minha direção... Amigo eu não consigo te ver. se eu encostar é sem querer. Aí o cachorro andou, mas fazendo barulho com as patas no chão.... Ou seja.... Alguma coisa ele entendeu... Talvez por obsarvar que eu andava sem olhar ele entendeu alguma coisa rs.
E não foi só.... Ele nem tão somente deixou eu passar, como veio atrás de mim no meu trajeto!
Exatamente:
Ele veio me acompanhando. Eu tive alguns probleminhas em travessias de rua porque alguns não queriam me ajudar porque eu tava com um cachorro de todo tamanho me acompanhando, mas.... rs.
É... eu não tenho medo de cachorro. Sério.
Seja da raça que for. rs.
Como eu já tive vários, eu sei como lidar e acho que justamente por eu não ter medo, eles pegam uma confiança maior porque se ele pensa em te atacar e você demonstra medo, pode ter certeza que ele vem pra cima. rs.
Eu não sei se alguma vez eu postei aqui sobre o pingo.
Ele era um cachorro da raça Pincher e que ficou comigo 13 anos.
Ele sabia que sou cego.... Gente é isso aí mesmo.... Ele sabia que eu sou cego.
Por que eu digo isso?
Tá não só pelo fato de eu já ter pisado nele sem querer uma vez..... rs.
Mas pela atitude que ele tinha comigo.
Quando ele ganhava um brinquedo novo por exemplo, ele, para as outras pessoas pegava o brinquedo colocava num lugar e apontava..... Ou pegava com a boca e virava para a pessoa.
Comigo, ele pegava o brinquedo, subia no meu colo e dava na minha mão.
como ele aprendeu eu não sei: mas ele tinha aquele cuidado.
Um dia eu tive pena dele.
Ele tinha o costume de, quando ele via que eu ia passar e algum brinquedo dele tava na minha frente ele corria e tirava.
Ele tinha medo de eu pisar... tá... até mesmo de destruir o brinquedo dele por causa do meu tamanho né? rsrsrsrs.
Ou até mesmo de eu cair.
Teve um dia que ele tava com um osso desses para cães que a gente compra em petshopp.
Ele dormiu com o osso na boca.... Eu não sabia, ele tava no caminho e não viu. eu pisei no osso ele acordou assustado e a primeira reação dele foi morder o meu pé.
Quando ele levantou a cabeça e viu que tinha sido eu, nossa.... Eu entrei, ele vinha atrás de mim e chegava a quase chorar. rs. Sem sacanagem. daí eu peguei ele no colo e falei que tava tudo bem.
Uma vez ele, ao perceber que eu tava doente, entrou no meu quarto e ai de quem quisesse tirar!
Rs.
A última que teve lá no Rio foi a Lilica.
Rs.
Minha mãe tava com ela... Nos primeiros tempos eu ainda morava no Rio.
Quando eu mudei, minha mãe contava que quando ela falava... Cadê o andré? Ela automaticamente olhava para a porta!
rs. Ela tinha a noção de que se eu chegasse, seria por lá. Aí ela olhava pra ver se em encontrava. rs.
O mais engraçado dela foi o dia que eu fui ao Rio e levei um brinquedo para dar de presente a ela.
Ela foi, ficou toda feliz, corria para todo lado.
Voltei.
Na vez seguinte que eu fui ao Rio, a primeira coisa que ela fez foi pegar o brinquedo que eu tinha dado da vez anterior, subir no meu colo e jogar o brinquedo na minha mão... rs.
Como quem diz: ainda tenho. rs.
Agora. Dizem que o cão não tem memória.
como ela não se esquecia de mim e, como ela lembrava que eu tinha dado aquele brinquedo a ela?
rs. Sei lá..
Agora isso me impressiona que assim como o Pingo, ela também jogou o brinquedo no meu colo, deu na minha mão... Quer dizer ela não dava na mão porque era tão sistemática que, depois que você dava algo a ela, ninguém poderia encostar no que era dela. Nem mesmo você que deu. rs.
Mas jogou no meu colo.
Daí fico pensando...
Como os cães assimilam rápido a questão da cegueira e tem sempre o instinto de como lidar!
Nossa impressiona isso.
E de onde e o que leva eles a assimilar?
Agora não pensem que eles também não se utilizam disso pra te sacanear quando querem. rs.
O Pingo então que tinha esse temperamento ele sabia muito bem como fazer! Rs. se esconder sem fazer barulho para eu não achar, tentar esconder alguma coisa minha sem eu perceber. rsrsrsrsrs.
Depois de um fim de semana com Churrasco, churrasco, churrasco.... e cerveja, cerveja, cerveja, cerveja e mais cerveja, to aqui de volta ao blog.
Hoje para falar, não de cão-guia, como muitos devem estar imaginando.
Mas da relação entre cegos e cães.
Vou relatar aqui algumas experiências minhas e também, a de um amigo que inclusive me sugeriu esse post.
Primeiro a experiência dele.
Cão nãoa tace cego.
Exatamente.
Ele poderá atacar a princípio, por se assustar com a bengala, achandoq ue será usada pra bater nele.
Meu amigo relata que outro dia, ele vinha com a bengala e o cachorro rosnou pra ele.
Ele imediatamente parou.
Quando ele parou e recolheu a bengala o cachorro ficou quieto, o dono apareceu e retirou ele de boa....
Agora duas experiências que aconteceram comigo com relação a cães.
Eles tem uma inteligência fenomenal.
Uma vez eu estava na rua.... Tá... Não vão me chamar de louco mas eu converso com cachoro, tá?
Tudo bem....
Eu estava na rua eis que um cachorro rosnou pra mim. Deveria ser de rua... Eu calmamente, recolhi a bengala e disse:
Calma amigo.... Eu só quero passar.
