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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Extra! Estagiária Perde Cego No Metrô!



Faaaaaaaaaaala galera!

Como já comentei aqui, terça-feira fui à faculdade levar uma documentação pendente.

Estava saindo, coincidentemente, na mesma hora da estagiária.

Perguntei:

Você vai pro metrô? Ela disse: sim. Ah, eu também.

Legal, pois aí iríamos conversando. Ela é uma ótima companhia.

Saía também junto conosco para fazer o mesmo caminho, um outro estagiário.

Conversamos, o percurso foi bem mais rápido até pelo papo  estávamos lá os 3.

Ao entrarmos na estação, o estagiário foi recarregar o bilhete dele enquanto a estagiária me conduzia até a catraca.

Aquele procedimento... Como desceríamos em estações diferentes, preciso do auxílio de um funcionário para o embarque, adotando assim o procedimento do metrô, no qual um funcionário anota o trem e o vagão que embarcamos para que, na estação de destino, outro funcionário possa auxiliar até à saída ou transferência.

Passei pela catraca, o funcionário veio me ajudar..... Normal.....

Mas... Ué... Cadê a estagiária? Nem se despediu?

Legal.... Segui meu caminho...

Horas depois vejo uma menção no face em um comentário. Na postagem, o estagiário questionava algo que até agora também não entendi,.

“Como uma pessoa pode perder alguém daquele tamanho?”

Olha, sinceramente não sei.... Ela me perdeu de vista... kkkkkkkkk.

Logicamente, depois do comentário no qual ela me mencionou horas depois, postei como resposta a primeira frase que me veio à cabeça:

“Depois o cego sou eu!” kkkkkkkkkkkk.

Ontem foi uma zoação danada com ela por causa da história, que obviamente, fiz questão de espalhar logo que cheguei.

Lembro que me ausentei da sala por alguns minutos e nesse meio tempo ela chegou.

Quando retornei, já ouvi de cara um colega de trabalho falando:

Aí.... Achou o André agora? Kkkkkkkk.

Sem contar que vira e mexe alguém chegava para ela e dizia: Acabaram de ligar do setor de achados e perdidos do metrô, dizendo não terem achado o cego que você perdeu e perguntando se você já encontrou. Kkkkkkkkk.

Como sucedeu, não sei. Eu achava que logo que eu passasse pela catraca ambos me seguiriam. Aliás até achei que estavam fazendo isso.

Quando me dei conta já estava próximo da plataforma e atrasado por conta do horário de fechamento da secretaria, continuei meu caminho sem entender nada. Kkkkk.

Nisso, lembrei também quando mudei pra São Paulo, no primeiro dia de trabalho, de uma colega que me perdeu no trem. Kkkkkkk.

Pior que ali foi tão normal.

Embarcaríamos em plataformas diferentes.

Ela disse: Vou te deixar aqui e procurar um funcionário para te ajudar.

Depois de alguns instantes, chega o funcionário.

Daí pensei:

Bom. Ela chamou o funcionário e seguiu seu destino! Aliás eu havia entendido que ela faria isso?

No dia seguinte, chega ela desesperada perguntando se eu já havia chegado.

Os colegas de setores responderam: Da próxima, vê se faz o serviço direito! Olha ele aí de volta!

Kkkkkkk.

Aí o outro: pior que não tem jeito. É bem difícil perder ele num lugar que ele não saiba voltar... Até no Rio se você tentar perder ele ele consegue. Kkkkkkkkkkk.

Tá vendo gente? No primeiro dia já tinha feito amigos. Kkkkkk.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

História das primeiras vezes que vim para São Paulo.

Faaaaaaaaala galera!

Vou contar um fato interessante que aconteceu nas primeiras vezes que vim aqui. Uma das primeiras.

Desde que comecei a me locomover sozinho, mesmo no Rio, como trem não fazia parte da minha rotina, nunca tinha andado de trem sozinho.

E uma dessas vezes em São Paulo, precisei fazer o tal trajeto, para descer em Osasco.

Acaba que depois disso, eu acabei passando a fazer um caminho no Rio onde utilizava o trem também, mas foi quase um ano depois.

Então..... O trem, assim como lembrava era um verdadeiro shopping popular.

Era criança quando tinha andado no Rio pela última vez.

Em sampa não vi nada diferente... Nem igual. rsrs.

