O que você acha da minha ideia de indicar algum som que curto em cada postagem do Cotidiano Cego?

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

INFORMAÇÃO INACESSÍVEL? COMO ASSIM?

Faaaaaaaaala galera!

quando eu era pequeno....

Calma.....

A próxima frase não será:

"Eu achava a vida chata". Kkkkk.

Quem não entendeu a piada, escuta essa música aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=OiVOlkTBgGE

vamos voltar ao texto então:

Um dos grandes problemas durante a minha alfabetização no sistema
braille era a falta de material para a leitura, além da liberdade de
escolha.

Estávamos limitados à revistas produzidas por algumas instituições,
com matérias retiradas das grandes revistas que eram interessantes na
visão de quem produzia as mesmas.

Muitas vezes, recebíamos com meses de atraso e, algumas notícias
contidas ali já não tinham relevância.

O incentivo ao hábito saudável da leitura, era zero.

quando criança, queria ler as histórias dos heróis de minha
preferência que saíam, todo domingo, na seção infantil do jornal O
Globo, que, salvo engano, se chamava Globinho.

Livros? a situação era igual.

ficávamos presos à obras que as instituições achavam que seria
interessante lermos.

com 12 anos, começou a aparecer o interesse por Ciência, Tecnologia e pesquisas.

A cada revista que recebia, enquanto folheava para procurar algum
artigo de meu interesse, vinha, por um lado o desapontamento por na
maioria das vezes não encontrar e, por outro, aquela vontade de ler
aquele artigo da revista Galileu, que se não me engano por um momento
se chamou Globo ciência, de forma homônima ao programa da TV, a qual
ouvi uma chamada na propaganda quando saiu nas bancas.

Quem sabe alguém dessa revista também achou isso interessante e vai me
possibilitar ler?

sinceramente, não lembro de uma única vez na qual fiquei feliz em
achar algo que realmente estava ansioso para ler.

Ou quem sabe, uma matéria da Superinteressante que eu tenha achado legal?

Nada.

quando terminava de folhear, vinha a lamentação por não poder ler as
coisas que eu queria e, por também não poder ler o Jornal Dos
Esportes.

Ouvia falar dele direto, sempre tinha na banca próxima à minha casa...

Aí eu pensava:

Será que um dia eu vou poder ler o Jornal Dos Esportes?

só conseguia realmente ter acesso a alguma reportagem quando,
coincidentemente achava alguém com o jornal onde estava a publicação e
aí eu pedia que lesse para mim.

Resolvia? Não.

Não tem leitura, não tem escrita correta.

Com isso, ler ficou cada vez mais distante da minha realidade.

até que, veio a Internet.

Logicamente, a minha possibilidade de acessar não chegou junto. Mas
quando veio, consegui enxergar uma nova realidade.

Irmãos! É um milagre! A Internet fez o cego enxergar. Aleluia!

Lembro quando abri o site do jornal Lance pela primeira vez e li a
primeira reportagem sobre o Flamengo, com a voz meio esquisita do
leitor de tela, e, percebi que, se não soubesse como escrever o nome
de um jogador pouco comum, poderia soletrar.

Finalmente a leitura havia entrado na minha vida.

Jornal Do Brasil, O Globo, além de conhecer a Folha De São Paulo e o
Estadão, descobrindo assim porque eles eram tão falados.

Vou dizer inclusive que sou leitor do Estadão e da Folha até hoje.

As revistas de Informática e Tecnologia estavam na minha mão. Foi
assim que comecei a ler a Info Exame, e outras do gênero.

Veja, Isto É, em fim:

O mundo se abriu!

Era só o começo.

Na época, quem estava preso às notícias online precisava estar em
frente a um computador, sem poder sair dali para nada.

Vieram os celulares, tablets e graças ao celular pude adquirir o
hábito de, após o despertador me acordar para mais um dia de trabalho,
ler jornal antes mesmo de sair da cama.

Hoje, no entanto, uma decepção:

Resolvi abrir o site do jornal O Globo, a fim de verificar a possível
escalação do Flamengo para o jogo de hoje, assim como para ler as
notícias da minha cidade.

Afinal, os jornais são minha fonte de informação sobre o Rio, uma vez
que não estou mais lá.

Li tudo que me interessava no caderno de esportes e, quando fui no
caderno Rio, abri as abas com as reportagens que queria ler.

Tomei aquele banho, me arrumei e, quando finalmente ia ler sobre as
mudanças no trânsito do Rio sem a perimetral, o erro de cálculo nas
passagens intermunicipais e do Metrô e sobre o trânsito ainda caótico
em Copacabana após rompimento de uma tubulação, me deparei com uma
página de cadastro para que pudesse continuar.

é... Bangu não estava no jornal hoje. Rs.

Fui preencher o cadastro. Afinal, já sou cadastrado na Folha, no
Estadão... Qual é o problema em me cadastrar no Globo também.

Nenhum, se o site não me pedisse a digitação de um código que
apareceu numa imagem de segurança para finalizar o cadastro. O famoso
captcha.

Se o link alternativo para que se ouça o código disponibilizado por
sites como UOL, Google, Microsoft e outros também, a exemplo dos
captchas, tivesse virado moda, estávamos feitos. Infelizmente isso não
ocorreu e o mesmo não se encontrava lá.

Depois de estar barrado no cadastro por nem a extensão do Firefox que
costumo usar para quebrar galho numa situação dessas funcionar,
resolvi usar o Fale Conosco do jornal para expor a situação, sugerindo
o link onde pudéssemos ouvir o código a ser digitado, ou até mesmo uma
outra forma de validação, como o e-mail de confirmação.

Na Folha, preenchemos o cadastro, recebemos um e-mail com um link de
confirmação e, após entrarmos lá, o cadastro entra em processo de
ativação, necessitando de aprovação para que possamos navegar
livremente e até comentar reportagens.

Parece burocrático? talvez.

No entanto, nosso acesso não fica restrito.

Voltando ao Fale conosco do jornal O Globo, mais uma vez não tive
sucesso, pois, para enviar a mensagem, precisava preencher o código de
uma outra imagem.

Será que estamos caminhando de volta para a obscuridão trazida pela
falta de informação, da qual a Internet veio nos tirar?

Acho que ainda não é motivo para pânico, pois jornais e revistas de
grande circulação ainda não aderiram à ideia, por sinal, extremamente
excludente. contudo, deverá servir sim, para acendermos o sinal de
alerta, acompanhando todas as modificações que a evolução tecnológica
venha trazer.

3 comentários:

Unknown disse...

Boa tarde Andre.
Gostaria de te enviar um email mas não encontro seu contato no blog.

abraço

hugo

email: marquescunha@gmail.com

GirlWeb disse...

André, não tem nada a ver com seu blog, que aliás adoro ler! Assim como você busco cada dia mais minha independência pessoal e profissional... Mas vamos ao que viemos, me dá uma força lá no grupo do Talkdroid, comprei um celular que chega hoje e estou tentando postar uma dúvida lá há 3 dias, todos os e-mails voltam, preciso muito que a moderação autorize que eu publique minha dúvida lá, já estou cadastrada, e no blog Talkdroid também, só que até agora não recebi a senha... Tentei mandar um e-mail pra você, no desespero, nem nos conhecemos, me desculpe, mas se puder me ajude! Ate, Giza.

André Carioca disse...

Giza.

Meu e-mail é:

andre.carioca@gmail.com

Me contacte e tento te ajudar.

Mande-me também em privado o e-mail com o qual tentou se cadastrar lá e eu aviso à moderação.