E não venham me dizer que eles não entendem.
todo mundo parou.... Deveriam estar olhando pra minha cara por eu estar falando com um cachorro de rua, mas beleza.
Mas o fato é que ele se levantou, começou a andar na minha direção... Amigo eu não consigo te ver. se eu encostar é sem querer. Aí o cachorro andou, mas fazendo barulho com as patas no chão.... Ou seja.... Alguma coisa ele entendeu... Talvez por obsarvar que eu andava sem olhar ele entendeu alguma coisa rs.
E não foi só.... Ele nem tão somente deixou eu passar, como veio atrás de mim no meu trajeto!
Exatamente:
Ele veio me acompanhando. Eu tive alguns probleminhas em travessias de rua porque alguns não queriam me ajudar porque eu tava com um cachorro de todo tamanho me acompanhando, mas.... rs.
É... eu não tenho medo de cachorro. Sério.
Seja da raça que for. rs.
Como eu já tive vários, eu sei como lidar e acho que justamente por eu não ter medo, eles pegam uma confiança maior porque se ele pensa em te atacar e você demonstra medo, pode ter certeza que ele vem pra cima. rs.
Eu não sei se alguma vez eu postei aqui sobre o pingo.
Ele era um cachorro da raça Pincher e que ficou comigo 13 anos.
Ele sabia que sou cego.... Gente é isso aí mesmo.... Ele sabia que eu sou cego.
Por que eu digo isso?
Tá não só pelo fato de eu já ter pisado nele sem querer uma vez..... rs.
Mas pela atitude que ele tinha comigo.
Quando ele ganhava um brinquedo novo por exemplo, ele, para as outras pessoas pegava o brinquedo colocava num lugar e apontava..... Ou pegava com a boca e virava para a pessoa.
Comigo, ele pegava o brinquedo, subia no meu colo e dava na minha mão.
como ele aprendeu eu não sei: mas ele tinha aquele cuidado.
Um dia eu tive pena dele.
Ele tinha o costume de, quando ele via que eu ia passar e algum brinquedo dele tava na minha frente ele corria e tirava.
Ele tinha medo de eu pisar... tá... até mesmo de destruir o brinquedo dele por causa do meu tamanho né? rsrsrsrs.
Ou até mesmo de eu cair.
Teve um dia que ele tava com um osso desses para cães que a gente compra em petshopp.
Ele dormiu com o osso na boca.... Eu não sabia, ele tava no caminho e não viu. eu pisei no osso ele acordou assustado e a primeira reação dele foi morder o meu pé.
Quando ele levantou a cabeça e viu que tinha sido eu, nossa.... Eu entrei, ele vinha atrás de mim e chegava a quase chorar. rs. Sem sacanagem. daí eu peguei ele no colo e falei que tava tudo bem.
Uma vez ele, ao perceber que eu tava doente, entrou no meu quarto e ai de quem quisesse tirar!
Rs.
A última que teve lá no Rio foi a Lilica.
Rs.
Minha mãe tava com ela... Nos primeiros tempos eu ainda morava no Rio.
Quando eu mudei, minha mãe contava que quando ela falava... Cadê o andré? Ela automaticamente olhava para a porta!
rs. Ela tinha a noção de que se eu chegasse, seria por lá. Aí ela olhava pra ver se em encontrava. rs.
O mais engraçado dela foi o dia que eu fui ao Rio e levei um brinquedo para dar de presente a ela.
Ela foi, ficou toda feliz, corria para todo lado.
Voltei.
Na vez seguinte que eu fui ao Rio, a primeira coisa que ela fez foi pegar o brinquedo que eu tinha dado da vez anterior, subir no meu colo e jogar o brinquedo na minha mão... rs.
Como quem diz: ainda tenho. rs.
Agora. Dizem que o cão não tem memória.
como ela não se esquecia de mim e, como ela lembrava que eu tinha dado aquele brinquedo a ela?
rs. Sei lá..
Agora isso me impressiona que assim como o Pingo, ela também jogou o brinquedo no meu colo, deu na minha mão... Quer dizer ela não dava na mão porque era tão sistemática que, depois que você dava algo a ela, ninguém poderia encostar no que era dela. Nem mesmo você que deu. rs.
Mas jogou no meu colo.
Daí fico pensando...
Como os cães assimilam rápido a questão da cegueira e tem sempre o instinto de como lidar!
Nossa impressiona isso.
E de onde e o que leva eles a assimilar?
Agora não pensem que eles também não se utilizam disso pra te sacanear quando querem. rs.
O Pingo então que tinha esse temperamento ele sabia muito bem como fazer! Rs. se esconder sem fazer barulho para eu não achar, tentar esconder alguma coisa minha sem eu perceber. rsrsrsrsrs.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Ofensas ou não?
Faaaaaaaaaaaaaaaaala galera!
Esse post é meio confuso.
Afinal eu ofendo ou não. Não ofendo. Ou será que sim?
Tudo depende do ponto de vista. Mas eu sou cego. sei lá.
Bom, vou logo dizer o que eu to querendo.
Quem lida com o público sabe que podemos nos deparar com vários tipos de situações.
Uma vez no trem. Não tinha lugar.
eu normalmente não peço, também não curto a ideia de que alguém o faça. em fim: estava posicionado no trem tranquilamente.
daqui há pouco vem um sujeito com a voz grave, brava.
A! Não tem lugar pra você, pera aí! Tomou a bengala da minha mão antes que eu pudesse fazer qualquer coisa e eu já pensando: Ai minha bengala! Se ele quebra eu to fodido! Era a minha preocupação.