Eram aqueles gritos:

Olha a água, olha o chocolate, coca cerveja e águaaaaaa!

Sem contar aqueles inconvenientes que ficam com uma bíblia na mão, pregando aos berros como se quisessem mostrar que tem um micfofone na garganta, atrapalhando o complemento do sono dos que tivéram a Bênção de estar sentados e querem dormir um pouquinho durante a viagem.

E assim fui eu.

Não tinha entendido o esquema ainda.

Não sabia qual porta abriria no meu destino...

Afinal, cada hora abria de um lado... Senti saudade do metrô do Rio que, além de ser anunciada a estação, também é falado o lado que abrirá. rs.

Até que escuto o anúncio.

Próxima estação Osasco... E mais os outros dizeres que vocês aqui de sampa já tão carecas de escutar e não vou repetir. rs.

Me levanto....

Em meio àqueles gritos de vendedores, que tinham dado uma parada.

Me virava para uma pessoa e perguntava:

Por favor: Qual lado vai abrir?

Nenhuma resposta.

Outra pessoa do outro lado:

Por favor, pode me ajudar a chegar até a porta?

Nada.

E a estação chegando.... Eu exatamente numa posição que precisava me mexer e pior.

Quando o trem tá vazio, você pode se posicionar próximo a uma porta e ao ouvir que foi a outra que abriu, correr pra ela.

Mas o trem tava tão cheio que não me permitia errar. rsrsrs.

Até que tive uma brilhante idéia:

A, é sacanagem eu passar da estação porque tão fingindo não ver.....

Já que todo mundo grita nesse trem mesmo, pera aí....

Daí comecei o mais alto que pude:

GEEENTEE! POR FAVOR! AAALGUEEEEM MEEE AJUUUDAAAA A CHEGAAAAR ATÉ A PORTA PORQUE EU PREEECISOOO DESSCEEEEEEEER! ÉEE NA PROOOOOOOOXIMA EEESTAAAAÇÃÃÃÃO!

Nossa, eu chamei a atenção de grande parte do vagão. rsrsrs.

Na mesma hora eu ouvi um monte de gente levantando, um chegando de um lado e outro do outro... Calma Calma! Pode deixar que eu te ajudo...

Sem contar os que eu devo ter acordado.

E se eu te acordei com o escândalo, além de ser por uma causa nobre e por eu não ver outra alternativa, se você ficou p. da vida, atire a primeira pedra se os inconvenientes com a bíblia também nunca te acordaram no trem.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Ofensas ou não?

Faaaaaaaaaaaaaaaaala galera!

Esse post é meio confuso.

Afinal eu ofendo ou não. Não ofendo. Ou será que sim?

Tudo depende do ponto de vista. Mas eu sou cego. sei lá.

Bom, vou logo dizer o que eu to querendo.

Quem lida com o público sabe que podemos nos deparar com vários tipos de situações.

Uma vez no trem. Não tinha lugar.

eu normalmente não peço, também não curto a ideia de que alguém o faça. em fim: estava posicionado no trem tranquilamente.

daqui há pouco vem um sujeito com a voz grave, brava.

A! Não tem lugar pra você, pera aí! Tomou a bengala da minha mão antes que eu pudesse fazer qualquer coisa e eu já pensando: Ai minha bengala! Se ele quebra eu to fodido! Era a minha preocupação.

O que ele fez com a minha bengala na mão eu não vi, mas daqui há poucos segundos ele vira e fala: Pronto jovem! Sente aqui. Vocês teriam coragem de dizer que já iriam descer, ou que não precisava? Bom eu não tive. kkkkk. Afinal minha bengala ainda tava na mão dele e..... Bom... Sei lá o tamanho dele, força e tal.... É melhor sentar rs.

Agora o mais comum:

As pessoas se sentirem ofendidas pelo simples fato de você não aceitar que elas te atrapalhem. Quer dizer: Te ajudem... Ou melhor: Sei la´.... Elas acham que estão te ajudando.

Em fim:

Sei lá.

Tudo bem que tem pessoas cegas que são orgulhosas, tratam mal quando ajuda é oferecida, mas tem pessoas que não adianta a forma que você fale. Elas se sentem ofendidas e pronto.

Outro dia no metrô.

quando saio para o trabalho, meu percurso de metrô é de apenas duas estações.

