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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Cegos e afins virando moda entre os universitários

Faaaaaaaaala galera!

Hoje vou falar sobre uma realidade que tem seus pontos positivos e negativos.

Cegos e afins virando moda entre os universitários.

Hoje, vemos vários universitários fazendo trabalhos de pesquisa sobre pessoas com deficiência e mercado de trabalho, cegos e mais alguma coisa... Em fim......

Isso é ótimo! Um novo campo se abre, as pessoas estão se conscientizando realmente sobre a nossa existência, procurando entender, aprender e quem sabe nos ajudar de alguma forma....

como eu gostaria que isso fosse verdade!

Em alguns casos até é.

No entanto, a maioria deles ainda é realizada por pessoas que acham isso um bom assunto para se abordar, podendo levar ao grande objetivo que é a nota.

Vou dar um grande exemplo:

Fui numa feira de ciência e Tecnologia uma vez na USP.

Existia uma parte voltada para pessoas que os outros teimam em chamar de especiais, ou dizer, "com necessidades Especiais" e encontrei alguns produtos que, segundo os estudantes que desenvolviam o projeto seriam facilitadores.

Eis que me deparo com um aparelho que segundo eles seria um grande facilitador para a vida de um cego.

Um dispositivo que toca uma campainha, avisando ao cego que a luz está acesa........ kkkkkkkkkkkkk.

Pior. Estava na época trabalhando numa instituição e precisava manter um olhar sério..... Rs....... é... não podia gargalhar sobre tamanha idéia idiota... kkkk.

Que utilidade isso um dia teria? E a posição do botãozinho? não ajudaria por si? kkkk.

Sabemos que quando se fala em pessoa cega, a ignorância da sociedade é praticamente geral.

Mas, de um grupo com o objetivo de criar um produto facilitador, seja para o cego, para o surdo ou seja lá quem for, se espera, no mínimo, que pesquisem junto ao público alvo de seu projeto as reais necessidades, a fim de desenvolverem algo realmente útil!

Po! Nessa mesma feira um outro grupo desenvolveu um dispositivo conta-gotas muito interessante. Você programava as gotas que precisava e um som era emitido a cada uma e a idéia era algum aviso confirmando a quantidade de gotas programadas. Essa parte ainda não estava desenvolvida.

Legal! Eu por exemplo, que moro sozinho, um dispositivo desses me ajudaria muito no preparo da dose de algum remédio..... Sim. O remédio que eu normalmente tomo, que é a base de cevada não tem esse problema..... Posso encher o copo. kkkkkk. Mas, me refiro a outros remédios. kkkkk.

Provavelmente, esse grupo procurou pesquisar, saber o que não tínhamos disponível e realmente facilitaria, foi lá, viu como poderia ser desenvolvido.

Já o outro, talvez nem a luz que o dispositivo mostrou ao cego que estava acesa, eles conseguiram ver também quanto a nota.

acho louvável esse tipo de pesquisa, trabalho, pois ajuda na conscientização.

Agora, desde que haja real comprometimento com o que se faz.

Sugiro aos leitores, se um dia precisarem fazer um trabalho desses, a lembrança dessa mensagen.

E aos professores universitários, quando forem avaliar um trabalho envolvendo cego, surdo, cadeirante ou seja lá quem for, adcionem comprometimento real como critério de avaliação.

Não é raro receber e-mails ou ser abordados por determinados projetos nesse sentido. Respondo quando sinto seriedade.

Quando percebo não haver, que o questionário não faz sentido para o que se diz buscar, dou lá meus palpites. rsrsrs.

Agora quando a coisa é muito absurda mesmo, costumo fazer juz ao meu direito de não responder. kkkkk.

Uma vez me deu raiva.

Certa vez, passando próximo a uma universidade perto da minha casa, conversei com uma menina e o projeto era realmente interessante. Pedi o questionário por e-mail e tive o maior prazer em responder.

Agora vamos à situação que me deu raiva... kkkkk.

To eu passando perto da mesma universidade, entrando num bar... coisa que eu quase não faço, né? kkkkkk.

O cara chega do nada, na maior, nem cumprimenta, se apresenta nem nada.... Nem vi que o cara chegava. kkkkkkkkk.

Do nada ele chega e fala:


Aí.... Poderia responder um questionário pra gente?

Simplesmente respondi: Não...... kkkkkkk. fala sério!

kkkk.

Nem sei quem é o camarada, o cara nem fala nada, nem sei quem é o cara e o que ele quer diferente, já vai chegando e... Pode responder um questionário?

Dei a resposta tão curta e objetiva quanto achei que ele mereceu.... kkkkk.

É.. Uma pena... esses idiotas que querem ganhar apenas nota as nossas custas, sem comprometimento com nada, acham que somos tão idiotas quanto eles.

3 comentários:

Emilee Mickely disse...

Nossa, sei bem do que você está falando. Sou professora e esse ano apareceram uns alunos com umas idéias que nem acreditei. E eu nem sou cega. MAs acho que essa ideias malucas ajudam as universidades a lembrarem que tem, e terão cada vez mais, alunos cegos e com outras deficiências. Eu mesmo tenho um amigo, super gato, que se tudo de certo estará na universidade estudando em 2015 :D

André Carioca disse...

Emilee. Minha intuição diz que conheço esse seu amigo e também espero que ele esteja na Universidade em 2013. rs. Agora se ele é gato ou não, sei lá... Homem não faz meu tipo e mesmo que eu visse, não repararia nessas coisas. kkkkkkk.

Emilee Mickely disse...

kkkk você é ótimo kkk. E você o conhece sim!!! rsrs