O que ele fez com a minha bengala na mão eu não vi, mas daqui há poucos segundos ele vira e fala: Pronto jovem! Sente aqui. Vocês teriam coragem de dizer que já iriam descer, ou que não precisava? Bom eu não tive. kkkkk. Afinal minha bengala ainda tava na mão dele e..... Bom... Sei lá o tamanho dele, força e tal.... É melhor sentar rs.
Agora o mais comum:
As pessoas se sentirem ofendidas pelo simples fato de você não aceitar que elas te atrapalhem. Quer dizer: Te ajudem... Ou melhor: Sei la´.... Elas acham que estão te ajudando.
Em fim:
Sei lá.
Tudo bem que tem pessoas cegas que são orgulhosas, tratam mal quando ajuda é oferecida, mas tem pessoas que não adianta a forma que você fale. Elas se sentem ofendidas e pronto.
Outro dia no metrô.
quando saio para o trabalho, meu percurso de metrô é de apenas duas estações.
Então, acho mais prático do que me sentar, me posicionar no corredor, mais voltado para a porta que abrirá na minha estação de destino. Usando o corredor como o metrô indica, no entanto já com deslocamento fácil para a porta.
Assim fiz isso numa bela manhã.
Uma senhora chega: senta aqui!
Tento explicar com toda calma:
Senhora, muito obrigado. Mas é que eu já vou descer.
De qualquer forma muito obrigado pela ajuda.
Escuto de repente: a é? Então fica a vontade! A gente quer ajudar e ainda n quer? Se vira aí!
Nossa! A gente vem com toda boa vontade.
E eu aprendi que não adianta tentar argumentar. se você é cego, anda sozinho há pouco tempo e passar por uma situação dessas saiba que:
1. Se você for ficar chateado toda vez que isso acontecer você não vive.
2. se você argumentar é pior. só analise se você realmente não falou com um tom ríspido para tentar melhorar ou o que seja.
Mas o fato é que eu fiquei ouvindo durante o percurso inteiro. Isso se ela não continuou falando depois que eu desci.
daí ela: É por isso que eu não ofereço ajuda! Nossa! A gente tem a educação antiga de sempre ajudar.... aí eu penso:
Gente, mas que drama! Caramba tudo isso porque eu não sentei! Eu até agradeci! Não to entendendo nada!
E até agora não entendi mesmo.
Agora essa aconteceu ontem:
Por mais corrida que esteja minha vida, quando alguém tenta me ajudar utilizando um procedimento errado eu procuro parar, explicar com jeito. Tipo: se eu te der um toque você não fica chateado? E tento explicar da melhor forma.
A história do segurar no braço vai voltar... Porque é ela que normalmente se repete.
Muitas pessoas, quando você explica até falam: Po, desculpa! Eu não sabia. daí eu digo: Po normal! A maioria não sabe. Mas cabe à gente explicar.
E tudo termina da melhor forma.
Mas calma: Não é sempre assim.
Já expliquei aqui que, ao tentar guiar um cego, você deverá passar na frente dele e deixar que ele segure seu braço, na altura próxima ao cotovelo. Alguns poderão preferir o ombro.
Tudo bem.
Mas devido a idéia de proteção, ao ver um obstáculo, principalmente degrau as pessoas querem tentar segurar. Não estando muito em cima ainda dá tempo de você parar e segurar.
é engraçado que as pessoas seguram e falam: Pode ir!
Aí vai o tato: Senhor, na verdade.... É que como o senhor está segurando o meu braço eu não tenho referência, inclusive para descer o degrau que tem aqui na frente.
É bom ou melhor eu pelo menos acho interessante você passar pra pessoa inclusive que você conhece bem a situação que está ali, pra ficar mais fácil a compreensão.
Muitos compreendem.
Agora vamos ao que aconteceu ontem: De vez em quando você passa por uma dessas.
Desço do ônibus.
Mas de boa. Costumo pegar no mesmo lugar e normalmente já não tenho problema, já que muitos já me conhecem por viajar sempre juntos e já sabem os procedimentos. daí não passo tanto por tentarem me segurar na hora de sair do ônibus e tal.
Desço no ponto próximo à minha casa.
Pouco a frente tem um degrau.
O motorista de um ônibus que estava parado enquanto eu passava, pede para uma senhora que estava próximo, verificar se eu precisava de ajuda. Realmente eu ia precisar. Tinha uma rua para atravessar.
A abordagem. O degrau próximo e ela simplesmente segura no meu braço.
Parei e repito aquela frase que falo pelo menos umas 10 vezes no dia.
Senhora. teu um degrau aqui na frente e como a senhora está segurando no meu braço eu não vou conseguir descer. Podemos fazer o contrário? A senhora passa na minha frente e eu seguro no seu braço? Fica melhor. Inclusive eu vou precisar de ajuda para atravessar a rua.
A moça soltou meu braço.
Procuro o braço dela e... Ué, cadê?
Continuei andando... daqui há pouco o motorista:
Ué, dá pra ele ir sozinho?
só escuto a resposta: Ah! Ele me xingou ainda!
gente..... Bom.... Não entendi...
Gente... Será que com essa reforma ortográfica que entrou em vigor agora, alguma palavra da explicação acima virou palavrão e eu não sei?
Me expliquem por favor! rsrsrsrs. kkkkkkkkkkk.
Esse post é meio confuso.
Afinal eu ofendo ou não. Não ofendo. Ou será que sim?
Tudo depende do ponto de vista. Mas eu sou cego. sei lá.
Bom, vou logo dizer o que eu to querendo.
Quem lida com o público sabe que podemos nos deparar com vários tipos de situações.
Uma vez no trem. Não tinha lugar.
eu normalmente não peço, também não curto a ideia de que alguém o faça. em fim: estava posicionado no trem tranquilamente.
daqui há pouco vem um sujeito com a voz grave, brava.