Então, acho mais prático do que me sentar, me posicionar no corredor, mais voltado para a porta que abrirá na minha estação de destino. Usando o corredor como o metrô indica, no entanto já com deslocamento fácil para a porta.

Assim fiz isso numa bela manhã.

Uma senhora chega: senta aqui!

Tento explicar com toda calma:

Senhora, muito obrigado. Mas é que eu já vou descer.

De qualquer forma muito obrigado pela ajuda.

Escuto de repente: a é? Então fica a vontade! A gente quer ajudar e ainda n quer? Se vira aí!

Nossa! A gente vem com toda boa vontade.
E eu aprendi que não adianta tentar argumentar. se você é cego, anda sozinho há pouco tempo e passar por uma situação dessas saiba que:

1. Se você for ficar chateado toda vez que isso acontecer você não vive.

2. se você argumentar é pior. só analise se você realmente não falou com um tom ríspido para tentar melhorar ou o que seja.

Mas o fato é que eu fiquei ouvindo durante o percurso inteiro. Isso se ela não continuou falando depois que eu desci.

daí ela: É por isso que eu não ofereço ajuda! Nossa! A gente tem a educação antiga de sempre ajudar.... aí eu penso:

Gente, mas que drama! Caramba tudo isso porque eu não sentei! Eu até agradeci! Não to entendendo nada!

E até agora não entendi mesmo.

Agora essa aconteceu ontem:

Por mais corrida que esteja minha vida, quando alguém tenta me ajudar utilizando um procedimento errado eu procuro parar, explicar com jeito. Tipo: se eu te der um toque você não fica chateado? E tento explicar da melhor forma.

A história do segurar no braço vai voltar... Porque é ela que normalmente se repete.

Muitas pessoas, quando você explica até falam: Po, desculpa! Eu não sabia. daí eu digo: Po normal! A maioria não sabe. Mas cabe à gente explicar.

E tudo termina da melhor forma.

Mas calma: Não é sempre assim.

Já expliquei aqui que, ao tentar guiar um cego, você deverá passar na frente dele e deixar que ele segure seu braço, na altura próxima ao cotovelo. Alguns poderão preferir o ombro.

Tudo bem.


Mas devido a idéia de proteção, ao ver um obstáculo, principalmente degrau as pessoas querem tentar segurar. Não estando muito em cima ainda dá tempo de você parar e segurar.

é engraçado que as pessoas seguram e falam: Pode ir!

Aí vai o tato: Senhor, na verdade.... É que como o senhor está segurando o meu braço eu não tenho referência, inclusive para descer o degrau que tem aqui na frente.


É bom ou melhor eu pelo menos acho interessante você passar pra pessoa inclusive que você conhece bem a situação que está ali, pra ficar mais fácil a compreensão.

Muitos compreendem.

Agora vamos ao que aconteceu ontem: De vez em quando você passa por uma dessas.

Desço do ônibus.

Mas de boa. Costumo pegar no mesmo lugar e normalmente já não tenho problema, já que muitos já me conhecem por viajar sempre juntos e já sabem os procedimentos. daí não passo tanto por tentarem me segurar na hora de sair do ônibus e tal.

Desço no ponto próximo à minha casa.

Pouco a frente tem um degrau.

O motorista de um ônibus que estava parado enquanto eu passava, pede para uma senhora que estava próximo, verificar se eu precisava de ajuda. Realmente eu ia precisar. Tinha uma rua para atravessar.

A abordagem. O degrau próximo e ela simplesmente segura no meu braço.

Parei e repito aquela frase que falo pelo menos umas 10 vezes no dia.
Senhora. teu um degrau aqui na frente e como a senhora está segurando no meu braço eu não vou conseguir descer. Podemos fazer o contrário? A senhora passa na minha frente e eu seguro no seu braço? Fica melhor. Inclusive eu vou precisar de ajuda para atravessar a rua.

A moça soltou meu braço.

Procuro o braço dela e... Ué, cadê?

Continuei andando... daqui há pouco o motorista:

Ué, dá pra ele ir sozinho?

só escuto a resposta: Ah! Ele me xingou ainda!

gente..... Bom.... Não entendi...

Gente... Será que com essa reforma ortográfica que entrou em vigor agora, alguma palavra da explicação acima virou palavrão e eu não sei?

Me expliquem por favor! rsrsrsrs. kkkkkkkkkkk.