A! Não tem lugar pra você, pera aí! Tomou a bengala da minha mão antes que eu pudesse fazer qualquer coisa e eu já pensando: Ai minha bengala! Se ele quebra eu to fodido! Era a minha preocupação.
O que ele fez com a minha bengala na mão eu não vi, mas daqui há poucos segundos ele vira e fala: Pronto jovem! Sente aqui. Vocês teriam coragem de dizer que já iriam descer, ou que não precisava? Bom eu não tive. kkkkk. Afinal minha bengala ainda tava na mão dele e..... Bom... Sei lá o tamanho dele, força e tal.... É melhor sentar rs.
Agora o mais comum:
As pessoas se sentirem ofendidas pelo simples fato de você não aceitar que elas te atrapalhem. Quer dizer: Te ajudem... Ou melhor: Sei la´.... Elas acham que estão te ajudando.
Em fim:
Sei lá.
Tudo bem que tem pessoas cegas que são orgulhosas, tratam mal quando ajuda é oferecida, mas tem pessoas que não adianta a forma que você fale. Elas se sentem ofendidas e pronto.
Outro dia no metrô.
quando saio para o trabalho, meu percurso de metrô é de apenas duas estações.
Então, acho mais prático do que me sentar, me posicionar no corredor, mais voltado para a porta que abrirá na minha estação de destino. Usando o corredor como o metrô indica, no entanto já com deslocamento fácil para a porta.
Assim fiz isso numa bela manhã.
Uma senhora chega: senta aqui!
Tento explicar com toda calma:
Senhora, muito obrigado. Mas é que eu já vou descer.
De qualquer forma muito obrigado pela ajuda.
Escuto de repente: a é? Então fica a vontade! A gente quer ajudar e ainda n quer? Se vira aí!
Nossa! A gente vem com toda boa vontade.
E eu aprendi que não adianta tentar argumentar. se você é cego, anda sozinho há pouco tempo e passar por uma situação dessas saiba que:
1. Se você for ficar chateado toda vez que isso acontecer você não vive.
2. se você argumentar é pior. só analise se você realmente não falou com um tom ríspido para tentar melhorar ou o que seja.
Mas o fato é que eu fiquei ouvindo durante o percurso inteiro. Isso se ela não continuou falando depois que eu desci.
daí ela: É por isso que eu não ofereço ajuda! Nossa! A gente tem a educação antiga de sempre ajudar.... aí eu penso:
Gente, mas que drama! Caramba tudo isso porque eu não sentei! Eu até agradeci! Não to entendendo nada!
E até agora não entendi mesmo.
Agora essa aconteceu ontem:
Por mais corrida que esteja minha vida, quando alguém tenta me ajudar utilizando um procedimento errado eu procuro parar, explicar com jeito. Tipo: se eu te der um toque você não fica chateado? E tento explicar da melhor forma.
A história do segurar no braço vai voltar... Porque é ela que normalmente se repete.
Muitas pessoas, quando você explica até falam: Po, desculpa! Eu não sabia. daí eu digo: Po normal! A maioria não sabe. Mas cabe à gente explicar.
E tudo termina da melhor forma.
Mas calma: Não é sempre assim.
Já expliquei aqui que, ao tentar guiar um cego, você deverá passar na frente dele e deixar que ele segure seu braço, na altura próxima ao cotovelo. Alguns poderão preferir o ombro.
Tudo bem.
Mas devido a idéia de proteção, ao ver um obstáculo, principalmente degrau as pessoas querem tentar segurar. Não estando muito em cima ainda dá tempo de você parar e segurar.
é engraçado que as pessoas seguram e falam: Pode ir!
Aí vai o tato: Senhor, na verdade.... É que como o senhor está segurando o meu braço eu não tenho referência, inclusive para descer o degrau que tem aqui na frente.
É bom ou melhor eu pelo menos acho interessante você passar pra pessoa inclusive que você conhece bem a situação que está ali, pra ficar mais fácil a compreensão.
Muitos compreendem.
Agora vamos ao que aconteceu ontem: De vez em quando você passa por uma dessas.
Desço do ônibus.
Mas de boa. Costumo pegar no mesmo lugar e normalmente já não tenho problema, já que muitos já me conhecem por viajar sempre juntos e já sabem os procedimentos. daí não passo tanto por tentarem me segurar na hora de sair do ônibus e tal.
Desço no ponto próximo à minha casa.
Pouco a frente tem um degrau.
O motorista de um ônibus que estava parado enquanto eu passava, pede para uma senhora que estava próximo, verificar se eu precisava de ajuda. Realmente eu ia precisar. Tinha uma rua para atravessar.
A abordagem. O degrau próximo e ela simplesmente segura no meu braço.
Parei e repito aquela frase que falo pelo menos umas 10 vezes no dia.
Senhora. teu um degrau aqui na frente e como a senhora está segurando no meu braço eu não vou conseguir descer. Podemos fazer o contrário? A senhora passa na minha frente e eu seguro no seu braço? Fica melhor. Inclusive eu vou precisar de ajuda para atravessar a rua.
A moça soltou meu braço.
Procuro o braço dela e... Ué, cadê?
Continuei andando... daqui há pouco o motorista:
Ué, dá pra ele ir sozinho?
só escuto a resposta: Ah! Ele me xingou ainda!
gente..... Bom.... Não entendi...
Gente... Será que com essa reforma ortográfica que entrou em vigor agora, alguma palavra da explicação acima virou palavrão e eu não sei?
Me expliquem por favor! rsrsrsrs. kkkkkkkkkkk.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Baixa Visão
Faaaaaaaaala galera!
Agora vou dar um toque aqui que muita gente não deve parar pra pensar.
Normalmente, na cabeça de algumas pessoas, existe o cego e a pessoa que enxerga.
Só que além desses existe a pessoa com baixa visão.
Esse sim tem deficiência visual.
Cada caso é um caso, o que dificulta mais a compreensão das pessoas com relação a eles.
Eu costumo dizer que o baixa visão é aquele cara em cima do muro. Ainda não decidiu se é cego ou se enxerga. kkkkkkkkk.
Falando sério. Acho que a situação deles deve ser mais difícil que a do cego.
Alguns tem um tipo de visão só prejudicada (ou lateral ou periférica), ou dependendo do quanto enxergam, algumas coisas conseguem ver outras não.
Como explicar para um cidadão que o vê na rua, que ele desviou do poste que ficou pra trás há alguns metros, mas precisa de ajuda para atravessar a rua, pois não vê o suficiente pra isso?
Se com o cego o pessoal já se embanana todo...
Pior que tem pessoas com baixa visão que não aceita a deficiência e fica querendo mostrar que enxerga mais do que realmente enxerga.
Uma vez presenciei um baixa visão batendo com a cara na parede. as pessoas falavam: coitado! Eu dizia: Bem feito!
Ué... se ele aceitasse que não enxerga direito e usasse a bengala que tem que usar ele não batia.
Mas vamos ao lado engraçado do baixa visão.
Tenho um amigo que certa vez resolveu me guiar. Quase me joga de cara na parede.
Minha bengala estava a postos pra me proteger da pancada rs.
100 metros depois, ele olha e fala: Olha que morena linda passando ali!
Eu xingava muito.... O desgraçado na hora de ver a parede ele não viu e eu quase bati. Mas a mulher que passava ele viu!
Comecei a chamar ele de cego do Paraguai!
Esse mesmo cara.
Estávamos num taxi indo para uma balada eu, ele e mais 2 cegos.
Dentro do taxi ele olha pra fora e fala:
Nossa! Que loira linda passando ali!
Aí um outro amigo chega pra ele e diz: Fala sério! Tu é baixa visão! De repente é um cabeludo que tá passando ali e você dizendo que é uma loira linda! ele: não! de forma alguma!
O taxista começa a rir.
Perguntamos: Tá rindo de que, motorista? Também queremos!
Bom... É que na verdade, era um cabeludo mesmo!
kkkkkkkkk a gente ria muito e ele tentando justificar o injustificável.
Uma das características do baixa visão é confiar cegamente no que vê. Mas cegamente? Ele não é baixa visão? tá. Antes que minha cabeça se confunda, contarei a história.
Umcasal sendo um cego e ma baixa visão estávam num evento, no qual encontraram outra amiga cega.
Intervalo, queriam tomar um café e foram informados que havia uma padaria próxima ao local.
A amiga baixa visão, confiando no que estava vendo,... Achei a padaria!
Entraram.
O cego pergunta:
O que vocês tem de salgado? Não trabalhamos com salgados, senhor.
Então lanches.
Começaram a perguntar e o senhor explicando com toda boa vontade sobre os lanches.
A baixa visão, que foi quem encontrou a padaria, começa.
Vocês tem pão de queijo?
Não temos.
Como não? Mas que padaria é essa que não tem pão de queijo? Aqui não é uma padaria?
Não senhora. É o MCDonald's!
kkkkkkkkkkkkkkkkk.
Eu ri muito quando eles me contaram. kkkkkk. e eles também riram no local. kkkkkkk
Agora vou dar um toque aqui que muita gente não deve parar pra pensar.
Normalmente, na cabeça de algumas pessoas, existe o cego e a pessoa que enxerga.
Só que além desses existe a pessoa com baixa visão.
Esse sim tem deficiência visual.
Cada caso é um caso, o que dificulta mais a compreensão das pessoas com relação a eles.
Eu costumo dizer que o baixa visão é aquele cara em cima do muro. Ainda não decidiu se é cego ou se enxerga. kkkkkkkkk.
Falando sério. Acho que a situação deles deve ser mais difícil que a do cego.
Alguns tem um tipo de visão só prejudicada (ou lateral ou periférica), ou dependendo do quanto enxergam, algumas coisas conseguem ver outras não.
Como explicar para um cidadão que o vê na rua, que ele desviou do poste que ficou pra trás há alguns metros, mas precisa de ajuda para atravessar a rua, pois não vê o suficiente pra isso?
Se com o cego o pessoal já se embanana todo...
Pior que tem pessoas com baixa visão que não aceita a deficiência e fica querendo mostrar que enxerga mais do que realmente enxerga.
Uma vez presenciei um baixa visão batendo com a cara na parede. as pessoas falavam: coitado! Eu dizia: Bem feito!
Ué... se ele aceitasse que não enxerga direito e usasse a bengala que tem que usar ele não batia.
Mas vamos ao lado engraçado do baixa visão.
Tenho um amigo que certa vez resolveu me guiar. Quase me joga de cara na parede.
Minha bengala estava a postos pra me proteger da pancada rs.
100 metros depois, ele olha e fala: Olha que morena linda passando ali!
Eu xingava muito.... O desgraçado na hora de ver a parede ele não viu e eu quase bati. Mas a mulher que passava ele viu!
Comecei a chamar ele de cego do Paraguai!
Esse mesmo cara.
Estávamos num taxi indo para uma balada eu, ele e mais 2 cegos.
Dentro do taxi ele olha pra fora e fala:
Nossa! Que loira linda passando ali!
Aí um outro amigo chega pra ele e diz: Fala sério! Tu é baixa visão! De repente é um cabeludo que tá passando ali e você dizendo que é uma loira linda! ele: não! de forma alguma!
O taxista começa a rir.
Perguntamos: Tá rindo de que, motorista? Também queremos!
Bom... É que na verdade, era um cabeludo mesmo!
kkkkkkkkk a gente ria muito e ele tentando justificar o injustificável.
Uma das características do baixa visão é confiar cegamente no que vê. Mas cegamente? Ele não é baixa visão? tá. Antes que minha cabeça se confunda, contarei a história.
Umcasal sendo um cego e ma baixa visão estávam num evento, no qual encontraram outra amiga cega.
Intervalo, queriam tomar um café e foram informados que havia uma padaria próxima ao local.
A amiga baixa visão, confiando no que estava vendo,... Achei a padaria!
Entraram.
O cego pergunta:
O que vocês tem de salgado? Não trabalhamos com salgados, senhor.
Então lanches.
Começaram a perguntar e o senhor explicando com toda boa vontade sobre os lanches.
A baixa visão, que foi quem encontrou a padaria, começa.
Vocês tem pão de queijo?
Não temos.
Como não? Mas que padaria é essa que não tem pão de queijo? Aqui não é uma padaria?
Não senhora. É o MCDonald's!
kkkkkkkkkkkkkkkkk.
Eu ri muito quando eles me contaram. kkkkkk. e eles também riram no local. kkkkkkk
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segunda-feira, 26 de abril de 2010
Cegueira não tira individualidade
Faaaaaaaaala galera!
Em primeiro lugar, agradeço aqui à todos os amigos que sempre dão apoio ao blog, visitando, comentando e aqueles que nos encaram como pessoas normais.
Alguns chegam até ao ponto de copiar algumas características.
Tenho uma amiga que está tão interada em saber como é o cotidiano do cego, que já começou a não ver a padaria da rua barra Funda quando está dirigindo e agora, no último domingo, confundiu um boteco de esquina com a padaria.
A mas pelo menos ela ainda está vendo o trânsito. Isso é legal.
Alias, farei uma campanha para que consigamos achar um GPS para ela. calma. Mas não poderá ser simples. Tem que ser um GPs que evite que ela vire para a esquerda quando ele aponta para a direita. Já existe?
Então é assim. Eu estava falando da questão da individualidade.
Resolvi postar isso depois de falar com um jovem cidadão do Metrô que quis tirar algumas dúvidas. afinal existe o treinamento, mas existem situações práticas que o treinamento não consegue passar.
Exemplo: Corrimão em escadas.
Alguns cegos preferem usar, colocar a mão nele antes de entrar na escada rolante e tal. Eu, já prefiro não utilizar, tendo como guia ou o passo de quem está conduzindo, ou, se estiver sozinho, a bengala.comento agora 2 fatos muito interessantes:
Certa vez eu comentei com uma amiga que os lugares que favorecem mais o cego e que normalmente as pessoas procuram para morar são aqueles que tem comércio e condução perto. Normalmente isso serve como um critério bem alto na escolha.
Perto de Metrô no caso de são Paulo, ou perto de locais onde se tenha várias opções de ônibus.
Depois o comentário que eu fiz.
Eu gosto muito de morar aqui no centro de São Paulo.
Putz, eu não quero sair do centro.
Eu quero morar sempre perto de metrô e se um dia eu sair de onde eu to, com certeza será nessa região ainda do centro que eu quero morar. Não gostaria. Lugar perto de metrô é sempre bom. Mas se eu tiver que optar entre um local perto de metrô na zona Leste, ou Norte Ou Sul, eu ainda prefiro o centro.
Aí, num determinado momento eu escuto ela passando a informação para outra pessoa.
Bom, por exemplo: eu to aprendendo muita coisa: quer ver.. sabiam que o melhor lugar pra cego morar é no centro?
Putz...... Calma... Menos.... Eu, andré, prefiro o centro. Mas tem cegos que adoram a zona Leste ou outras regiões... Menos...
A outra situação foi perto da minha casa.
Existem vários caminhos para se chegar no metro. Pedi para me ajudarem numa esquina a atravessar a rua.
Virei na próxima e a pessoa me questionou: Outro dia um sego me pediu ajuda para atravessar sentido metrô mas em vez de virar aqui ele subiu reto na rua.
Sim... Ué mas como? Por aqui não é melhor?
Eu vejo sempre você e mais alguns virem por aqui... Bom.... É melhor para nós, mas talvez não pra ele.
Mas por que? Bom, eu só posso falar por mim. Por que ele acha o outro caminho melhor, só ele pode responder. Eu acho que tem menos obstáculo e tal... Mas ele pode ter motivos para preferir o outro caminho. sei lá. Ou por desconhecimento de outros, ou preferências mesmo.
Então galera, nunca se esqueçam. cegos, cadeirantes, surdos, também tem individualidade.
Em primeiro lugar, agradeço aqui à todos os amigos que sempre dão apoio ao blog, visitando, comentando e aqueles que nos encaram como pessoas normais.
Alguns chegam até ao ponto de copiar algumas características.
Tenho uma amiga que está tão interada em saber como é o cotidiano do cego, que já começou a não ver a padaria da rua barra Funda quando está dirigindo e agora, no último domingo, confundiu um boteco de esquina com a padaria.
A mas pelo menos ela ainda está vendo o trânsito. Isso é legal.
Alias, farei uma campanha para que consigamos achar um GPS para ela. calma. Mas não poderá ser simples. Tem que ser um GPs que evite que ela vire para a esquerda quando ele aponta para a direita. Já existe?
Então é assim. Eu estava falando da questão da individualidade.
Resolvi postar isso depois de falar com um jovem cidadão do Metrô que quis tirar algumas dúvidas. afinal existe o treinamento, mas existem situações práticas que o treinamento não consegue passar.
Exemplo: Corrimão em escadas.
Alguns cegos preferem usar, colocar a mão nele antes de entrar na escada rolante e tal. Eu, já prefiro não utilizar, tendo como guia ou o passo de quem está conduzindo, ou, se estiver sozinho, a bengala.comento agora 2 fatos muito interessantes:
Certa vez eu comentei com uma amiga que os lugares que favorecem mais o cego e que normalmente as pessoas procuram para morar são aqueles que tem comércio e condução perto. Normalmente isso serve como um critério bem alto na escolha.
Perto de Metrô no caso de são Paulo, ou perto de locais onde se tenha várias opções de ônibus.
Depois o comentário que eu fiz.
Eu gosto muito de morar aqui no centro de São Paulo.
Putz, eu não quero sair do centro.
Eu quero morar sempre perto de metrô e se um dia eu sair de onde eu to, com certeza será nessa região ainda do centro que eu quero morar. Não gostaria. Lugar perto de metrô é sempre bom. Mas se eu tiver que optar entre um local perto de metrô na zona Leste, ou Norte Ou Sul, eu ainda prefiro o centro.
Aí, num determinado momento eu escuto ela passando a informação para outra pessoa.
Bom, por exemplo: eu to aprendendo muita coisa: quer ver.. sabiam que o melhor lugar pra cego morar é no centro?
Putz...... Calma... Menos.... Eu, andré, prefiro o centro. Mas tem cegos que adoram a zona Leste ou outras regiões... Menos...
A outra situação foi perto da minha casa.
Existem vários caminhos para se chegar no metro. Pedi para me ajudarem numa esquina a atravessar a rua.
Virei na próxima e a pessoa me questionou: Outro dia um sego me pediu ajuda para atravessar sentido metrô mas em vez de virar aqui ele subiu reto na rua.
Sim... Ué mas como? Por aqui não é melhor?
Eu vejo sempre você e mais alguns virem por aqui... Bom.... É melhor para nós, mas talvez não pra ele.
Mas por que? Bom, eu só posso falar por mim. Por que ele acha o outro caminho melhor, só ele pode responder. Eu acho que tem menos obstáculo e tal... Mas ele pode ter motivos para preferir o outro caminho. sei lá. Ou por desconhecimento de outros, ou preferências mesmo.
Então galera, nunca se esqueçam. cegos, cadeirantes, surdos, também tem individualidade.
sexta-feira, 26 de março de 2010
O cego sabe pra onde vai.
Parece óbvio isso que eu to falando. Mas nem todos pensam assim.
Sério.
Perto de onde moro existe uma instituição de cegos.
Isso pode se tornar um pesadelo.
Além de ter atenção dobrada, nesses casos ela precisa ser redobrada para que você não se perca.
Motivo:
Todo mundo quer te jogar dentro da instituição a qualquer custo!
Ainda mais que eu trabalhava lá, logo que mudei para São Paulo.
Vira e mexe eu caminhava para a padaria pra tomar café e o pessoal: Ei, já passou! volta!
Aí eu respondia: Não passei... Passou! Ai que inferno era!
Teve uma que teimou tanto que eu falei: Vou acreditar que eu passei se você me responder corretamente uma pergunta: Pra onde eu to indo?
A, não tá indo pra Laramara? Errou! tchau. Obrigado. kkkkk.
Até domingo o povo cismava em tentar me jogar dentro da instituição... que inferno!
aí eu dizia: até hoje você quer fazer eu trabalhar? rs.
Hoje não trabalho mais lá e demorou para o pessoal acostumar que eu moro naquela rua.
O problema é que teve gente que aprendeu isso até de mais.
numa Sexta-feira eu como de costume, me preparava pra ir tomar aquela gelada que é de lei nos fins de semana.
Vou para o bar.
Como o ônibus que eu peguei quando saía do trabalho me deixava há umas duas quadras depois e o que me deixaria na rua do bar poderia demorar, eu fui nesse mesmo.
Entrei na rua onde moro e desci por ela. Na próxima eu viraria, pois era a rua do bar...
É eu tentar virar... ei! é pra lá!
A é uma outra mania que as pessoas tem... quando querem nos ajudar a desviar de algo... Pra lá! Po pra lá pode ser pra tanto lugar... direita, esquerda, reto...
Fingi não escutar. Não satisfeito o senhor vem correndo na minha direção... Ei amigo é pra lá... Não, não é pra lá, eu vou pra cá...
Eu te conheço! Você mora pra lá! sim... Eu concordo, eu moro pra lá, mas agora eu vou pra cá!
Mas é pra lá que você mora... Tá senhor.... Vamos por partes:
Sim eu moro pra lá e disso não há dúvida. Mas como o senhor pode afirmar com certeza, que eu to indo pra casa? O que te dá essa certeza?
Eu não estou indo, pra casa, como já tentei explicar.
Ele sai indignado porque sei la´... Na cabeça dele eu tinha que ir pra casa.
sim... fui na direção do bar. Várias pessoas em frente à faculdade que tem lá perto orientando com o seu perigosíssimo direita esquerda.
Digo perigosíssimo porque. as vezes tem gente que fala: Vai pra direita! Mas esse direita na verdade é esquerda. aí você vai pra direita e vai exatamente de cara no obstáculo que ela queria desviar. Ou porque ela se confunde, ou porque ela está de frente pra você e quando ela fala direita é a direita dela...
Na dúvida, quando é uma pessoa muito conhecida eu sigo.
Quando não, eu continuo reto esperando que a bengala detecte o obstáculo. É mais seguro. rs.
Eis que finalmente chego na porta do bar.
Logo um monte de gente próximo. localizo com a bengala a entrada e me preparo. Imediatamente sou empurrado: Vem por aqui! Mas moço... Levei um empurrão que nem deu tempo de nada falar...
Tento voltar e achar a entrada de novo... Não! Por aqui!
Mas moço... E levava um empurrão antes que eu pudesse explicar qualquer coisa.
E eu não querendo ser indelicado...
Acho a porta pela terceira vez pensando: Será que agora finalmente eu entro?
acho a porta e quando eu ia levar o empurrão eu firmei o corpo e disse> Moço: Por favor... você poderia deixar eu entrar no bar?
As pessoas querem ajudar tanto que tentam até prever pra onde você vai!
Sério.
Perto de onde moro existe uma instituição de cegos.
Isso pode se tornar um pesadelo.
Além de ter atenção dobrada, nesses casos ela precisa ser redobrada para que você não se perca.
Motivo:
Todo mundo quer te jogar dentro da instituição a qualquer custo!
Ainda mais que eu trabalhava lá, logo que mudei para São Paulo.
Vira e mexe eu caminhava para a padaria pra tomar café e o pessoal: Ei, já passou! volta!
Aí eu respondia: Não passei... Passou! Ai que inferno era!
Teve uma que teimou tanto que eu falei: Vou acreditar que eu passei se você me responder corretamente uma pergunta: Pra onde eu to indo?
A, não tá indo pra Laramara? Errou! tchau. Obrigado. kkkkk.
Até domingo o povo cismava em tentar me jogar dentro da instituição... que inferno!
aí eu dizia: até hoje você quer fazer eu trabalhar? rs.
Hoje não trabalho mais lá e demorou para o pessoal acostumar que eu moro naquela rua.
O problema é que teve gente que aprendeu isso até de mais.
numa Sexta-feira eu como de costume, me preparava pra ir tomar aquela gelada que é de lei nos fins de semana.
Vou para o bar.
Como o ônibus que eu peguei quando saía do trabalho me deixava há umas duas quadras depois e o que me deixaria na rua do bar poderia demorar, eu fui nesse mesmo.
Entrei na rua onde moro e desci por ela. Na próxima eu viraria, pois era a rua do bar...
É eu tentar virar... ei! é pra lá!
A é uma outra mania que as pessoas tem... quando querem nos ajudar a desviar de algo... Pra lá! Po pra lá pode ser pra tanto lugar... direita, esquerda, reto...
Fingi não escutar. Não satisfeito o senhor vem correndo na minha direção... Ei amigo é pra lá... Não, não é pra lá, eu vou pra cá...
Eu te conheço! Você mora pra lá! sim... Eu concordo, eu moro pra lá, mas agora eu vou pra cá!
Mas é pra lá que você mora... Tá senhor.... Vamos por partes:
Sim eu moro pra lá e disso não há dúvida. Mas como o senhor pode afirmar com certeza, que eu to indo pra casa? O que te dá essa certeza?
Eu não estou indo, pra casa, como já tentei explicar.
Ele sai indignado porque sei la´... Na cabeça dele eu tinha que ir pra casa.
sim... fui na direção do bar. Várias pessoas em frente à faculdade que tem lá perto orientando com o seu perigosíssimo direita esquerda.
Digo perigosíssimo porque. as vezes tem gente que fala: Vai pra direita! Mas esse direita na verdade é esquerda. aí você vai pra direita e vai exatamente de cara no obstáculo que ela queria desviar. Ou porque ela se confunde, ou porque ela está de frente pra você e quando ela fala direita é a direita dela...
Na dúvida, quando é uma pessoa muito conhecida eu sigo.
Quando não, eu continuo reto esperando que a bengala detecte o obstáculo. É mais seguro. rs.
Eis que finalmente chego na porta do bar.
Logo um monte de gente próximo. localizo com a bengala a entrada e me preparo. Imediatamente sou empurrado: Vem por aqui! Mas moço... Levei um empurrão que nem deu tempo de nada falar...
Tento voltar e achar a entrada de novo... Não! Por aqui!
Mas moço... E levava um empurrão antes que eu pudesse explicar qualquer coisa.
E eu não querendo ser indelicado...
Acho a porta pela terceira vez pensando: Será que agora finalmente eu entro?
acho a porta e quando eu ia levar o empurrão eu firmei o corpo e disse> Moço: Por favor... você poderia deixar eu entrar no bar?
As pessoas querem ajudar tanto que tentam até prever pra onde você vai!
quarta-feira, 24 de março de 2010
Apresentaçãodo Blog
Faaaaala galera!
Sou cego desde que nasci.
Resolvi criar este blog para expor as situações engraçadas que já passei, passo e pretendo de forma bem humorada e leve, orientar as pessoas que enxergam a melhor forma de ajudar um cego quando necessário for.
Basicamente na rua encontramos 4 tipos de pessoas:
As que não ajudam quando você precisa e fingem que não viram.
As que estão prontas para te ajudar quando você precisa.
As que tentam te ajudar quando você precisa mas acabam te atrapalhando. Essas você ainda tem como orientar a melhor forma.
Agora vem o tipo mais complicado:
As que tentam te ajudar quando você não precisa e acabam te atrapalhando, arrumando um problema que até então você não tinha. rs.
Divulguem bastante esse blog para que a gente não tenha mais que passar por essa última situação. kkkkkkk.
Até o próximo post
Sou cego desde que nasci.
Resolvi criar este blog para expor as situações engraçadas que já passei, passo e pretendo de forma bem humorada e leve, orientar as pessoas que enxergam a melhor forma de ajudar um cego quando necessário for.
Basicamente na rua encontramos 4 tipos de pessoas:
As que não ajudam quando você precisa e fingem que não viram.
As que estão prontas para te ajudar quando você precisa.
As que tentam te ajudar quando você precisa mas acabam te atrapalhando. Essas você ainda tem como orientar a melhor forma.
Agora vem o tipo mais complicado:
As que tentam te ajudar quando você não precisa e acabam te atrapalhando, arrumando um problema que até então você não tinha. rs.
Divulguem bastante esse blog para que a gente não tenha mais que passar por essa última situação. kkkkkkk.
Até o próximo post
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